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Lançado por trilhos e armado com ogiva de quase 1 tonelada, o V-2 alemão tornou-se o primeiro míssil balístico da história, cruzou a fronteira do espaço a mais de 5.000 km/h e abriu caminho direto para os foguetes que levariam o homem à Lua

Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 28/02/2026 às 18:55
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Desenvolvido na Alemanha nazista, o V-2 foi o primeiro míssil balístico da história, atingiu o espaço suborbital e influenciou diretamente os programas espaciais dos EUA e da União Soviética.

O foguete V-2 (Vergeltungswaffe 2), também conhecido como Aggregat-4 (A-4), foi o primeiro míssil balístico guiado de longo alcance já utilizado em combate. Desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial sob coordenação da equipe liderada por Wernher von Braun, no centro de pesquisa de Peenemünde, o V-2 marcou uma ruptura tecnológica: ele não apenas atingia alvos a centenas de quilômetros de distância, como também ultrapassava a atmosfera terrestre em voo suborbital.

Entre 1944 e 1945, o V-2 foi lançado contra cidades como Londres e Antuérpia, inaugurando uma nova era na guerra moderna. Ao mesmo tempo, sua engenharia de propulsão líquida se tornaria a base do desenvolvimento dos foguetes espaciais do pós-guerra.

O primeiro míssil balístico operacional da história

O V-2 foi o primeiro armamento capaz de seguir trajetória balística completa. Após o lançamento vertical por trilhos, o foguete inclinava-se automaticamente em direção ao alvo, atingia altitudes superiores a 80 km e então mergulhava em alta velocidade.

Ele media aproximadamente 14 metros de altura, pesava cerca de 12,5 toneladas no lançamento e carregava uma ogiva explosiva de quase 1 tonelada.

O motor utilizava combustível líquido composto por álcool etílico e oxigênio líquido. A queima gerava empuxo suficiente para acelerar o foguete a velocidades superiores a 5.000 km/h.

O V-2 foi o primeiro artefato humano a ultrapassar a fronteira do espaço em voo suborbital, antecedendo qualquer foguete científico formal.

Lançamentos contra cidades europeias

O primeiro ataque operacional com V-2 ocorreu em 8 de setembro de 1944 contra Londres. Diferente dos bombardeiros convencionais, o V-2 não podia ser interceptado.

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Como ele atingia velocidade supersônica em trajetória descendente, o impacto acontecia antes que qualquer alerta sonoro fosse ouvido. Não havia defesa aérea capaz de detê-lo na época.

Estima-se que mais de 3.000 unidades tenham sido lançadas durante a guerra. Apesar do impacto psicológico significativo, o efeito militar estratégico foi limitado em comparação ao investimento realizado.

Engenharia que mudaria o mundo

Embora criado como arma, o V-2 representou um salto técnico sem precedentes na engenharia de foguetes. Ele introduziu:

  • Sistema de orientação giroscópica
  • Controle aerodinâmico por aletas móveis
  • Propulsão líquida de alta potência
  • Estrutura leve de grande escala

O conhecimento acumulado em Peenemünde tornou-se valioso no pós-guerra. Após 1945, tanto os Estados Unidos quanto a União Soviética capturaram cientistas e tecnologia do programa V-2, dando início à corrida espacial.

Da arma de guerra ao início da era espacial

Nos Estados Unidos, a Operação Paperclip levou Wernher von Braun e parte da equipe alemã para território americano. Lá, o conhecimento adquirido no V-2 foi aplicado em foguetes experimentais e, posteriormente, no desenvolvimento dos foguetes Redstone e Saturno.

Na União Soviética, engenheiros também estudaram unidades capturadas para desenvolver seus próprios mísseis balísticos. O conceito de foguete balístico intercontinental (ICBM) e os primeiros veículos espaciais têm raízes diretas na arquitetura técnica do V-2.

O caminho que levaria ao lançamento do Sputnik em 1957 e à chegada do homem à Lua em 1969 começou com os princípios testados no V-2.

Voo suborbital e a fronteira do espaço

Um lançamento de teste do modelo MW 18014, em junho de 1944, ultrapassou aproximadamente 100 km de altitude, superando o que mais tarde seria definido como a Linha de Kármán — limite convencional do espaço.

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Isso faz do V-2 o primeiro objeto construído pelo homem a atingir o espaço, ainda que em contexto militar. A partir desse momento, tornou-se evidente que a tecnologia de mísseis poderia ultrapassar o uso bélico e alcançar aplicações científicas.

