O iglu de barro foi montado junto ao lago com uma estrutura de tela metálica, terra retirada do próprio espaço, palha para dar liga e água do lago na mistura. O grupo moldou entrada, abriu janela, ajustou camadas e entrou na pequena casa artesanal após horas de trabalho manual coletivo.
O iglu de barro começou como uma ideia improvável dentro de um projeto artesanal ao lado de um lago. Em vez de gelo, o grupo decidiu usar terra, palha, água e tela metálica para criar uma pequena casa arredondada, com entrada baixa, abertura lateral e espaço interno suficiente para várias pessoas entrarem.
A construção foi feita em etapas, começando pela montagem da estrutura, passando pela mistura da lama com fibras naturais e chegando ao acabamento manual. O resultado não ficou pronto de forma definitiva no primeiro dia, já que surgiram pequenas rachaduras e a equipe ainda planejava aplicar novas camadas para reforçar o abrigo.
Estrutura do iglu começou com tela metálica
O primeiro passo foi definir o local da construção. O grupo escolheu uma área próxima ao lago, de modo que a pequena casa ficasse integrada ao cenário e pudesse ser usada como parte do espaço artesanal que estavam criando.
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Para dar forma ao iglu, eles montaram uma estrutura arredondada com peças conectadas e cobertas por tela metálica. Essa malha funcionou como base para segurar o barro, impedindo que a mistura escorresse ou perdesse a forma durante a aplicação.
A estrutura também recebeu uma abertura de entrada. Como em um iglu tradicional, a passagem ficou baixa, exigindo que as pessoas se abaixassem para entrar no interior da construção.
A ideia era criar uma casa pequena, mas não apenas decorativa. O grupo queria que várias pessoas conseguissem entrar, ficar dentro e experimentar o espaço depois da montagem.
Terra, palha e água formaram a massa principal

Depois da estrutura, veio a etapa mais pesada: preparar a massa de barro. A terra usada na construção foi misturada com água e palha, formando uma composição mais firme para aderir à tela.
A palha entrou como fibra natural. Ela ajuda a dar liga ao barro e reduz a chance de a massa se partir com facilidade, especialmente quando aplicada em uma estrutura curva e exposta ao sol e à chuva.
O grupo usou água do próprio lago para preparar a mistura. A massa foi pisada e amassada até chegar a uma consistência mais maleável, própria para ser levada até a estrutura e aplicada manualmente.
Esse processo deixou claro que o trabalho era mais físico do que parecia. Misturar, carregar e moldar o barro exigiu esforço coletivo, ritmo e ajustes constantes.
Aplicação do barro exigiu paciência e improviso

A primeira camada foi a mais difícil, porque o barro precisava aderir à tela metálica e começar a fechar os espaços da estrutura. No início, parte da massa atravessava a malha ou caía, exigindo correções imediatas.
Com o tempo, o grupo ajustou a técnica. A aplicação passou a ganhar forma conforme a equipe entendia a quantidade certa de barro, pressão e espessura para manter o iglu firme.
Enquanto alguns integrantes moldavam a parte externa, outros preparavam mais mistura. A divisão do trabalho ajudou a acelerar a construção, já que a massa precisava ser aplicada antes de secar demais.
A parte superior exigiu cuidado extra. Como o topo seria mais difícil de alcançar depois, o grupo decidiu avançar nessa área antes de concluir os acabamentos laterais.
Janela foi aberta durante a construção

Durante o processo, o grupo decidiu abrir uma janela na estrutura. A abertura foi cortada na tela e depois moldada com barro para ganhar forma mais definida.
A janela tinha duas funções. A primeira era permitir a entrada de ar e luz. A segunda era criar uma vista para fora, já que o iglu ficava próximo ao lago e fazia parte de um ambiente aberto.
Esse detalhe mudou a aparência da pequena casa artesanal. Em vez de uma estrutura totalmente fechada, o iglu passou a ter uma abertura que lembrava um olho ou uma boca dentro do desenho imaginado pelo grupo.
No acabamento, a equipe trabalhou as bordas da janela com mais cuidado, buscando deixar a peça visualmente mais interessante e funcional.
Entrada baixa reforçou o estilo de abrigo artesanal
A entrada do iglu foi feita como uma passagem estreita e baixa. Para acessar o interior, era preciso se abaixar, o que reforçou a sensação de abrigo compacto.
O grupo também fez ajustes na boca da entrada, alisando o barro e tentando deixar a passagem mais bem acabada. Como era o ponto de maior circulação, essa área precisava ficar mais firme e regular.
A pequena casa não foi apresentada como construção convencional, mas como uma experiência artesanal. O objetivo era testar uma ideia diferente, usando materiais simples e trabalho manual.
Mesmo assim, o espaço interno surpreendeu o grupo. Ao entrar, eles perceberam que várias pessoas conseguiam ficar dentro do iglu, ainda que com limitações de altura e conforto.
Rachaduras mostraram que o trabalho ainda não acabou
Depois de horas de construção, o iglu de barro ganhou forma, mas ainda apresentou pequenas rachaduras na superfície. Isso era esperado em uma estrutura feita com terra úmida, palha e secagem natural.
O grupo reconheceu que seria necessário aplicar outra camada por cima. Essa etapa seria importante para reforçar a cobertura, reduzir fissuras e diminuir o risco de infiltrações.
A chuva também virou preocupação. Como o barro ainda estava fresco, a equipe precisou proteger a estrutura com uma lona para evitar que a água desmanchasse parte do trabalho antes da secagem.
Esse cuidado mostra que construções artesanais com barro dependem muito do clima. Sol, vento e chuva podem alterar completamente o resultado se a secagem não for acompanhada.
Ideia improvável virou pequena casa coletiva
O que começou como uma ideia incomum virou uma pequena casa artesanal ao lado do lago. A estrutura de tela metálica deu forma, a mistura de terra e palha criou o corpo, e o acabamento manual transformou o projeto em algo visualmente marcante.
O iglu de barro chamou atenção justamente por adaptar uma forma associada ao gelo para um material totalmente diferente. Em vez de blocos congelados, a casa nasceu de barro, fibras naturais e improviso.
O resultado ainda precisava de reforço e acabamento, mas já permitia que o grupo entrasse, testasse a abertura, observasse a janela e avaliasse o espaço interno.
A construção também abriu caminho para novas ideias no mesmo local, já que o grupo mencionou outros projetos artesanais possíveis, como estruturas feitas com bambu.
Iglu de barro mostra força da construção manual
O iglu de barro construído ao lado do lago mostra como materiais simples podem ganhar forma quando há criatividade, esforço coletivo e disposição para testar soluções fora do comum. A pequena casa não nasceu perfeita, mas ganhou estrutura, entrada, janela e presença visual.
Mais do que uma construção definitiva, ela funciona como experimento artesanal. A graça está no processo: misturar a terra, moldar o barro, corrigir erros, proteger da chuva e ver uma ideia improvável ganhar corpo.
Esse tipo de projeto também lembra técnicas antigas de construção com terra, em que o material local, a fibra vegetal e o trabalho manual eram parte essencial da obra.
E você, teria coragem de entrar em um iglu de barro feito à mão ao lado de um lago, ou acha que esse tipo de construção é mais curiosidade visual do que abrigo de verdade? Comente sua opinião.


era só ter vindo na região norte do país, como também no Maranhão que teria in loco, aulas com especialistas neste tipo de construção. ” CASA DE TAIPA” . Assim são chamadas estas construções, por aqui.