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Tempo de leitura 6 min de leitura Comentários 5 comentários

Gringo dos EUA viralizou ao explicar por que largou Nova York para viver em Florianópolis e a frase sobre o churrasquinho de R$ 20 que vale mais que restaurante de US$ 200 em Manhattan conquistou a internet

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 28/04/2026 às 21:07
Atualizado em 28/04/2026 às 23:39
Gringo dos EUA viralizou ao explicar por que escolheu Florianópolis no Brasil. O churrasquinho de calçada vale mais que restaurante de Manhattan, diz Crawford.
Gringo dos EUA viralizou ao explicar por que escolheu Florianópolis no Brasil. O churrasquinho de calçada vale mais que restaurante de Manhattan, diz Crawford.
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Drew Crawford viralizou no X ao explicar por que escolheu Florianópolis no Brasil em vez de Nova York ou Dubai, publicação com mais de 11 mil curtidas que destaca o churrasquinho de calçada com guaraná gelado como símbolo de uma qualidade de vida que metrópoles internacionais não conseguem oferecer.

Um empresário norte-americano que poderia morar em qualquer metrópole do mundo escolheu Florianópolis e viralizou ao explicar os motivos numa publicação que conquistou a internet brasileira. Drew Crawford, que atua conectando capital americano com a indústria brasileira e reúne mais de 10 mil seguidores no X, respondeu à pergunta da brasileira Renata Barreto sobre qual país escolheria para viver e deixou claro logo nas primeiras linhas: “Eu podia morar em qualquer lugar do mundo. Escolhi o Brasil. Moro em Florianópolis.” A publicação ultrapassou 11 mil curtidas, acumulou mais de 500 respostas e foi repostada 857 vezes, e o churrasquinho de calçada, que segundo ele supera restaurantes de Manhattan, viralizou como símbolo da publicação que conquistou a internet brasileira.

O texto de Crawford não foi declaração impulsiva. O empresário revela que passou os últimos 12 anos indo e voltando entre os Estados Unidos e o Brasil, e que cada vez que retornava para os EUA a contagem regressiva para voltar começava ainda no aeroporto, construção gradual que transformou visitas em decisão permanente de fixar residência em Florianópolis. Para quem acompanha o crescimento da capital catarinense como destino de nômades digitais e empreendedores estrangeiros, o relato de Crawford é mais evidência de que Florianópolis oferece combinação de fatores que cidades tecnicamente mais desenvolvidas não conseguem replicar.

O que Crawford diz sobre a qualidade de vida em Florianópolis

O trecho que mais repercutiu na publicação compara experiências cotidianas simples com padrões de consumo caros em grandes centros internacionais. Crawford afirma que “o churrasquinho de calçada às 18h com um guaraná gelado tem mais qualidade de vida do que qualquer restaurante de US$ 200 em Manhattan”, frase que capturou a essência do argumento: o valor da experiência não está no preço que se paga, mas na autenticidade do momento e no prazer genuíno que ele proporciona. Para brasileiros que frequentemente desvalorizam aspectos do próprio cotidiano, ouvir um estrangeiro que conhece os melhores restaurantes de Nova York preferir um churrasquinho de rua funciona como espelho que revela qualidades invisíveis de tão familiares.

A informalidade do dia a dia em Florianópolis é outro ponto que Crawford destaca com entusiasmo. “Aqui eu saio de casa de chinelo, tomo um café na padaria da esquina, e volto caminhando pelo mar”, descreve o empresário, rotina que em metrópoles como Nova York ou Dubai seria impraticável tanto pela distância entre residência e praia quanto pela cultura de formalidade que rege interações públicas nesses centros. Em Florianópolis, a proximidade entre vida urbana e natureza permite que atividades como caminhar pela orla, surfar antes do trabalho ou jantar com vista para o mar façam parte do cotidiano em vez de serem programas de fim de semana que exigem deslocamento e planejamento.

A diferença entre viver para trabalhar e trabalhar para viver segundo Crawford

Uma das comparações mais diretas que o empresário faz entre Florianópolis e os Estados Unidos envolve a relação com o trabalho. “Nos Estados Unidos, as pessoas vivem pra trabalhar. Aqui, as pessoas trabalham pra viver. E ninguém pede desculpa por isso”, resume Crawford, diagnóstico que qualquer brasileiro que já conviveu com a cultura corporativa americana reconhece imediatamente. A diferença não é sobre produtividade ou competência profissional, mas sobre o lugar que o trabalho ocupa na hierarquia de prioridades: nos EUA, é o centro ao redor do qual a vida se organiza; em Florianópolis, é uma das partes de uma vida que inclui praia, amigos, família e tempo livre sem culpa.