Produção e impacto humano

A fabricação dos V-2 ocorreu em instalações subterrâneas como Mittelwerk, utilizando trabalho forçado de prisioneiros do campo de concentração Mittelbau-Dora. Milhares de pessoas morreram nas condições de produção do foguete.

O legado tecnológico do V-2 está inseparavelmente ligado ao contexto histórico da Segunda Guerra Mundial e às consequências humanas do regime que o desenvolveu.

Dados técnicos do V-2

  • Altura: cerca de 14 metros
  • Peso total: aproximadamente 12,5 toneladas
  • Alcance: até 320 km
  • Velocidade máxima: superior a Mach 4
  • Carga explosiva: cerca de 975 kg

Esses números eram inéditos na década de 1940.

O V-2 como divisor de eras

Antes do V-2, foguetes eram experimentos limitados a pequenas altitudes. Depois dele, ficou claro que era possível alcançar o espaço.

O projeto mostrou que a engenharia de propulsão líquida poderia ser escalada para cargas maiores e distâncias intercontinentais. O V-2 não foi apenas uma arma: foi o protótipo do foguete moderno.

O foguete V-2 tornou-se o primeiro míssil balístico operacional da história e também o primeiro objeto humano a atingir o espaço em voo suborbital.

Criado como arma durante a Segunda Guerra Mundial, seu desenvolvimento tecnológico abriu caminho direto para os programas espaciais dos Estados Unidos e da União Soviética.

A engenharia aplicada no V-2 estabeleceu fundamentos que seriam usados décadas depois em foguetes científicos, mísseis estratégicos e missões espaciais. Seu impacto atravessou a guerra, a corrida espacial e moldou a tecnologia de propulsão que ainda hoje sustenta lançamentos orbitais.

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Roberto
Roberto
04/03/2026 15:20

AINDA TEM SERES PATÉTICOS QUE ACHAM QUE A RUSSIA DERROTOU A ALEMANHÃ NA II GUERRA. NÃO, SEUS ****, A RUSSIA NÃO DERROTOU NINGUEM. A ALEMANHA LUTOU SOZINHA CONTRA TRÊS PAÍSES, E AINDA OBTEVE VANTAGEM O MAOIR TEMPO QUE DUROU A GUERRA. MAS NÃO SE MANTEM TODA AQUELA TECNOLOGIA SEM RECURSOS, E A FONTE SECOU. A PERSEGUIÇÃO AOS JUDEUS FOI A MAIOR **** DE HITLER, POIS ELES SÃO MAIORES EMPRESÁRIOS E BANQUEIROS DO MUNDO. COM ISSO, QUEM FICOU NA BOA FORAM OS EUA, QUE RECEBERAM UM MONTE DE JUDEU BILHONÁRIO FUGIDOS DA ALEMANHA.

Alex
Alex
Em resposta a  Roberto
04/03/2026 16:46

A Alemanha foi derrotada pelo conjunto Russia, EUA e Inglaterra e pleos erros que o Hitler cometeu

Cláudio Ribeiro
Cláudio Ribeiro
02/03/2026 16:13

Os alemães foram muito espertos e inteligentes. Desenvolveram diversas armas eficazes. Só perderam a 2° guerra por serem muito gananciosos, principalmente em atacar a Rússia e a Inglaterra.

Ricardo
Ricardo
Em resposta a  Cláudio Ribeiro
03/03/2026 08:19

PORQUE? você queria que tivessem ganho? Eu hein

Alex
Alex
Em resposta a  Cláudio Ribeiro
04/03/2026 16:45

A culpa quase total foi do Hitler que por sua arrogância ignorou seus generais e criou várias frentes de batalha dividindo o exercito alemão e estendendo as linhas de suprimentos que demoravam muito a chegar aos seus destinos. Ainda bem para o mundo

Valdemar Medeiros

Formado em Jornalismo e Marketing, é autor de mais de 20 mil artigos que já alcançaram milhões de leitores no Brasil e no exterior. Já escreveu para marcas e veículos como 99, Natura, O Boticário, CPG – Click Petróleo e Gás, Agência Raccon e outros. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras (empregabilidade e cursos), Economia e outros temas. Contato e sugestões de pauta: valdemarmedeiros4@gmail.com. Não aceitamos currículos!

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