Enquanto o novo Nissan Kicks argentino chega em 13 de dezembro de 2025 com três versões acima de 200 mil reais, o SUV nipo brasileiro perde potência com 120 cv a gasolina e expõe a escalada de preços no segmento compacto tanto na Argentina quanto no Brasil, movido por tecnologia
O debate em torno do novo Nissan Kicks ganhou força em 13 de dezembro de 2025, quando a nova geração, lançada no Brasil em julho deste ano, passou a ser vendida também na Argentina, importada das linhas de produção brasileiras e posicionada desde o início entre os SUVs compactos mais caros do mercado vizinho.
Na prática, o movimento expõe uma combinação sensível para o consumidor: o novo Nissan Kicks argentino ultrapassa com folga a faixa dos 200 mil reais, mantém motor 1.0 turbo de três cilindros apenas a gasolina limitado a 120 cv e 20,4 kgfm e, ainda assim, é mais caro que a versão topo de linha hoje oferecida no Brasil, alimentando a percepção de perda de potência na vida real diante da escalada de preços.
Versões argentinas do novo Nissan Kicks são todas mais caras que o topo brasileiro

Lançado em julho no mercado brasileiro, o novo Nissan Kicks desembarcou na Argentina com três versões bem definidas: Sense, Advance e Exclusive.
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Hyundai vende uma minivan executiva que parece uma sala VIP sobre rodas: Custin leva 7 pessoas, usa motor 1.5 turbo de 168 cv, câmbio automático de 8 marchas e custa perto de R$ 157 mil na conversão direta no Vietnã
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O Toyota de 7 lugares que parece barato demais para existir no Brasil: Rush tem motor 1.5, opção manual ou automática e preço convertido perto de R$ 81 mil, enquanto por aqui famílias precisam mirar SUVs muito mais caros
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Mitsubishi Pajero Dakar diesel de 2012 aparece com 314 mil km e ainda chama atenção pela fama de resistente; SUV 4×4 de sete lugares encara trilhas, mas sinais de uso severo podem esconder prejuízo para compradores de usados
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A Peugeot reconheceu publicamente os erros do motor PureTech, que causou falhas graves em centenas de milhares de carros, e apresentou o novo Turbo 100 como solução definitiva, um 1,2 turbo testado por mais de 3 milhões de quilômetros que substitui a correia defeituosa por uma corrente mais durável
Em todos os casos, o posicionamento de preço supera o patamar da versão Platinum vendida no Brasil, hoje anunciada por R$ 199.990.
Na Argentina, a configuração de entrada Sense parte de 52.990.000 pesos, cerca de R$ 201.362, já acima do teto brasileiro.
Mesmo na base, o novo Nissan Kicks argentino rompe a barreira simbólica dos 200 mil reais, transformando um SUV compacto em um produto de acesso cada vez mais restrito.
A versão intermediária Advance sobe a régua para 57.990.000 pesos, aproximadamente R$ 220.362, encurtando ainda mais a distância entre um SUV compacto e produtos de segmentos superiores.
No topo da gama, o novo Nissan Kicks Exclusive é apresentado por 9.990.000 pesos, valor que o texto converte para algo em torno de R$ 227.962, consolidando o modelo como um dos compactos mais caros entre os importados da região.
Na prática, todas as versões do novo Nissan Kicks na Argentina custam mais do que o Kicks Platinum vendido no Brasil, embora compartilhem motor, plataforma e grande parte da lista de equipamentos, o que reforça a leitura de que o diferencial de preço está muito mais no contexto macroeconômico e tributário argentino do que em conteúdo adicional relevante para o usuário final.
Motor 1.0 turbo só a gasolina limita potência do novo Nissan Kicks
Apesar do visual atualizado e da proposta global, o novo Nissan Kicks argentino mantém a mesma base mecânica já conhecida no Brasil: motor 1.0 de três cilindros, com injeção direta, turbocompressor e câmbio automatizado de dupla embreagem.
A diferença central está no combustível.
