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Idosa de 91 anos viraliza ao pedir emprego na Havan, é contratada pelo próprio dono, torna-se “embaixadora” e passa a ser a funcionária mais velha entre 23 mil funcionários da gigante varejista

Publicado em 05/01/2026 às 15:03
Atualizado em 05/01/2026 às 17:55
Assista o vídeoIdosa, Havan, Funcionária
Imagem: Redes Sociais
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Aos 91 anos, moradora de Blumenau é contratada pela varejista Havan após vídeo viral, torna-se a funcionária mais velha da empresa e passa a simbolizar um raro movimento de inclusão etária no mercado formal, em contraste com dados recentes de admissões e demissões de idosos no Brasil, em Santa Catarina e no município

Dona Maria Wostehoff, de 91 anos, tornou-se nova funcionária da Havan após viralizar em vídeo pedindo trabalho, ser convidada por Luciano Hang e recebida nesta segunda-feira (5) na loja do Centro de Blumenau, segundo noticiou o NSC Total.

Contratação após vídeo viral

Moradora do bairro da Velha, Dona Maria apareceu em gravação dizendo à neta que queria trabalhar na varejista catarinense, demonstrando disposição, energia e vontade de seguir ativa.

O conteúdo chegou ao empresário e dono da Havan Luciano Hang, que decidiu contratá-la e dedicou as primeiras horas desta segunda-feira (5) para recebê-la pessoalmente na unidade central.

A recepção contou com colegas da loja, em um momento marcado por emoção e simbolismo para a empresa e para a própria funcionária recém-contratada.

Havan, Funcionária, Idosa
Imagem: divulgação

Histórico de trabalho e rotina ativa na Havan

Antes da nova contratação, Dona Maria trabalhou como merendeira escolar, fez limpeza em unidades de ensino e atuou por três décadas na casa de um médico.

Parar nunca foi uma realidade para ela, embora tenha reduzido o ritmo após a aposentadoria e ficado sem vínculo formal nos últimos anos.

Inquieta, contou no vídeo que tinha “energia, disposição, boa ideia” para continuar trabalhando, mensagem que acabou ganhando repercussão nas redes.

Durante a recepção, ela afirmou que chorou pela manhã ao imaginar ter novamente a carteira assinada nessa idade avançada.

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Papel simbólico dentro da empresa

Na Havan, Dona Maria será uma espécie de embaixadora, sem expediente diário ou jornadas longas, participando eventualmente do atendimento aos clientes.

Com isso, ela se torna a funcionária mais velha da empresa, que possui cerca de 23 mil colaboradores espalhados por todo o Brasil.

Em fevereiro, Dona Maria completará 92 anos, idade que reforça o caráter simbólico da contratação dentro do ambiente corporativo.

Luciano Hang declarou que, na empresa, as pessoas trabalham enquanto estão felizes, e que Dona Maria representa orgulho e exemplo ao país.

Idosa, Havan, Funcionária
Imagem: Redes Sociais

Contraste com dados do mercado formal

A contratação vai na contramão dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontam saldo negativo para pessoas com 65 anos ou mais. Os dados a seguir são do NSC Total.

Entre janeiro e novembro do ano passado, o Brasil registrou 114.242 admissões e 179.126 desligamentos, saldo de -64.884 nessa faixa etária.

Em Santa Catarina, foram 7.082 admissões e 9.410 desligamentos, resultando em saldo de -2.328, segundo o Caged.

Em Blumenau, os números mostram 431 admissões, 509 desligamentos e saldo de -78, cenário que contextualiza a exceção representada pela nova funcionária, mesmo com pequenas digitações ao longo do relato.

Com informações de NSC Total.

Você também pode gostar: Ele chegou de avião em uma das regiões mais remotas do planeta, derrubou toras à mão, construiu cabana sem máquinas e viveu décadas isolado apenas do que a natureza oferecia

Alasca, Cabana
Imagem: Ilustração

No verão de 1968, Richard Proenneke chegou de avião ao Upper Twin Lake, no sudoeste do Alasca, para viver sozinho, construir uma cabana e registrar uma experiência de autossuficiência que se tornaria referência.

O pequeno monomotor pousou à margem moldada por antigas geleiras, levando ferramentas manuais, sacolas de lona e provisões básicas para iniciar a permanência solitária.

Quando o avião desapareceu atrás das montanhas Neacola, na Cordilheira Aleuta, Proenneke permaneceu sozinho, consciente da distância da estrada e de qualquer vizinho humano.

