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Jaqueta que tira água potável do ar parece coisa de filme, mas já foi testada por cientistas e pode virar aliada em emergências

Escrito por Viviane Alves
Publicado em 12/06/2026 às 15:32
Atualizado em 12/06/2026 às 15:34
Água limpa com bolhas em close representa a transformação da umidade do ar em água potável por tecido tecnológico.
Imagem ilustrativa mostra água limpa e bolhas, em referência à tecnologia da jaqueta que capta umidade do ar para produzir água potável.
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Tecido criado pela Universidade do Texas em Austin transforma umidade do ar em água potável e pode inspirar novos equipamentos para regiões secas, trilhas e situações extremas

Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, apresentaram uma inovação que chama atenção pelo potencial de uso em emergências e áreas secas.

A tecnologia aparece em uma jaqueta experimental capaz de transformar umidade do ar em água potável, segundo estudo publicado em junho de 2026 na revista Scientific Advances.

O projeto usa um tecido especial para captar a água presente na atmosfera e direcioná-la para unidades removíveis de armazenamento.

A proposta busca resolver uma limitação prática de sistemas já existentes, que costumam ser grandes, pesados e pouco portáteis, conforme destacou o Engadget.

Tecido tecnológico transforma vapor invisível em água potável

A jaqueta foi criada para mostrar como uma peça comum pode ganhar uma função essencial em situações de escassez hídrica.

O material não apenas absorve umidade.

O tecido também conduz a água captada até módulos destacáveis, permitindo que o sistema funcione como uma solução vestível.

Guihua Yu, pesquisador da Universidade do Texas em Austin e um dos autores do estudo, explicou que a equipe queria repensar o formato da tecnologia.

A ideia central era transformar o próprio tecido em uma ferramenta capaz de coletar água do ar.

Funcionamento depende de coleta, transporte e aquecimento

A água captada pelo tecido passa por unidades removíveis instaladas na peça.

Depois da coleta, os módulos são levados a uma estrutura dobrável e aquecidos até gerar água própria para consumo.

Keith Johnston, também coautor do estudo, destacou que o transporte interno da água é uma etapa decisiva.

Esse mecanismo permite que a tecnologia avance além dos testes controlados e tenha potencial para uso real em materiais vestíveis.

Vista panorâmica de dunas de areia em ambiente desértico com montanhas ao fundo, representando regiões secas e a busca por soluções inovadoras para obtenção de água potável.
Dunas de areia em região árida ilustram os desafios enfrentados por áreas com escassez hídrica, onde tecnologias capazes de captar água da umidade do ar podem ganhar importância no futuro.

Protótipo produziu até 900 mililitros de água por dia

Os testes realizados pelos pesquisadores indicaram uma produção entre 400 e 900 mililitros de água potável por dia.

Esse volume equivale a aproximadamente 14 a 30 onças, com variação conforme a umidade do ambiente.

Locais mais úmidos tendem a favorecer o desempenho do tecido.

O resultado ainda não representa uma solução comercial, mas demonstra que o conceito pode funcionar fora de uma máquina tradicional.

Jaqueta é apenas o começo da tecnologia

A peça foi escolhida como protótipo para testar o funcionamento do tecido em formato vestível.

O mesmo material, segundo os pesquisadores, pode ser adaptado para diferentes equipamentos usados em deslocamentos, expedições e emergências.

Entre as possibilidades de aplicação estão:

• mochilas que captam água durante caminhadas;
• tendas usadas em regiões secas ou isoladas;
• equipamentos de emergência em áreas sem infraestrutura;
• kits para trilhas, expedições e atividades ao ar livre.

Tecnologia ainda está em fase experimental

Os resultados são promissores, mas a jaqueta ainda permanece em fase de pesquisa.

Atualmente, não existe um produto comercial pronto para venda.

A principal intenção do estudo foi provar que o conceito funciona e pode ser expandido para outras aplicações.

A abordagem chama atenção porque substitui máquinas complexas por materiais integrados ao cotidiano.

O que essa inovação pode representar no futuro?

Tecidos capazes de coletar água do ar podem abrir uma nova direção para tecnologias pessoais e portáteis.

A proposta não promete resolver sozinha a falta de água.

O estudo mostra, porém, que roupas, mochilas e tendas podem ganhar funções importantes em cenários de emergência.

O desafio agora será transformar o protótipo em uma solução segura, eficiente e viável para uso real.

Você acha que roupas capazes de captar água do ar podem se tornar comuns no futuro ou essa tecnologia deve ficar restrita a emergências e expedições? Deixe sua opinião!

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Viviane Alves

Redatora com foco na produção de conteúdos estratégicos voltados para macro e microeconomia, geopolítica, mercado energético, setor automotivo e comércio global.

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