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Idoso criador da IKEA, uma das pessoas mais ricas do mundo, recusou o luxo e manteve vida de aposentado, usando transporte comum, viajando de classe econômica, vestindo roupas baratas, reaproveitando cada centavo

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 09/02/2026 às 16:09
Atualizado em 09/02/2026 às 16:11
Idoso criador da IKEA, uma das pessoas mais ricas do mundo, recusou o luxo e manteve vida de aposentado, usando transporte comum, viajando de classe econômica, vestindo roupas baratas, reaproveitando cada centavo
Fundador da IKEA cresceu em fazenda, começou vendendo fósforos para vizinhos, se tornou uma das pessoas mais ricas do mundo, mas manteve estilo de vida simples e mostrou aos empregados que simplicidade vale mais que status e milionários também podem viver com pouco dinheiro
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Fundador da IKEA cresceu em fazenda, começou vendendo fósforos para vizinhos, se tornou uma das pessoas mais ricas do mundo, mas manteve estilo de vida simples e mostrou aos empregados que simplicidade vale mais que status e milionários também podem viver com pouco dinheiro

Imagine um idoso praticamente “aposentado”, dono de um império global como a IKEA, listado entre as pessoas mais ricas do mundo, mas que preferia andar de transporte público, viajar de classe econômica e repetir roupa comprada em brechó. É exatamente esse o contraste que torna Ingvar Kamprad tão fascinante: enquanto muitos bilionários constroem a imagem em cima de luxo e ostentação, ele escolheu viver como um cidadão comum, dando um recado claro aos empregados e ao mercado inteiro sobre o que realmente importa em um negócio saudável.

Mesmo sendo o fundador e liderando a IKEA, uma das maiores varejistas de móveis do planeta, Kamprad virou símbolo daquele tipo de idoso que prova na prática que simplicidade, coerência e foco em propósito podem valer mais do que qualquer carro de luxo na garagem.

Quem era o idoso fundador da IKEA que acabou entre as pessoas mais ricas do mundo

Ingvar Kamprad nasceu em 1926, numa região rural da Suécia chamada Småland, e cresceu em fazenda, em um ambiente onde trabalhar muito, economizar e aproveitar cada recurso era praticamente regra da casa.

Ainda criança, começou vendendo fósforos para vizinhos e, depois, outros produtos simples, como sementes e cartões de Natal, já mostrando um instinto empreendedor bem fora da curva para alguém tão jovem

Em 1943, com apenas 17 anos, ele fundou a IKEA, nome formado pelas iniciais de seu nome (Ingvar Kamprad) e pelas referências à fazenda Elmtaryd e à aldeia Agunnaryd.

Ao longo das décadas seguintes, essa pequena iniciativa se transformou em uma rede global presente em dezenas de países, com milhões de clientes e milhares de empregados, colocando o “idoso aposentado” num patamar de fortuna que o colocaria entre as pessoas mais ricas do mundo segundo diferentes rankings internacionais.

Mesmo assim, o estilo de vida nunca acompanhou o tamanho da conta bancária. Enquanto a IKEA crescia, Kamprad se mantinha no papel daquele idoso discreto, quase anônimo, que poderia passar despercebido na fila de qualquer restaurante popular.

O estilo de vida simples de um bilionário que parecia um aposentado comum

Apesar de ser bilionário, Ingvar Kamprad fazia de tudo para viver como um aposentado comum, sem ostentação nem frescura.

Ele dirigia por anos um Volvo antigo, modelo 240 de 1993, e só trocava de carro quando realmente não dava mais para manter o mesmo veículo.

Em vez de jatinhos particulares ou primeira classe, ele era conhecido por viajar em classe econômica, hospedando-se em hotéis simples e usando o dinheiro da forma mais racional possível.

No dia a dia, o idoso fundador da IKEA tinha hábitos que hoje viraram quase lenda: comprava roupas em brechó, reaproveitava sacolas e até reutilizava saquinhos de chá, reforçando a ideia de que desperdício, para ele, era quase um pecado.

Há relatos de que ele guardava sachês de sal e pimenta de restaurantes, sempre atento a pequenos gastos que, somados, representavam uma mentalidade muito alinhada com o modelo de negócios da IKEA.

Esse jeito simples não era só timidez ou mania: era uma escolha consciente. Em entrevistas, Kamprad reforçava que ter dinheiro “não é motivo para jogar recursos pela janela” e que preferia ser visto como um idoso comum, quase um aposentado anônimo, do que como uma celebridade cercada de luxo.

Um episódio muito comentado conta que ele chegou de ônibus a um evento onde seria homenageado como “homem de negócios do ano” e, por parecer apenas um senhor idoso qualquer, os seguranças quase não deixaram ele entrar.

Esse tipo de situação mostra bem como ele realmente se distanciava da imagem tradicional de quem está entre as pessoas mais ricas do mundo.

“Não é tacañaria, é princípio”: o que Kamprad pensava sobre dinheiro, consumo e liberdade

Todo esse comportamento do idoso fundador da IKEA não tinha a ver com avareza cega, e sim com uma filosofia muito clara sobre dinheiro, tempo e liberdade.

Para ele, cada gasto desnecessário tirava a empresa do seu verdadeiro propósito: oferecer produtos de qualidade com preços acessíveis para o maior número possível de pessoas.

Em um de seus textos mais conhecidos, o famoso “Testamento de um comerciante de móveis”, Kamprad escreveu que “desperdiçar recursos é um pecado mortal na IKEA”, deixando claro que o jeito como ele vivia e o jeito como comandava o negócio estavam completamente conectados.

