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Governo brasileiro avalia medida que pode envolver bilhões ao taxar exportação de minerais críticos pouco processados e mudar silenciosamente o rumo da indústria mineral

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 24/04/2026 às 13:15
Atualizado em 24/04/2026 às 13:19
Trabalhador analisa minerais críticos pouco processados em ambiente industrial com forno metalúrgico ativo e bandeira do Brasil ao fundo
Análise e beneficiamento de minerais críticos ilustram debate sobre taxação e agregação de valor no Brasil
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Proposta em discussão interna busca reduzir envio de matéria-prima e estimular etapas mais avançadas da cadeia mineral no país

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) analisa a criação de um imposto sobre a exportação de minerais críticos pouco processados.

A discussão ocorre desde 2024 e ganhou força em 2025.

A medida ainda não foi definida e permanece em fase preliminar, segundo a CNN Brasil.

O objetivo é estimular a agregação de valor no Brasil e ampliar a participação da indústria nacional.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. — Imagem: 19/12/2023 – Ricardo Stuckert / P

Debate sobre minerais críticos ganha força no governo

A proposta faz parte da formulação da política nacional para minerais críticos.

A estratégia busca reduzir a exportação de materiais em estágios iniciais.

O plano também incentiva investimentos em beneficiamento, refino e industrialização no país.

Esse movimento pretende ampliar a presença brasileira nas etapas mais lucrativas da cadeia mineral.

O que entra na classificação de material pouco processado

Especialistas ouvidos pela CNN Brasil explicam que “minério bruto” não é o produto final metálico.

O termo se refere a materiais nas fases iniciais da cadeia produtiva.

Entre os exemplos estão:

  • Concentrados de ferro, como magnetita e hematita;
  • Minérios de cobre, como calcopirita e bornita;
  • Bauxita, na cadeia do alumínio;
  • Minerais de terras raras, como monazita e xenotima.

Esses materiais passam por beneficiamento inicial.

No entanto, não passam por processos metalúrgicos e químicos avançados, que aumentam a pureza e o valor.

Estratégia busca ampliar valor agregado nacional

A proposta prevê a tributação de produtos mais próximos do estado original.

Itens já industrializados não devem ser afetados.

Produtos intermediários também ficam fora do foco.

A medida busca estimular a produção interna em níveis mais avançados.

Divergências internas travam decisões mais profundas

O tema gera divergências sobre o nível de intervenção estatal.

A proposta de criar uma estatal perdeu força em 2025.

A maioria dos ministérios envolvidos resiste à ideia.

O assunto foi adiado para 2027, caso haja continuidade do governo.

BNDES e incentivos surgem como alternativas

Outras soluções passaram a ser discutidas.

Entre elas:

  • Linhas de crédito do BNDES para projetos industriais;
  • Participação do banco como sócio em empreendimentos;
  • Incentivos ao processamento mineral no Brasil.

A possível taxação aparece como instrumento complementar.

Impactos e riscos ainda estão em avaliação

A proposta levanta preocupações sobre a competitividade do setor mineral.

Há também receio em relação à atração de investimentos estrangeiros.

A análise técnica e política segue em andamento.

Congresso define limites para política mineral

O debate ocorre na Câmara dos Deputados.

O relator Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) apresentou uma versão preliminar do marco legal.

Segundo ele, não há espaço para restrições à exportação ou criação de estatal.

O texto deve priorizar a atração de investimentos e a abertura de mercado.

Programa federal pode transformar o setor

O relatório prevê a criação de um programa federal de transformação mineral.

O objetivo é incentivar etapas mais avançadas da cadeia produtiva.

Os projetos serão diferenciados conforme o nível de agregação de valor.

Projetos com maior transformação receberão mais incentivos.

O modelo busca premiar empresas que avancem além da extração mineral.

O Brasil conseguirá equilibrar competitividade e industrialização ao definir o futuro dos minerais críticos?


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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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