Tonzinho tem 74 anos, mora sozinho na zona rural, busca água em mina, planta milho para consumo e revela que seu maior sonho é ter uma casa com água ligada
No meio da roça, longe da cidade e sem qualquer ligação com rede elétrica ou água encanada, Tonzinho segue vivendo do jeito que sempre viveu. Ele tem 74 anos e mora sozinho em uma casa simples construída há cerca de 10 anos, após desmanchar a antiga.
Ali, não há energia, geladeira ou torneira. Tudo funciona no ritmo da natureza e do próprio esforço. A água vem de uma mina no barranco, carregada em garrafas até dentro de casa. A comida é feita no fogão a lenha, sem desperdício e sem pressa.
Uma vida inteira sem energia elétrica e sem água dentro de casa
Tonzinho conta que nunca teve energia elétrica em nenhuma fase da vida. Nem na casa antiga, nem na atual. Para ele, a ausência virou costume, embora reconheça que faz falta.
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Quando precisa conservar carne, ele transforma em toicinho, derrete a gordura e guarda tudo em latas. Não há geladeira, nem freezer. Tudo é feito como antigamente, do jeito que aprendeu na roça.
Água de mina garante o essencial no dia a dia
A água usada para beber, cozinhar e lavar vem de uma mina natural. Ela brota no barranco e desce limpa, com lodo verde, sinal de pureza segundo quem vive no campo.
Todos os dias, Tonzinho desce até o poço, enche garrafas e carrega até a casa. Não há encanamento, bomba ou caixa d’água. É força física e rotina repetida, sem atalhos.
Plantio para consumo próprio e rotina simples no campo
No terreno de cerca de meio alqueire, ele planta milho e feijão principalmente para consumo. O milho vira fubá, alimento básico do dia a dia.
Parte do trabalho mais pesado, como arar a terra, é feito com ajuda de trator contratado, já que a idade não permite mais enfrentar tudo na enxada.
Galinhas, perdas e planos para recomeçar a criação
Tonzinho já teve galinhas, mas perdeu todas após ataques de animais. Hoje, planeja refazer a criação com cercado de bambu, material abundante no local.
Ele acredita que, com um bom cercado, será possível voltar a criar sem prejuízo. O bambu também aparece como alternativa de renda, já que ele pretende vender moitas para quem trabalha com artesanato.
Bambuzal, artesanato e possibilidade de renda extra
No terreno, há diferentes tipos de bambu, incluindo espécies usadas para artesanato e outras de grande porte, que exigem motosserra para o corte.
A ideia é vender o bambu ainda em pé, por moita, ajudando na limpeza do terreno e garantindo algum retorno financeiro, mesmo que pequeno.
Vida solitária, radinho à pilha e idas esporádicas à cidade
Tonzinho nunca se casou e não tem filhos. Vive sozinho, com companhia de um radinho à pilha, que ajuda a quebrar o silêncio da roça.
Quando precisa comprar algo, vai até a cidade. Não faz grandes compras, já que não tem como armazenar. Tudo é planejado para durar pouco e não estragar.
O maior sonho aos 74 anos é ter uma casa nova com água ligada
Ao ser perguntado sobre o maior sonho da vida hoje, Tonzinho não fala em luxo. Ele diz, com emoção, que sonha em construir uma casinha nova, simples, com um quarto, cozinha, banheiro e água ligada dentro de casa.
A madeira já existe, incluindo eucalipto no terreno. Para ele, não é questão de tamanho, mas de dignidade. Um lugar para envelhecer com mais conforto, sentado à tarde, observando a natureza que sempre cuidou.
A história de Tonzinho expõe uma realidade ainda presente no interior do Brasil. Pessoas que envelhecem sem acesso ao básico, mas mantêm humildade, resiliência e esperança. Aos 74 anos, depois de uma vida inteira sem energia e água encanada, o sonho não é grande. É apenas viver com um pouco mais de facilidade aquilo que sempre enfrentou com coragem.
Fonte : É DU CAMPO e EDUARDO PÁDUA


Eu estou enganado ou a reportagem não menciona a cidade e nem o Estado onde a pessoa mora. Porque se informasse, poderia se cobrar ações do prefeito e do governador do Estado!
Onde está o adestrador de **** que tirou o Brasil da miséria?
Ué pelo que acompanho da história dele , ja tem uma boa casa, água e lLuz. O Youtuber Angelo Português o ajudou muito a melhorar a situação dele. Isso que tá falando não existe mais.