Enquanto o projeto foi concebido para atuar em diferentes mercados, na Argentina o novo Nissan Kicks opera exclusivamente com gasolina, sem opção flex.
Com isso, a ficha técnica registra potência de 120 cv e torque de 20,4 kgfm, números corretos para um 1.0 turbo, mas que sustentam a percepção de que o SUV “perde potência na vida real” quando confrontado com o preço final superior a 200 mil reais.
Num cenário em que o consumidor associa ticket elevado a desempenho mais robusto, um SUV compacto 1.0 turbo de 120 cv por mais de R$ 220 mil tende a ser visto como modesto em força, ainda que ofereça boa entrega em regimes urbanos e capacidade adequada para rodar em estradas.
Na prática, a Argentina recebe o mesmo conjunto mecânico, mas com leitura de valor muito mais pressionada pelo câmbio e pelos impostos locais.
Equipamentos de série: o que cada versão do novo Nissan Kicks entrega
Na base, o novo Nissan Kicks Sense tenta justificar o patamar de preço com um pacote relativamente completo para o segmento.
A versão traz de série rodas de liga leve aro 17, faróis e lanternas em LED, retrovisores elétricos em preto brilhante, ar-condicionado digital e painel digital de 7 polegadas.
O centro multimídia Nissan Connect utiliza tela de 12,3 polegadas, com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, além de portas USB-C.
Em segurança, o novo Nissan Kicks Sense oferece controle de cruzeiro adaptativo com função Stop and Go, frenagem autônoma com detecção de pedestres, assistente de permanência em faixa, câmera de ré, sensores traseiros, monitoramento de pressão dos pneus, controle de tração e estabilidade, ancoragens ISOFIX e seis airbags.
Na configuração Advance, o novo Nissan Kicks agrega itens de conveniência que aproximam o SUV de um patamar mais premium: carregador de celular por indução, nivelador de profundidade do porta-malas, sistema de partida remota do motor e volante revestido em couro sintético.
A ideia é entregar um degrau intermediário entre o uso familiar diário e um pacote de conforto típico de versões topo.
A versão Exclusive, topo da gama argentina do novo Nissan Kicks, reforça o foco em tecnologia embarcada e acabamento.
O modelo passa a contar com teto solar panorâmico, rodas de liga leve aro 19, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisores externos com rebatimento elétrico, espelho interno eletrocrômico, iluminação ambiente, painel digital de 12,3 polegadas e bancos em couro sintético.
Em termos de conteúdo, o SUV se aproxima da proposta de um compacto sofisticado, mas sem alterações relevantes na parte mecânica.
O que o novo Nissan Kicks argentino sinaliza para a região
A chegada do novo Nissan Kicks à Argentina, importado do Brasil, em dezembro de 2025, consolida duas tendências simultâneas: SUVs compactos cada vez mais caros na região e uma estratégia de padronização técnica que mantém o mesmo motor 1.0 turbo de 120 cv como base da família, independentemente de os preços ultrapassarem com folga os 200 mil reais.
Ao mesmo tempo, a escolha por um conjunto mecânico único e por um pacote eletrônico avançado, com controle de tração, modos de condução e ampla oferta de assistentes de direção, reforça a leitura de que montadoras como a Nissan estão dispostas a vender mais tecnologia e conteúdo digital em troca de motores menores, porém mais eficientes.
A questão que permanece para o consumidor é se esse equilíbrio faz sentido: um SUV compacto com motor 1.0 turbo, mesmo moderno, justifica o preço de um veículo de categoria superior quando importado para mercados como o argentino, especialmente quando a versão topo ultrapassa, com folga, o valor praticado pela configuração mais cara do modelo no Brasil.
Você pagaria mais de 200 mil reais por um SUV 1.0 turbo como o novo Nissan Kicks argentino ou esperaria por alternativas com mais potência na mesma faixa de preço?

Esse novo Kicks é maravilhoso!!! Nissan é muita qualidade!!!
Não pago R$ 100 k em carro com motor 1.0 de 3 cilindros, muito menos R$ 200 k num que tem, além de tudo, câmbio automatizado…. Sai fora.