As obras executadas pelo governo do Rio Grande do Sul incluem recuperação do pavimento, drenagem, reconstrução de aterros, sinalização e estruturas planejadas após estudos topográficos e hidrológicos. Uma ponte já foi liberada, enquanto outra deve receber tráfego no segundo semestre deste ano.
A requalificação da ERS-348, na região Central, reúne investimento de R$ 244,7 milhões para recuperar 23 quilômetros de rodovia e reconstruir duas pontes atingidas pelas enchentes de 2024. As obras também incluem dois viadutos de várzea.
Executado pelo governo estadual, por meio do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, vinculado à Secretaria de Logística e Transportes, o projeto foi definido após estudos topográficos e hidrológicos indicarem soluções específicas para cada trecho afetado pelas cheias.
Os recursos vêm do Fundo do Plano Rio Grande. Ao todo, quatro lotes estão em execução: dois correspondem a segmentos rodoviários e outros dois às pontes sobre o Arroio Guarda-Mor e o Rio Soturno, em Faxinal do Soturno.
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Requalificação amplia segurança da ERS-348
Os serviços abrangem renovação das condições estruturais e funcionais do pavimento, drenagem e sinalização. Também incluem limpeza, remoção de materiais, conformação de taludes, reconstrução de aterros e melhorias voltadas ao funcionamento e à segurança viária.
A ERS-348 ficou submersa durante as enchentes. Pontes foram levadas e partes da estrada carregadas pelas águas, situação que exigiu estudos mais aprofundados para definir estruturas adequadas aos desafios hídricos da região.
O secretário de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirmou que a rodovia representa ligação regional importante para a população e a economia estadual. Segundo ele, as novas estruturas foram planejadas para oferecer segurança e resiliência diante de eventos climáticos.
O diretor-geral do Daer, Luciano Faustino, destacou que os estudos buscaram soluções dentro dos padrões técnicos de segurança e qualidade. O objetivo é administrar os desafios hídricos locais e elevar a segurança viária após os danos registrados.

Viadutos de várzea elevam trecho crítico
Entre Agudo e Dona Francisca, considerado o trecho mais complexo da ERS-348, estão sendo construídos dois viadutos de várzea nos quilômetros 52 e 53. As estruturas terão 500 e 400 metros de extensão.
Em determinados pontos, a rodovia será elevada em mais de três metros para atender às necessidades hidrológicas. A intervenção alcança 13 quilômetros e recebe investimento de R$ 182,43 milhões.
Outro lote fica entre São João do Polêsine e Dona Francisca. Nesse segmento, dez quilômetros passam por terraplenagem, drenagem, reconstrução de aterros, conformação de taludes, renovação e recuperação do pavimento, com investimento de R$ 35,91 milhões.
Pontes mais altas substituem estruturas destruídas
A nova ponte sobre o Arroio Guarda-Mor, no quilômetro 32, em Faxinal do Soturno, já está liberada ao tráfego. Com investimento de R$ 11,7 milhões, possui 120 metros de extensão, 12 metros de largura e pista de mão dupla.
A estrutura foi construída 3,42 metros acima da ponte anterior, respeitando a cota de inundação definida pelos estudos. A mudança busca aumentar a resistência da travessia diante de novas cheias e melhorar as condições de circulação pela rodovia.
Também em Faxinal do Soturno, a ponte sobre o Rio Soturno terá 160 metros de extensão, 12 metros de largura e mão dupla. O investimento chega a R$ 14,7 milhões, e a nova passagem ficará 2,38 metros mais alta.
A estrutura principal está concluída. Restam as lajes de aproximação, a pavimentação dos acessos e a sinalização. A previsão é liberar a ponte para o tráfego no segundo semestre deste ano.
As intervenções fazem parte da reconstrução da infraestrutura gaúcha após as enchentes. Em todo o Estado, são R$ 3,1 bilhões destinados a 48 obras de recuperação de rodovias e implantação de pontes.
O que você considera mais importante nessa requalificação: a elevação da rodovia, os viadutos de várzea ou as novas pontes? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como as condições da ERS-348 afetam os deslocamentos, o trabalho e a rotina das comunidades atendidas.
Com informações de estado.rs.gov.br.
