Compacto elétrico da Honda aposta em recursos raros no segmento urbano, combinando modo Boost, câmbio simulado, som ativo e baixo peso para criar uma experiência de condução mais envolvente sem abandonar eficiência, autonomia e foco no uso diário nas cidades.
A Honda abriu a pré-venda do Super-ONE 2026 no Japão apostando em uma proposta pouco comum entre elétricos compactos, ao combinar eficiência urbana, baixo peso e recursos criados para tornar a condução mais envolvente e menos previsível no uso diário.
Equipado com até 70 kW no modo Boost, câmbio simulado de sete marchas, som ativo na cabine, autonomia declarada de 274 km no ciclo WLTC e peso de apenas 1.090 kg, o modelo tenta ocupar um espaço diferente dentro da eletrificação urbana.
Mesmo desenvolvido como um compacto elétrico do segmento A voltado ao uso cotidiano nas cidades, o Super-ONE foi pensado para se distanciar da imagem tradicional dos elétricos pequenos.
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Tradicionalmente associados apenas ao silêncio, à economia e à praticidade, os elétricos urbanos ganham aqui uma proposta mais voltada à interação e à sensação de condução.
Modo Boost transforma a experiência do elétrico compacto
O principal diferencial está no modo Boost, desenvolvido exclusivamente para o modelo.

Quando ativado, o sistema eleva a potência máxima de 47 kW, usada nos modos normais, para 70 kW, permitindo respostas mais fortes ao acelerador.
Além do ganho temporário de potência, o recurso altera a experiência dentro da cabine.
A transmissão simulada de sete marchas trabalha em conjunto com o Active Sound Control, que reproduz um som virtual de motor conforme as ações do motorista no acelerador e no freio.
No Super-ONE, a Honda não tentou apenas imitar um carro a combustão.
A fabricante combinou recursos digitais para criar uma condução mais participativa, incluindo paddle shifts no volante para que o motorista interaja com as marchas simuladas.
Quando o modo Boost entra em funcionamento, o quadro digital passa a exibir três mostradores.
O conjunto inclui temperatura da bateria, indicador de potência e um pseudo-conta-giros, que simula rotações de motor em um veículo totalmente elétrico.
A iluminação interna também muda conforme o modo de condução.
Nos modos normais, o painel usa luz azul; com o Boost ativado, a ambientação passa para o roxo, reforçando a diferença visual entre o uso cotidiano e a configuração mais esportiva.
A lógica do câmbio virtual é uma das soluções mais incomuns do projeto.
Em vez de explorar apenas a entrega linear típica dos motores elétricos, a Honda criou uma sensação de trocas sucessivas, sincronizada ao som artificial emitido na cabine.
Plataforma leve ajuda a reduzir peso e aumentar agilidade

O Super-ONE usa uma plataforma leve derivada e aprimorada dos modelos da família N.
A arquitetura recebeu bitola alargada e carroceria mais larga em relação a esses veículos, o que contribui para uma postura visualmente mais baixa e estável.
A bateria fina foi posicionada sob a parte central do assoalho, concentrando componentes pesados em uma área baixa da estrutura.
Essa solução reduz o centro de gravidade e ajuda o carro a responder com mais rapidez aos comandos do motorista.
Com 1.090 kg, o Super-ONE aparece entre os elétricos de passageiros mais leves de sua categoria no mercado japonês, segundo a Honda.
A combinação entre massa reduzida, dimensões compactas e centro de gravidade baixo sustenta a proposta de agilidade.
A autonomia declarada de 274 km no ciclo WLTC atende à função principal do modelo: deslocamentos diários em ambiente urbano e trajetos curtos ou médios.
O padrão WLTC considera diferentes condições de condução, incluindo uso urbano, suburbano e rodoviário.
Interior esportivo aposta em som premium e painel digital

A cabine acompanha a proposta sensorial do conjunto mecânico.
Os bancos esportivos foram desenvolvidos exclusivamente para o Super-ONE e buscam manter o motorista em posição estável durante acelerações, curvas e mudanças de ritmo.
O painel adota orientação horizontal, solução pensada para ampliar o campo de visão.
Detalhes em material azul e desenho assimétrico ajudam a diferenciar o interior de um elétrico urbano convencional, sem transformar o carro em um projeto apenas conceitual.
Outro item de destaque é o sistema Bose Premium com oito alto-falantes, oferecido como equipamento de série.
A Honda afirma que o conjunto foi desenvolvido em parceria com a Bose Corporation e otimizado para a cabine do Super-ONE.
A aplicação também marca a primeira vez em que um compacto Honda vendido no Japão recebe um sistema Bose.
O recurso reforça a tentativa da marca de fazer do som uma parte relevante da experiência de condução, não apenas um equipamento de conforto.
Design do Honda Super-ONE reforça proposta esportiva
Por fora, o Super-ONE adota para-lamas alargados envolvendo pneus mais largos, além de uma carroceria com aparência mais robusta.
A Honda também incluiu dutos de ar dianteiros e traseiros, integrando função aerodinâmica ao desenho do compacto.
O modelo será oferecido em cinco cores.
Entre elas está a Boost Violet Pearl, tonalidade roxa criada exclusivamente para o veículo e inspirada nos chamados blue jets, fenômeno luminoso que ocorre em camadas superiores da atmosfera.
A escolha do nome também segue a lógica do projeto.
Segundo a Honda, Super-ONE representa a intenção de criar um veículo que supere padrões tradicionais de elétricos e de miniveículos, oferecendo uma experiência própria dentro da linha da marca.
As pré-vendas foram programadas para as concessionárias Honda Cars no Japão.
Antes disso, o carro teve exposição prevista no Automobile Council, no Makuhari Messe, reforçando sua apresentação como produto de produção, e não apenas como estudo de salão.
O Super-ONE entra em um segmento cada vez mais marcado por compactos elétricos eficientes, silenciosos e racionais.
A diferença está na tentativa da Honda de recuperar, por meio de software, som e interação no volante, parte da sensação mecânica que muitos motoristas associam aos carros a combustão.


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