Ele também dizia que “é melhor ser um pouco pão-duro do que jogar dinheiro pela janela” e que voar sempre na primeira classe só para receber uma taça de champanhe não fazia o menor sentido se o objetivo era manter os preços baixos e a empresa forte.

A visão dele sobre consumo era direta: gastar apenas para aparentar status era perder o rumo. O dinheiro, para Kamprad, deveria ser respeitado, assim como o tempo e a liberdade pessoal.

A verdadeira riqueza, na prática, estava em poder viver bem sem depender de exageros, mantendo espaço para escolhas, autonomia e foco no que realmente tem valor.

Ele também insistia que o estilo de vida simples era parte do que tornava a IKEA diferente. Em uma de suas frases mais famosas, disse: “A simplicidade e a humildade nos caracterizam em nossas relações com os outros, com nossos fornecedores e nossos clientes”.

Essa ideia de simplicidade não era só visual, no design; era uma filosofia de vida que ele levava até o fim.

Como o idoso da IKEA inspirava os empregados com o próprio exemplo

Um ponto essencial da história de Kamprad é que ele não queria ser apenas um ícone distante entre as pessoas mais ricas do mundo; ele queria ser um exemplo prático para os empregados da IKEA.

Ele se referia a eles como “companheiros de trabalho” e incentivava um ambiente mais informal, com menos hierarquia e mais proximidade, algo que ainda hoje aparece na comunicação oficial da empresa sobre sua cultura e valores.

Kamprad deixava claro que liderança, para ele, era sinônimo de coerência. Em uma citação famosa, ele disse: “Se existe um bom liderança, é para dar um bom exemplo. Tenho que ser isso para todos os empregados da IKEA”.

Por isso, insistia em viajar em classe econômica e exigia que executivos e gestores também controlassem custos, reforçando que cada economia ajudava a manter produtos acessíveis para “as muitas pessoas”, como a empresa descreve sua visão oficial.

A cultura interna da IKEA continua muito ligada a essas ideias. Em páginas oficiais da empresa, a visão é descrita como “criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas”, conectando simplicidade, preço baixo e impacto positivo na vida real dos clientes e dos empregados.

Em carta póstuma enviada aos trabalhadores, Kamprad escreveu que “a melhor forma de crescer e ser feliz é aprender uns com os outros” e reforçou que viveu uma vida fantástica trabalhando com os melhores “co-workers” do mundo.

Ou seja, o idoso fundador da IKEA nunca quis ser visto como um ídolo distante; ele queria que os empregados sentissem que faziam parte de algo maior, guiado por valores concretos e não por símbolos de status.

Empresas sólidas não nascem do status, mas da cultura

Ao longo da construção da IKEA, Kamprad foi provando na prática algo que muitos líderes ainda ignoram: empresas sólidas não nascem de status, e sim de cultura.

Em vez de investir em escritórios luxuosos e benefícios exagerados para a alta cúpula, a prioridade era reforçar valores como simplicidade, foco no cliente e responsabilidade com custos.

A IKEA cresceu com uma ideia muito clara de negócio: “oferecer uma ampla variedade de produtos de mobiliário doméstico bem desenhados e funcionais, a preços tão baixos que o maior número possível de pessoas possa comprá-los”.

Isso exigia disciplina em todos os níveis, desde o idoso fundador até cada novo empregado, para que as decisões do dia a dia não traíssem essa promessa.

Hoje, mesmo após a morte de Kamprad, o grupo segue falando abertamente sobre cultura, valores e propósito em documentos oficiais, reforçando temas como “espírito de equipe”, “responsabilidade” e o desejo de “criar um mundo melhor” a partir de escolhas de design, produção e preço.

Essa continuidade mostra como as ideias de um idoso aparentemente “aposentado”, mas extremamente ativo em pensamento, continuam moldando uma empresa global com dezenas de milhares de empregados.

Para quem observa de fora, fica claro que a riqueza que ele defendia não era apenas financeira. A verdadeira riqueza, na visão de Kamprad, passa por construir organizações em que o comportamento dos líderes não entra em choque com o discurso oficial, e em que empregados podem se orgulhar da cultura que ajudam a sustentar.

A verdadeira riqueza de um idoso bilionário que escolheu viver simples

No fim das contas, a história de Ingvar Kamprad é a de um idoso que poderia ter se aposentado cedo cercado de luxo, mas preferiu seguir vivendo como alguém comum, mesmo estando entre as pessoas mais ricas do mundo.

Ele mostrou que dá para ter um negócio gigantesco, como a IKEA, sem transformar a empresa em um templo de vaidade pessoal.

Sua vida e suas escolhas deixam um recado forte para empregados, líderes e empreendedores: dinheiro e status são consequência, não objetivo.

E que a verdadeira riqueza não está no que você ostenta, mas em tudo aquilo que você não precisa para viver bem – inclusive a liberdade de dizer “não” aos excessos.

Mais do que um caso de sucesso empresarial, Kamprad virou referência mundial quando o assunto é cultura organizacional, liderança pelo exemplo e uso responsável dos recursos, seja de uma grande empresa, seja da vida pessoal de qualquer aposentado que só quer viver com tranquilidade e dignidade.

E agora, o que você faria com essa visão de mundo? Depois de conhecer a história desse idoso fundador da IKEA, que foi uma das pessoas mais ricas do mundo, mas escolheu viver como um aposentado simples para inspirar seus empregados e manter os pés no chão, eu quero ouvir você.

Você acha que esse estilo de vida faz sentido hoje, com tanto incentivo ao consumo e à ostentação? Deixe seu comentário contando o que mais chamou sua atenção na trajetória de Ingvar Kamprad e compartilhe este artigo com alguém que precisa repensar a relação com dinheiro, status e simplicidade.

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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