Levantamento mostra avanço do trabalho remoto nas empresas, mas revela alta incidência de sintomas psicológicos e baixa oferta de apoio terapêutico corporativo, criando um contraste entre percepção de qualidade de vida e desafios estruturais de saúde mental no ambiente profissional.
O trabalho remoto consolidou-se como prática permanente em muitas empresas e, em 2025, passou a pesar de forma direta tanto na decisão de aceitar uma vaga quanto na permanência no emprego, aponta um levantamento da HUG com profissionais do setor de comunicação.
Segundo o estudo, 67,7% dos entrevistados disseram que o home office melhorou a qualidade de vida no ano, enquanto 23,1% relataram efeitos mistos e 9,2% avaliaram impactos majoritariamente negativos, num retrato que combina ganhos cotidianos com novas fontes de pressão.
Ainda que a percepção positiva predomine, os dados mostram um contraste relevante para a gestão de pessoas: 83,6% afirmaram ter sentido ao menos um sintoma psicológico no último ano, e o benefício corporativo de terapia alcançou apenas 11,9% dos respondentes.
-
Um cargueiro de 183 metros enfrentou ondas de dez metros, se partiu ao meio no Lago Huron e afundou em apenas oito minutos, mas um tripulante sobreviveu por 38 horas no frio extremo para contar como aconteceu o naufrágio do SS Daniel J. Morrell em 1966
-
A maior pegadinha da história das Copas? O filme que negou o Mundial de 1958, questionou o título do Brasil e mostrou como falsas provas podem parecer totalmente confiáveis na televisão
-
Lojas online falsas da Coreia do Sul viram saída para viciados em compras que querem sentir a emoção de escolher produtos, fechar pedidos e acompanhar entregas sem gastar dinheiro nem receber nada em casa
-
Uma orelha dentro de uma história de contrabando, impérios e batalhas gigantescas: por que a Guerra da Orelha de Jenkins recebeu esse nome e virou um dos conflitos mais curiosos do século 18
Trabalho remoto entra na estratégia de Recursos Humanos
Ao migrar de solução emergencial para política estável, o trabalho remoto passou a integrar a estratégia de Recursos Humanos, porque influencia desde a atração de candidatos até o engajamento no dia a dia, com efeitos percebidos no custo de contratação e no tempo de preenchimento.
Gustavo Loureiro Gomes, fundador e CEO da HUG, descreve essa mudança como uma virada na lógica de contratação e afirma que o tema não se limita ao salário, já que a disputa por talentos passa também por flexibilidade, autonomia e equilíbrio.
Na avaliação do executivo, “a dor da contratação hoje passa cada vez mais pela qualidade de vida que a empresa consegue oferecer”, e o home office, segundo ele, deixou de ser temporário para virar diferencial competitivo na atração e retenção de profissionais.
Com isso, decisões sobre o modelo presencial, híbrido ou remoto tendem a ganhar peso no employer branding, porque o formato de trabalho se torna parte do que a empresa promete ao empregado, e esse compromisso entra no radar já na etapa de recrutamento.
Saúde mental no home office acende alerta nas empresas
Embora muitos respondentes associem o home office a benefícios práticos, como mais tempo e menos deslocamento, o levantamento aponta que a experiência não é uniforme e pode incluir efeitos indesejados, a exemplo de isolamento e jornadas extensas.
No recorte de saúde mental, a pesquisa indica que a ansiedade foi o sintoma mais citado, com 51,5%, seguida por dificuldade de concentração, com 47%, e sensação de exaustão ou burnout, mencionada por 39,6%, em um quadro de alta recorrência.
A leitura do estudo sugere um desafio operacional para as empresas: ao mesmo tempo em que o trabalho remoto é visto como fator de bem-estar por parte relevante dos profissionais, a rotina tende a exigir mecanismos claros de suporte para evitar sobrecarga.
Raquel Nunes, especialista em Recursos Humanos na HUG, atribui parte do problema à ausência de estruturas corporativas adaptadas ao novo formato e afirma que, sem suporte emocional, a flexibilidade pode produzir profissionais exaustos, isolados e menos produtivos.
Apoio terapêutico corporativo ainda é limitado
No acesso ao cuidado, o levantamento mostra que metade dos profissionais paga acompanhamento psicológico com recursos próprios, enquanto apenas 11,9% dizem contar com terapia oferecida pela empresa, num indicativo de que o apoio formal ainda é restrito.
Outros 26,1% afirmaram que já fizeram terapia, mas interromperam o processo, e 11,9% disseram nunca ter buscado apoio, números que ajudam a dimensionar o espaço entre a demanda percebida e o que é efetivamente disponibilizado.
A combinação entre alta prevalência de sintomas e baixa cobertura de benefícios terapêuticos reforça que o tema deixou de ser periférico, porque a saúde mental aparece como variável ligada a produtividade, retenção e, em última instância, à sustentabilidade do modelo.
Nesse contexto, o home office tende a se manter como um diferencial desejado por muitos profissionais, mas a pesquisa indica que, sem políticas consistentes de cuidado, a promessa de qualidade de vida pode conviver com um cotidiano de pressão emocional.
Se o trabalho remoto já virou parte do pacote de valor oferecido ao empregado, que medidas concretas as empresas estão dispostas a adotar para ampliar o suporte psicológico além do discurso e reduzir o descompasso mostrado pelo levantamento?


Indiscutivelmente home office é qualidade de vida. É comer a comida de qualidade de casa, é poder tirar um cochilo de 20 minutos pós almoço, é não se estressar com trânsito, a roupa nao separada, ter mais tempo para si e para a família (tempo que seria perdido em deslocamento), é energia e dinheiro poupados, é ter um sono melhor (ao invés de acordar 5:30 para ir ao trabalho, dá para acordar 7:30 tranquilo!!!)
No entanto, exige disciplina, exige saber separar e exige ter boa estrutura de trabalho em casa.
No meu caso, não largo o home de jeito nenhum. Teria que ter um diferencial muito grande, pois o home office dá um ganho absurdo em qualidade de vida. Você toma de volta muito tempo de vida que perderia anualmente se tivesse que ir até o trabalho! Essa é a verdade. É ter mais tempo para viver.
Mas como disse, tem uns pré-requisitos ai .