Mesmo internado com uma doença rara, o jovem Ítalo Cantanhede Rodrigues, de 17 anos, fez o Enem e conquistou vaga em medicina.
Realizar o Enem em um hospital e ainda assim conquistar vaga em medicina pode parecer improvável, mas foi exatamente o que o jovem paraense Ítalo Cantanhede Rodrigues, de 17 anos, conseguiu após enfrentar uma doença rara. O estudante fez a prova em São Paulo, durante tratamento intensivo, com autorização da Justiça para garantir condições seguras.
Mesmo em isolamento e sob cuidados médicos, ele manteve a preparação e participou do exame. O resultado veio com três aprovações em universidades públicas, marcando uma trajetória de superação. O caso ganhou destaque por evidenciar como determinação e apoio podem transformar cenários adversos.
Aprovação em medicina veio mesmo durante tratamento da doença rara
O resultado do Enem trouxe uma conquista expressiva. O jovem garantiu aprovação em medicina em três instituições públicas. As vagas foram na UFPA, UEPA e UFRJ. Após a divulgação, ele optou por ingressar na Universidade do Estado do Pará, com início previsto para 2026.
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Para conseguir fazer o Enem, o jovem precisou de autorização judicial. Isso porque o tratamento da doença rara exigia isolamento rigoroso. A prova foi aplicada dentro do hospital, seguindo protocolos médicos. Dessa forma, ele conseguiu participar sem comprometer a saúde.
A rotina do jovem mudou em 2025, após o diagnóstico de aplasia de medula óssea severa. A doença rara afeta a produção de células sanguíneas. Para iniciar o tratamento, ele precisou sair de Belém e seguir para São Paulo. Lá, passou por quimioterapia e permaneceu internado por longos períodos.
Transplante foi etapa decisiva no tratamento da doença rara
O combate à doença rara incluiu um transplante de medula óssea. A doadora foi a irmã mais nova, com total compatibilidade. Antes do procedimento, o jovem passou por preparação com quimioterapia. Após o transplante, enfrentou um período de recuperação com o sistema imunológico fragilizado.
Mesmo durante o tratamento, o jovem não abandonou os estudos para o Enem. Ele contou com apoio remoto da escola. Esse suporte ajudou a manter a rotina de aprendizado. Assim, mesmo com a doença rara, ele conseguiu se preparar para o exame.
A vivência no hospital influenciou diretamente o desejo de cursar medicina. O jovem passou a enxergar a profissão com outro olhar. “Do lado do paciente, eu consegui aprender muitas coisas sobre como agir nessa profissão e como eu quero ser. Vou me dedicar para tratar pessoas que estejam em situações semelhantes”, afirmou.
Recuperação continua após aprovação em medicina
Mesmo após conquistar as vagas em medicina, o jovem segue em recuperação. O acompanhamento médico ainda é necessário. O retorno para Belém dependerá da liberação da equipe de saúde. Enquanto isso, ele se prepara para iniciar a graduação.
O caso evidencia a importância de garantir acesso ao Enem em situações especiais. A autorização judicial foi essencial para a participação. Assim, a trajetória do jovem mostra que a doença rara não impediu a realização de um sonho. A aprovação em medicina simboliza essa conquista.
Com informações do site Só Notícia Boa


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