Formação e motivações

Nascido em Iowa, viveu a Grande Depressão na infância, desenvolvendo relação austera com recursos, economia rigorosa e rejeição ao desperdício cotidiano.

Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu na Marinha dos Estados Unidos como carpinteiro e mecânico, aprendendo técnicas essenciais de trabalho em madeira e metal.

Após o conflito, trabalhou como mecânico de motores a diesel em Kodiak, período em que amadureceu o projeto de viver de forma autossuficiente.

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Escolha do local e preparação

Em 1967, visitou Twin Lakes para estudar terreno, vento, neve e insolação, cortando abetos e preparando materiais para a construção planejada.

Ao retornar definitivamente em 1968, pretendia ficar apenas um ano, levando câmera 16 mm, tripé e dezenas de cadernos para anotações sistemáticas.

A cabana media cerca de 3,6 por 4,8 metros, construída somente com toras talhadas à mão, sem uso de máquinas.

Utilizou encaixes do tipo saddle notch, esculpidos com machado e formão, garantindo estabilidade estrutural e isolamento térmico nos invernos.

O telhado recebeu troncos finos, cobertura vegetal e grama, criando proteção natural contra frio, vento e umidade constante.

Construiu um depósito de lenha elevado aproximadamente 2,7 metros do solo, mantendo a madeira seca e protegida de animais.

Ergueu também um anexo para lenheiro e banheiro externo, seguindo critérios funcionais, duráveis e de organização espacial.

Ferramentas usadas tinham cabos esculpidos pelo próprio Proenneke, adaptadas às tarefas diárias e às condições do ambiente.

Rotina e subsistência

No verão, aproveitava a luz constante para cortar lenha, pescar salmão, coletar frutas silvestres e registrar observações ambientais.

No inverno, enfrentava temperaturas extremas, alimentava o fogo continuamente, consertava ferramentas e escrevia reflexões à luz de lamparinas.

A alimentação vinha da pesca, coleta e, durante parte da vida, da caça de subsistência, sempre com aproveitamento integral.

Com a criação do Lake Clark National Park and Preserve, em 1980, deixou de caçar, mantendo práticas compatíveis com as novas regras.

Seus diários descrevem respostas da paisagem à presença humana, indicando como decisões simples podiam preservar equilíbrios locais.

Contato humano eventual do homem solitário do Alasca

Apesar de viver sozinho, recebia pilotos, guardas florestais e visitantes ocasionais, mantendo a cabana destrancada e mapas atualizados.

Oferecia chá, conversava longamente e indicava trilhas, demonstrando hospitalidade mesmo em isolamento difícil de acessar.

A história ganhou projeção com o livro One Man’s Wilderness, publicado em 1973 a partir de seus diários pessoais.

Suas filmagens originaram o documentário Alone in the Wilderness, lançado após sua morte, em 2003.

Mais de 250 cadernos escritos foram publicados a partir de 2005, formando um registro detalhado da vida autossuficiente no Alasca.

Ao observar o nascer do sol sobre Twin Lakes, Proenneke afirmava não querer perder nada ao redor, síntese de uma existência moldada pelo trabalho manual, atenção contínua e convivência direta com a natureza.

Com informações de Filson.

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Samuel carneiro dos santos
Samuel carneiro dos santos
07/01/2026 00:33

Parabéns que sirva de exemplo para os mais novos que muitas das vezes não querem trabalhar!

Fco josimar
Fco josimar
06/01/2026 17:27

PARABENS PELA.CREDIBILIDADE QUE ELE DEU A ESSA SENHORA CONFIOU NA POTENCIA E NA CORAGEM DELA E PARABENS PARA SENHORA TBM POR ESSA SUA GRANDE DISPOSIÇAO E HABILIDADE PARA TRABALHAR…FAZENDO VERGONHA PRA MUITOS JOVENS QUE NAO QUEREM TRABALHAR…TENHO 60ANOS TBM ME SINTO FRUSTADO POR ESTA DESEMPREGADO COM CORAGEM PARA TRABALHAR SEM OPORTUNIDADE PARA ASSINAR MINHA CARTEIRINHATBM…VIVO DE BICO .

Farias
Farias
05/01/2026 21:20

Agora vcs entendem porque esse ser humano é prospero e abençoado por Deus.

Romário Pereira de Carvalho

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