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Pesquisa com 2.500 profissionais mostra que a IA já preocupa dentro das empresas: 39% dizem que ela os torna menos inteligentes e 41% temem prejuízo na carreira no longo prazo

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 07/07/2026 às 09:03 Atualizado em 07/07/2026 às 09:07
Descubra como a IA se tornou essencial no trabalho e suas implicações para a produtividade e a dependência tecnológica.
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Com base em uma pesquisa da GoTo e da Workplace Intelligence com 2.500 funcionários e líderes de TI, o tema mostra como a inteligência artificial passou a fazer parte da rotina profissional, mas também levantou dúvidas sobre dependência, perda de habilidades, pressão por produtividade e a necessidade de preservar pensamento crítico, criatividade e discernimento humano

A IA já virou ferramenta de rotina no trabalho, mas a sensação de dependência começa a preocupar funcionários e líderes. Uma pesquisa da GoTo e da Workplace Intelligence com 2.500 profissionais e gestores de TI mostra que metade dos funcionários afirma depender demais da tecnologia.

De acordo com dados de uma reportagem do CNBC, o levantamento também revela um desconforto mais profundo.

Entre os trabalhadores ouvidos, 39% disseram que a IA os está tornando menos inteligentes, 41% acreditam que ela pode prejudicar suas perspectivas de carreira no longo prazo e 30% afirmaram que não conseguem mais trabalhar sem ela.

Dependência da IA acende alerta no ambiente profissional

O avanço da inteligência artificial não aparece apenas como ganho de produtividade. A pesquisa indica que muitos profissionais se sentem pressionados a usar a tecnologia mesmo quando a tarefa não exige esse apoio.

Esse ponto aparece em outro dado do levantamento: 60% dos trabalhadores disseram sentir pressão para usar IA como forma de aumentar a produtividade. Quando esse uso se torna automático, a ferramenta pode deixar de ser apoio e virar um hábito pouco refletido.

Uma das práticas sugeridas é fazer uma análise semanal do próprio uso da tecnologia. A ideia é simples: manter uma lista das tarefas repassadas à IA e reservar 10 minutos, ao fim da semana, para avaliar cada caso.

Duas perguntas orientam essa revisão: o uso melhorou o resultado? A tarefa poderia ter sido feita sem ajuda da tecnologia? O objetivo não é eliminar a IA, mas entender quando ela economiza tempo e quando apenas substitui uma habilidade que deveria continuar sendo praticada.

ia no trabalho
Uso de IA no trabalho

Tarefas difíceis exigem julgamento humano antes da automação

A pesquisa também chama atenção para usos inadequados em situações sensíveis. Segundo o levantamento, 70% dos funcionários admitem recorrer à IA de forma imprópria em tarefas de alto risco, que envolvem inteligência emocional, bom senso ou decisões com consequências reais.

Esses casos incluem conversas difíceis e decisões que exigem leitura de contexto. Justamente por isso, a recomendação é fazer primeiro uma tentativa manual antes de pedir ajuda à ferramenta.

O método proposto é dedicar pelo menos 15 minutos à tarefa por conta própria. Pode ser escrever o primeiro rascunho, organizar o argumento ou refletir sobre o problema. Depois disso, a IA entra como apoio para testar, revisar ou aprimorar o trabalho.

O cuidado é importante porque a própria pesquisa mostra fragilidades no uso dos resultados. Ao todo, 43% dos funcionários admitiram usar respostas de IA mesmo quando suspeitavam que havia erros ou informações falsas.

Além disso, 31% disseram sentir uma pressão implícita para confiar na ferramenta e não apontar falhas. Outros 14% afirmaram ter relatado erros de IA a um gerente, mas foram orientados a não fazer nada.

Habilidades humanas ganham peso em empresas com IA

O levantamento aponta que os profissionais mais preparados serão aqueles capazes de usar a IA como parceira, e não como muleta. Isso passa por preservar habilidades que dependem de prática constante.

Entre as competências consideradas mais importantes em um ambiente orientado por IA estão pensamento criativo, inteligência emocional e discernimento. Esse último envolve saber quando confiar na tecnologia e quando intervir.

Uma forma prática de desenvolver essas capacidades é escolher uma área por trimestre. Quem trabalha com clientes pode buscar situações que exigem leitura do ambiente e condução de divergências sem roteiro pronto.

Já profissionais de áreas analíticas podem praticar a formulação e a defesa do próprio ponto de vista antes de consultar outras opiniões ou um chatbot. A lógica é usar o tempo liberado pela tecnologia para fortalecer habilidades que continuam essencialmente humanas.

Na prática, o desafio é transformar rapidez em apoio, sem abrir mão da autoria no processo.

A IA precisa ser estudada pelas empresas

A adoção da IA no trabalho muda a forma como tarefas são distribuídas entre pessoas e sistemas. Ferramentas de inteligência artificial podem acelerar rascunhos, organizar ideias e apoiar análises, mas não substituem responsabilidade profissional, contexto e julgamento.

Quando o uso vira automático, há risco de reduzir a prática de habilidades importantes, como argumentação, criatividade e tomada de decisão. Por isso, o ponto central não é rejeitar a tecnologia, mas criar critérios para usá-la. Em ambientes profissionais, saber revisar, questionar e corrigir uma resposta gerada por IA passa a ser tão importante quanto saber pedir ajuda a ela.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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