Durante o Salão Automóvel de Tóquio de 2025, o presidente da Honda anunciou que os híbridos dominarão a estratégia global da marca até 2030, enquanto os elétricos seguirão em desenvolvimento com ritmo mais cauteloso.
A Honda decidiu revisar sua estratégia global para os próximos anos, priorizando os veículos híbridos até o final da década. A medida surge após uma desaceleração nas vendas de carros totalmente elétricos, que não atingiram as projeções otimistas dos últimos anos.
Durante o Salão Automóvel de Tóquio de 2025, o Diretor e Presidente da Honda Motor Company, Toshihoro Mibe, afirmou que o mercado global de elétricos está aproximadamente cinco anos atrasado em relação às previsões iniciais.
Mibe reconheceu que, enquanto os veículos elétricos não avançam na velocidade esperada, os híbridos vêm ganhando espaço de forma consistente. “O mercado de veículos elétricos está desacelerando mais do que o previsto; podemos dizer que está cerca de cinco anos atrás das projeções. No entanto, o volume de vendas de carros híbridos está aumentando, e continuamos a desenvolver a tecnologia híbrida”, declarou.
-
O Toyota de 7 lugares que parece barato demais para existir no Brasil: Rush tem motor 1.5, opção manual ou automática e preço convertido perto de R$ 81 mil, enquanto por aqui famílias precisam mirar SUVs muito mais caros
-
Mitsubishi Pajero Dakar diesel de 2012 aparece com 314 mil km e ainda chama atenção pela fama de resistente; SUV 4×4 de sete lugares encara trilhas, mas sinais de uso severo podem esconder prejuízo para compradores de usados
-
A Peugeot reconheceu publicamente os erros do motor PureTech, que causou falhas graves em centenas de milhares de carros, e apresentou o novo Turbo 100 como solução definitiva, um 1,2 turbo testado por mais de 3 milhões de quilômetros que substitui a correia defeituosa por uma corrente mais durável
-
Carros automáticos ficam ‘baratos’ no Brasil e modelos da Toyota, Hyundai, Nissan e Honda surgem por R$ 65 mil com até 120 cv, câmbio CVT, 482 litros de porta-malas, chave presencial e seis airbags para enfrentar o trânsito sem embreagem
Foco no desenvolvimento de novos híbridos
Dentro desse novo direcionamento, a Honda investe em tecnologias que tornem seus híbridos mais eficientes. A empresa está desenvolvendo um sistema híbrido 90 kg mais leve e com menor consumo de combustível, que será aplicado, entre outros, ao modelo mais vendido da marca.
O plano é lançar, em 2027, uma versão completamente nova do híbrido de porte médio, além de expandir o portfólio para veículos pequenos, médios e grandes.
“Planejamos oferecer uma versão aprimorada do nosso híbrido de porte médio em 2027. Assim que atingirmos esse objetivo, poderemos oferecer híbridos de todos os tamanhos, e estes continuarão a evoluir no futuro”, explicou Mibe.
Elétricos continuam no radar da Honda
Apesar da priorização dos híbridos, a empresa reafirma que não está abandonando os veículos 100% elétricos. Segundo Mibe, o foco é ajustar as expectativas e os investimentos ao ritmo real do mercado. “Não estamos reduzindo o desenvolvimento de nossos veículos totalmente elétricos; apenas, em comparação com nossas previsões iniciais, o valor será menor do que havíamos antecipado. O veículo elétrico continua sendo a solução ideal”, afirmou.
A Honda continuará investindo na pesquisa e no desenvolvimento de veículos elétricos, incluindo a Série 0, uma plataforma criada exclusivamente para essa categoria. A empresa também trabalha em uma nova geração de plataformas elétricas, que deve incorporar tecnologias mais avançadas nos próximos anos.
Duas tecnologias, um mesmo futuro
Para Mibe, a Honda entrará nos próximos anos sustentada por dois pilares tecnológicos. “Acreditamos que os veículos elétricos e híbridos serão os dois pilares que impulsionarão os negócios automotivos da Honda”, declarou.
O executivo prevê que, até 2030, a empresa ultrapasse dois milhões de unidades híbridas vendidas globalmente.
Enquanto o mercado de elétricos não alcança maturidade, a Honda aposta em uma transição gradual, combinando eficiência energética e adaptação comercial. “No futuro, os veículos elétricos serão a solução, mas até lá precisamos adotar uma abordagem mais realista do ponto de vista comercial”, concluiu Mibe.

-
2 pessoas reagiram a isso.