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Horário de Verão volta a ser obrigatório e relógios deverão ser adiantados em 1h ainda em 2026 após avanço de projeto que quer acabar com a troca semestral; apenas 12% da população apoia o sistema atual nos EUA

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 25/05/2026 às 17:03
Atualizado em 25/05/2026 às 17:29
Projeto nos EUA quer tornar o horário de verão permanente e acabar com a troca semestral dos relógios ainda em 2026.
Projeto nos EUA quer tornar o horário de verão permanente e acabar com a troca semestral dos relógios ainda em 2026.
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Proposta que avança no Congresso dos EUA pode mudar a rotina dos relógios e encerrar uma prática adotada há décadas, enquanto pesquisas mostram rejeição ampla à troca semestral e expõem divergências sobre manhãs escuras, tardes mais longas e impactos no cotidiano.

A proposta que busca tornar permanente o horário de verão nos Estados Unidos avançou na Câmara dos Representantes, embora a mudança ainda não esteja em vigor e dependa de novas votações no Congresso.

Conhecido como Sunshine Protection Act, o projeto pretende encerrar a troca semestral dos relógios e manter o país no horário de verão durante todo o ano.

O novo impulso ocorreu em 21 de maio de 2026, quando a Comissão de Energia e Comércio da Câmara aprovou a medida e liberou sua análise pelo plenário.

Segundo a Reuters, a votação terminou em 48 votos a 1, resultado que incorporou o texto a um pacote legislativo mais amplo ligado ao setor de transportes.

Se o Congresso aprovar a proposta e o presidente Donald Trump sancionar a lei, a maior parte dos Estados Unidos deixará de alternar entre horário padrão e horário de verão.

Na prática, os relógios ficariam adiantados em uma hora de forma contínua, sem o retorno ao horário padrão no fim do outono, como ocorre pelas regras atuais.

Em publicação na Truth Social, Trump comemorou o avanço da medida e afirmou que trabalhará “muito duro” para transformar o projeto em lei.

Na mesma manifestação, o presidente criticou a troca de horário duas vezes por ano e associou o sistema a custos para governos locais, empresas e cidadãos.

Horário de verão permanente ainda depende do Congresso

Pelas regras em vigor, o horário de verão nos Estados Unidos começa no segundo domingo de março e termina no primeiro domingo de novembro.

Em 2026, os relógios foram adiantados em 8 de março e devem voltar ao horário padrão em 1º de novembro, caso nenhuma nova lei seja aprovada e implementada antes.

A aprovação na comissão, portanto, não significa que todos os relógios serão novamente adiantados ainda em 2026 por causa da nova proposta.

Enquanto a tramitação não for concluída, continua valendo o calendário atual, que já previa o adiantamento de uma hora em março na maior parte do país.

Também permanece no texto a possibilidade de alguns estados ficarem fora do horário de verão permanente, seguindo regras próprias já adotadas em parte do território norte-americano.

Havaí e a maior parte do Arizona, por exemplo, não participam da mudança semestral e permanecem no horário padrão durante todo o ano, assim como alguns territórios dos EUA.

Maioria rejeita troca semestral dos relógios nos EUA

Entre os norte-americanos, a troca semestral dos relógios enfrenta rejeição majoritária, mas a escolha do horário definitivo ainda divide opiniões.

Pesquisa da Associated Press em parceria com o NORC, divulgada em outubro de 2025, mostrou que apenas 12% dos adultos dos EUA apoiam o sistema atual de mudança duas vezes por ano.

No mesmo levantamento, 56% disseram preferir o horário de verão permanente, com mais luz no fim da tarde, enquanto 42% defenderam a adoção definitiva do horário padrão.

Essa divisão revela que a rejeição ao ajuste semestral não elimina o conflito entre quem valoriza tardes mais claras e quem prioriza manhãs com maior luminosidade.

Defensor da proposta na Câmara, o deputado republicano Vern Buchanan, da Flórida, afirmou que acabar com a mudança dos relógios seria uma reforma de “senso comum” para milhões de americanos.

