Proposta em discussão interna busca reduzir envio de matéria-prima e estimular etapas mais avançadas da cadeia mineral no país
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) analisa a criação de um imposto sobre a exportação de minerais críticos pouco processados.
A discussão ocorre desde 2024 e ganhou força em 2025.
A medida ainda não foi definida e permanece em fase preliminar, segundo a CNN Brasil.
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O objetivo é estimular a agregação de valor no Brasil e ampliar a participação da indústria nacional.

Debate sobre minerais críticos ganha força no governo
A proposta faz parte da formulação da política nacional para minerais críticos.
A estratégia busca reduzir a exportação de materiais em estágios iniciais.
O plano também incentiva investimentos em beneficiamento, refino e industrialização no país.
Esse movimento pretende ampliar a presença brasileira nas etapas mais lucrativas da cadeia mineral.
O que entra na classificação de material pouco processado
Especialistas ouvidos pela CNN Brasil explicam que “minério bruto” não é o produto final metálico.
O termo se refere a materiais nas fases iniciais da cadeia produtiva.
Entre os exemplos estão:
- Concentrados de ferro, como magnetita e hematita;
- Minérios de cobre, como calcopirita e bornita;
- Bauxita, na cadeia do alumínio;
- Minerais de terras raras, como monazita e xenotima.
Esses materiais passam por beneficiamento inicial.
No entanto, não passam por processos metalúrgicos e químicos avançados, que aumentam a pureza e o valor.
Estratégia busca ampliar valor agregado nacional
A proposta prevê a tributação de produtos mais próximos do estado original.
Itens já industrializados não devem ser afetados.
Produtos intermediários também ficam fora do foco.
A medida busca estimular a produção interna em níveis mais avançados.
Divergências internas travam decisões mais profundas
O tema gera divergências sobre o nível de intervenção estatal.
A proposta de criar uma estatal perdeu força em 2025.
A maioria dos ministérios envolvidos resiste à ideia.
O assunto foi adiado para 2027, caso haja continuidade do governo.
BNDES e incentivos surgem como alternativas
Outras soluções passaram a ser discutidas.
Entre elas:
- Linhas de crédito do BNDES para projetos industriais;
- Participação do banco como sócio em empreendimentos;
- Incentivos ao processamento mineral no Brasil.
A possível taxação aparece como instrumento complementar.
Impactos e riscos ainda estão em avaliação
A proposta levanta preocupações sobre a competitividade do setor mineral.
Há também receio em relação à atração de investimentos estrangeiros.
A análise técnica e política segue em andamento.
Congresso define limites para política mineral
O debate ocorre na Câmara dos Deputados.
O relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou uma versão preliminar do marco legal.
Segundo ele, não há espaço para restrições à exportação ou criação de estatal.
O texto deve priorizar a atração de investimentos e a abertura de mercado.
Programa federal pode transformar o setor
O relatório prevê a criação de um programa federal de transformação mineral.
O objetivo é incentivar etapas mais avançadas da cadeia produtiva.
Os projetos serão diferenciados conforme o nível de agregação de valor.
Projetos com maior transformação receberão mais incentivos.
O modelo busca premiar empresas que avancem além da extração mineral.
O Brasil conseguirá equilibrar competitividade e industrialização ao definir o futuro dos minerais críticos?

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