Jovem do canal @LyTieuToan constrói vila com piscina nas colinas do Vietnã, ergue a casa com as próprias mãos, vive isolada da civilização e cria um lar funcional do zero.
Nas colinas verdes do Vietnã, longe de centros urbanos, concreto industrial e rotinas aceleradas, uma jovem decidiu seguir um caminho radicalmente diferente. Em vez de comprar ou reformar uma casa pronta, ela escolheu construir tudo com as próprias mãos, partindo literalmente do chão batido até um lar completo, funcional e integrado à paisagem natural.
O projeto, documentado pelo canal @LyTieuToan, mostra uma obra que não nasce da pressa, mas da repetição paciente de gestos simples: limpar a terra, cortar madeira, alinhar tijolos, moldar concreto, escavar o solo. Cada etapa é executada manualmente, sem máquinas pesadas, sem equipe fixa e sem desperdícios.
Construção da vila começa pela preparação do terreno nas colinas do Vietnã
Antes que qualquer parede se erguesse, o primeiro desafio foi domar o terreno inclinado. As imagens mostram a jovem limpando a área, removendo solo excedente e criando níveis estáveis para receber a construção. A escolha por trabalhar diretamente com a topografia natural reduz impactos ambientais e evita grandes movimentações de terra.
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Pequenos muros baixos de tijolos são assentados ao redor do perímetro, funcionando como contenção do solo e base estrutural inicial. Cada fiada é nivelada manualmente, garantindo estabilidade para o que viria depois.
Estrutura da casa é erguida com madeira, tijolos e concreto moldado à mão
A vila começa a tomar forma com uma estrutura mista, combinando pilares de madeira, alvenaria tradicional e concreto moldado no local. Nada é pré-fabricado. As vigas são posicionadas uma a uma, ajustadas no encaixe, respeitando peso, alinhamento e equilíbrio.

As paredes em tijolo aparente revelam um cuidado estético que também é estrutural. O reboco surge apenas onde é necessário, mantendo a textura natural do material. A casa nasce simples, mas sólida, pensada para durar e resistir ao clima da região.
Piscina curva é escavada manualmente e integrada à paisagem natural
Um dos elementos que mais chama atenção no projeto é a piscina curva, construída ao lado da casa. Diferente de modelos convencionais, ela não segue linhas retas nem padrões industriais. A forma acompanha o terreno e reforça a ideia de integração com a natureza.
A escavação é feita manualmente. Depois, as paredes são erguidas com tijolos, reforçadas com concreto e cuidadosamente impermeabilizadas.

O acabamento interno recebe pintura específica, criando um contraste visual marcante com o verde ao redor. A piscina não é apenas um item de lazer, mas parte do conceito de viver, descansar e se refrescar no próprio espaço construído.
Sistema de água corrente e saneamento é feito do zero
Quando a casa principal fica pronta, o trabalho não termina. A jovem avança para estruturas essenciais que transformam o abrigo em moradia funcional. Um banheiro completo é construído, com sistema de água corrente e um tanque séptico enterrado profundamente, conectado por tubulações instaladas manualmente.
Esse cuidado mostra que o projeto vai além da estética. Há planejamento sanitário, preocupação com higiene e sustentabilidade, mesmo em um ambiente isolado da civilização.

Interior da casa reflete simplicidade, funcionalidade e propósito
Dentro da vila, tudo segue a mesma lógica: nada sobra, nada falta. Uma cama de madeira é montada diretamente na estrutura da sala. Mesas, superfícies de apoio e elementos internos são construídos sob medida, aproveitando materiais disponíveis.

A escadaria externa, feita em alvenaria e concreto, conecta os níveis da construção e também funciona como acesso direto à área da piscina. Um pequeno portão marca a entrada, reforçando a sensação de lar e acolhimento, mesmo em um ambiente isolado.
Construção manual vira estilo de vida nas colinas do Vietnã
O que diferencia esse projeto de outros conteúdos de “casa DIY” é que ele não se limita à construção de um imóvel. Trata-se da construção de um modo de vida. Cada decisão carrega intenção: onde a água corre, onde o fogo permanece, como o espaço é usado para trabalhar, descansar e viver.
A vila não foi feita para impressionar pelo luxo, mas pela coerência. Tudo tem função. Tudo foi pensado. Tudo foi feito à mão.
Vila autossuficiente se torna símbolo de autonomia e resiliência
Ao final da obra, o que se vê é uma vila silenciosa, firme e integrada às colinas do Vietnã. Um espaço que não depende de grandes infraestruturas, nem de soluções prontas. Ele existe porque alguém decidiu aprender, errar, refazer e insistir.
Mais do que uma casa com piscina, o projeto documentado por @LyTieuToan mostra como a construção manual, quando guiada por paciência e propósito, pode transformar terra bruta em lar — e esforço contínuo em identidade.


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