Crawford também destaca a sociabilidade como diferencial que Florianópolis oferece. “Aqui eu janto com amigos às 22h numa terça-feira e ninguém olha o relógio. Aqui o desconhecido no elevador puxa conversa de verdade, não só ‘how are you’ com resposta automática”, relata, apontando para uma qualidade das relações humanas que em culturas mais individualistas se perdeu ou nunca existiu. Para quem mora em Florianópolis, jantar tarde com amigos num dia de semana é absolutamente normal; para quem vive em Nova York, é luxo que exige abrir mão de horas de sono num ambiente onde produtividade é medida pelo quanto se sacrifica.

O papel da natureza na escolha de viver em Florianópolis

A proximidade com o ambiente natural é argumento central no relato de Crawford. “Aqui a natureza não é um parque que você visita no fim de semana. É a sua vida. Praia, montanha, trilha, cachoeira… tudo a 20 minutos”, afirma o empresário, descrição que corresponde à realidade geográfica de Florianópolis, cidade onde mais de 40 praias, morros cobertos por Mata Atlântica e trilhas com cachoeiras estão distribuídos por uma ilha que pode ser cruzada de carro em menos de uma hora. Em Nova York, Central Park é refúgio verde no meio de concreto; em Florianópolis, o concreto é que aparece como exceção no meio do verde e do azul.

Para Crawford, esse contato diário com a natureza não é complemento da vida, é parte estrutural dela. O empresário não descreve passeios turísticos ocasionais, mas rotina em que praia, mar e montanha estão presentes em deslocamentos comuns, e essa integração é possível porque Florianópolis preserva escala humana que metrópoles perderam: distâncias são curtas, o ritmo permite pausas e o ambiente convida ao ar livre em vez de empurrar para dentro de escritórios climatizados. A cidade não é perfeita e Crawford reconhece isso, mas a relação entre espaço urbano e natureza que ela oferece é o tipo de vantagem que não se compra com salário em dólar.

O que Crawford reconhece como problema do Brasil mesmo vivendo em Florianópolis

O relato não é idealização ingênua. “O Brasil tem seus problemas. Eu sei. Eu vivo eles todo dia”, admite Crawford, reconhecimento que confere credibilidade ao restante do texto porque demonstra que a escolha por Florianópolis foi feita com consciência das dificuldades e não por ignorância delas. Segurança, burocracia, custo de vida crescente na ilha e infraestrutura que nem sempre acompanha a demanda são questões que qualquer morador de Florianópolis conhece, e que não se resolvem com churrasquinho de calçada ou passeios na praia, mas que um estrangeiro residente vivencia com a perspectiva adicional de quem pode comparar diretamente com o que outros países oferecem.

A conclusão de Crawford, porém, é que os problemas não apagam o que considera essencial. “Nenhum problema apaga o fato de que as pessoas aqui sabem viver. Sabem rir. Sabem acolher. Sabem transformar qualquer momento num momento bom”, afirma, e encerra com a sentença que resume toda a publicação: “Isso não se compra. Não se exporta. Não se replica. É por isso que eu estou aqui.” A frase final é o que transformou a publicação pessoal em conteúdo viral, porque verbaliza algo que moradores de Florianópolis e do Brasil sentem mas raramente articulam: a qualidade de vida que existe nas relações humanas e nos momentos simples não tem equivalente monetário, e quem a reconhece escolhe ficar.

E você, concorda com o gringo? Florianópolis tem mesmo essa qualidade de vida que ele descreve? Deixe sua opinião nos comentários.

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André Luís
André Luís
05/05/2026 06:45

Realmente é uma delícia viver em Florianópolis, mas a diferença do gringo americano para nós brasileiros é que se você se apertar com grana ele volta para USA e faz um caixa para viver mais um tempo no Brasil, fácil assim. Vivo em Florianópolis não tenho casa própria mas não posso reclamar, porém trabalhamos muito (eu e esposa) para manter nível de vida boa.

José ferron
José ferron
02/05/2026 14:33

Concordo. Se resolvêssemos a segurança, miséria e roubalheira seria muito melhor ainda

Renato Flach
Renato Flach
02/05/2026 11:11

Concordo! Impressionante os detalhes que ele valoriza que poucos manezinhos conseguem ver. Quem não reconhece o paraíso em que vive jamais encontrará um.

Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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