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Ligação fluvial bilionária entre Manaus e 4 portos essenciais integra Brasil, Colômbia, Equador e Peru, impulsiona a bioeconomia e reduz em 10 mil km o acesso à Ásia

Publicado em 18/11/2025 às 20:49
Atualizado em 18/11/2025 às 20:52
Amazônia, Hidrovias, Portos
Imagem ilustrativa: IA
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Nova ligação fluvial entre Manaus e quatro portos do Pacífico encurta trajetos comerciais, fortalece exportações amazônicas e amplia a competitividade regional

O governo federal confirmou, em novembro de 2025, a conclusão das obras que permitem a navegação contínua entre Manaus e quatro portos no Oceano Pacífico. A iniciativa surgiu porque havia demanda por caminhos mais curtos para o comércio sul-americano, portanto ganhou prioridade dentro dos acordos bilaterais firmados desde 2023.

A proposta também busca estimular o turismo fluvial e fortalecer a bioeconomia amazônica. A rota já está liberada.

Caminho aberto pelo Alto Solimões

A viagem começa em Manaus e segue pelo Rio Solimões até Santo Antônio do Içá. O trajeto ficou possível porque houve dragagem no Alto Solimões, permitindo maior profundidade e segurança.

Além disso, esse trecho funciona como base para diversas ramificações que conectam o Brasil aos países vizinhos. O projeto tenta facilitar a circulação de produtos da Zona Franca de Manaus.

Ligação com a Colômbia por Puerto Asís

Uma das derivações segue pelo Rio Putumayo, trecho que no Brasil é chamado de Rio Içá. Ele nasce na Colômbia e corre paralelo ao Rio Japurá até Puerto Asís.

A partir desse ponto, existe acesso rodoviário ao Porto de Tumaco, considerado o segundo mais relevante da Colômbia no Pacífico. A expectativa é que a nova ligação torne o comércio regional mais ágil. É um avanço importante.

Rotas que levam ao Equador e ao Peru

Outra frente conduz embarcações a partir de Santo Antônio do Içá até Iquitos, no Peru. Depois desse ponto, o caminho se divide em três possibilidades distintas.

Uma chega ao Porto de Manta, no Equador. Outra alcança Paita, no norte peruano. A terceira segue até Chancay, município localizado a setenta e oito quilômetros de Lima.

Cada ramificação atende demandas específicas de exportação. Os três destinos já estão ativos.

Crescimento das exportações amazônicas

O primeiro semestre de 2025 registrou aumento expressivo nas vendas externas de produtos da bioeconomia saindo de Tabatinga.

Isso ocorreu porque os custos logísticos diminuíram e o transporte ficou mais rápido. Produtores de açaí, castanha, coco, farinha, borracha e pescado perceberam ganhos imediatos.

Além disso, a Zona Franca de Manaus conseguiu ampliar o alcance dos itens fabricados na região. O impacto foi imediato.

Integração defendida pelo governo

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, apenas 15% do comércio sul-americano ocorre dentro da própria região. Por isso a integração virou prioridade política.

A ministra Simone Tebet afirmou que o tema está na agenda do presidente Lula há muito tempo. O objetivo é ampliar a circulação de mercadorias usando rotas mais curtas e alternativas seguras ao transporte tradicional. A diretriz envolve vários setores.

Investimentos expressivos no Novo PAC

Segundo informou o Revista Oeste, as cinco rotas que conectam a América do Sul têm orçamento estimado em 60 bilhões de reais. A carteira financeira soma 10 bilhões de dólares para bancar cento e noventa obras, que incluem rodovias, hidrovias, ferrovias, infovias e aeroportos.

Todo esse pacote está inserido no Novo PAC e complementa a estratégia de dinamizar a economia amazônica.

Acesso mais rápido ao mercado asiático

O Porto de Chancay, no Peru, recebeu investimentos chineses e deve simplificar o envio de produtos brasileiros à Ásia.

A ministra explicou que a rota que liga o Atlântico ao Pacífico, saindo de Belém, pode reduzir o trajeto em até três semanas, porque elimina 10 mil quilômetros da viagem.

Portanto, a expectativa é ampliar a competitividade do país em mercados estratégicos.

Com informações de Revista Oeste.

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Romário Pereira de Carvalho

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