Parlamentares favoráveis à medida sustentam que tardes mais iluminadas podem estimular atividades ao ar livre, movimentar o comércio e reduzir acidentes em horários de maior circulação.

Em estados costeiros e regiões turísticas, o apoio costuma se relacionar à ideia de que a luz no fim do dia favorece lazer, consumo e deslocamento de pessoas.

Para esse grupo, manter o horário de verão durante todo o ano traria previsibilidade e reduziria transtornos ligados à adaptação do corpo a dois horários diferentes.

Manhãs de inverno escuras dividem parlamentares

Do outro lado do debate, críticos do horário de verão permanente afirmam que a medida deixaria manhãs de inverno excessivamente escuras em várias regiões do país.

Essa preocupação aparece com mais força em estados do Meio-Oeste e em áreas mais ao norte, onde o nascer do sol já ocorre tarde durante os meses frios.

Entre os opositores mais conhecidos está o senador republicano Tom Cotton, do Arkansas, que já bloqueou uma tentativa de aprovação rápida do projeto no Senado.

Em 2025, Cotton argumentou que o horário de verão permanente poderia repetir problemas enfrentados pelos Estados Unidos durante uma experiência semelhante na década de 1970.

Naquele período, o país adotou temporariamente o horário de verão durante todo o ano, em meio às medidas tomadas após a crise energética de 1974.

A experiência perdeu apoio rapidamente, sobretudo por causa das manhãs escuras enfrentadas por estudantes e trabalhadores, e acabou revertida antes do prazo inicialmente previsto.

Saúde e rotina entram no debate sobre horário fixo

No campo da saúde pública, especialistas em sono também divergem sobre qual modelo seria mais adequado para a rotina da população.

Parte deles defende o fim da troca semestral por causa dos efeitos da mudança brusca de horário na adaptação do corpo e na organização diária.

Entidades médicas, no entanto, costumam apontar o horário padrão permanente como opção mais alinhada ao ciclo natural de luz e ao relógio biológico humano.

Mesmo com essas ressalvas, defensores do Sunshine Protection Act afirmam que o maior problema está na instabilidade provocada pela alteração dos relógios duas vezes por ano.

Para os apoiadores, um horário fixo facilitaria a organização de escolas, empresas, transportes e serviços públicos, além de reduzir confusão em viagens e compromissos interestaduais.

Sunshine Protection Act já avançou antes sem virar lei

No Congresso, a tentativa de mudar definitivamente as regras dos relógios não começou agora e já teve avanços anteriores sem virar lei.

Em 2022, o Senado aprovou uma versão do Sunshine Protection Act por consentimento unânime, mas a Câmara não concluiu a votação da proposta.

Desde então, parlamentares dos dois partidos retomaram o debate em diferentes momentos, sem conseguir encerrar a disputa entre horário padrão e horário de verão permanente.

A tramitação atual ainda exige aprovação no plenário da Câmara, eventual avanço no Senado e sanção presidencial antes de alterar oficialmente o sistema nacional de horários.

Mesmo com o apoio de Trump e a votação favorável na comissão, resistências regionais e divergências técnicas continuam influenciando o ritmo do debate no Congresso.

Até que uma nova lei seja aprovada e implementada, os Estados Unidos seguem sob as regras atuais de horário de verão e horário padrão.

A maior parte do país permanece no horário de verão até novembro de 2026, quando os relógios devem voltar uma hora se nenhuma mudança legal for concluída antes dessa data.

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Maria Madalena da Costa
Maria Madalena da Costa
27/05/2026 12:34

Isso é maravilhoso ,e tolo de quem quis trocar nosso relógio, nosso tempo , eu nasci no Brasil hj tou no auge do meus 45 anos e sempre, esperava pra troca do horário de verão pois é uma das coisas extraordinária da natureza , e do universo , eu amooo o verão e tudo que ele nos proporciona inclusive o horário de verão , mais o homem”, como sempre achando que pode vencer nosso espírito santo , nao teve uma boa experiência ,pois podem trocar o horário de verão, pois o dia sempre será longooo kkkkkk pois quem fez ninguém mexe bjssssss

Última edição em 19 dias atrás por Maria Madalena da Costa
Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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