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Casal comprou um sítio abandonado no interior de São Paulo, começou com cavalos e café, entrou na avicultura há apenas 1 ano e hoje aloja 295 mil aves em dois aviários climatizados, com meta ousada de chegar a 10 galpões

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Escrito por Carla Teles Publicado em 07/07/2026 às 09:06 Atualizado em 07/07/2026 às 09:10
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Avicultura no Rancho BF vira granja com aviários climatizados, apoio da Seara e plano de expansão no interior paulista. Imagem: Canal Interligados no Youtube.
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Em Patrocínio Paulista, Bruno e Michele Florêncio transformaram um sítio abandonado em negócio rural diversificado. O Rancho BF começou com cavalos, café e estrutura familiar, mas a avicultura integrada entrou há pouco mais de um ano, já opera com dois aviários climatizados e mira expansão para 10 galpões.

A avicultura entrou no Rancho BF como uma nova frente de negócio rural, não como uma aposta isolada. Em Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, Bruno e Michele Florêncio passaram de um sítio abandonado para uma propriedade com café, cavalos, estrutura de manejo, dois aviários climatizados e capacidade para alojar 295 mil aves em sistema integrado à Seara.

A trajetória foi apresentada no programa Interligados Vida no Campo, no YouTube, e mostra como a granja passou a ocupar espaço estratégico dentro da propriedade. O plano do casal agora é ampliar a operação para 10 galpões, meta que reforça a mudança de escala do Rancho BF e coloca a avicultura no centro do projeto de crescimento familiar.

Antes da granja, o sítio abandonado virou um projeto rural familiar

Quando Bruno e Michele Florêncio compraram o sítio, a propriedade ainda estava longe da estrutura atual. Michele contou que o local era uma área abandonada e precisou ser reorganizado aos poucos, com reforma da casa, construção de celeiro, melhorias na área dos cavalos e avanço da produção de café.

A ligação de Bruno com o campo vinha de antes. Ele relatou que cresceu tendo contato com fazendas, especialmente em períodos passados com familiares na região de Sacramento, em Minas Gerais. Mesmo formado em engenharia civil e atuando na construção, manteve o interesse pela vida rural, por provas com cavalos e pela construção de uma estrutura própria no campo.

Esse caminho fez o Rancho BF nascer com uma base diversificada. Antes da avicultura, a propriedade já reunia cavalos, café, pista de competição e uma rotina ligada à família. A granja entrou depois, como uma nova etapa do negócio, somando produção em escala a uma área que já vinha sendo recuperada.

A diferença é que a avicultura trouxe ciclos mais curtos e uma previsibilidade diferente da agricultura tradicional. Michele destacou que, enquanto algumas atividades rurais dependem de períodos anuais, a criação em lotes permite organizar entradas de receita em intervalos menores, o que ajuda no planejamento da propriedade.

Ideia da avicultura nasceu dentro da própria rotina da fazenda

Avicultura no Rancho BF vira granja com aviários climatizados, apoio da Seara e plano de expansão no interior paulista.
Imagem: Canal Interligados no Youtube

A entrada no setor não começou por acaso. Bruno contou que um funcionário que trabalhava com ele, e que já tinha ligação com granjas, apresentou a possibilidade de investir em avicultura integrada. A partir desse contato, o casal começou a entender melhor o modelo e a demanda por produtores interessados na atividade.

Depois da indicação, Bruno buscou informações, visitou estruturas e recebeu a avaliação de um expansionista ligado à Seara, citado no programa como Paulo ou Paulinho. Segundo o relato, a propriedade foi analisada e considerada viável para receber o investimento.

O projeto chegou a ser aprovado inicialmente para quatro aviários, mas a pandemia interrompeu os planos. Diante da incerteza daquele período, a família decidiu recuar e esperar um momento mais seguro para avançar.

A retomada veio em 2024, quando Bruno voltou a procurar o contato da Seara para saber se ainda havia possibilidade de seguir com o projeto. Após novo processo de aprovação, o casal decidiu investir. O primeiro alojamento ocorreu em junho de 2025, marco que iniciou oficialmente a operação da granja no Rancho BF.

Dois aviários climatizados colocaram o Rancho BF em outra escala

Avicultura no Rancho BF vira granja com aviários climatizados, apoio da Seara e plano de expansão no interior paulista.
Imagem: Canal Interligados no Youtube

Hoje, a estrutura de avicultura do Rancho BF conta com dois aviários climatizados completos. De acordo com Bruno, os galpões trabalham com pressão negativa, aquecimento a gás e construção em alvenaria com cortinado, combinação voltada ao controle do ambiente interno e ao desempenho dos lotes.

A capacidade chama atenção: são 295 mil aves alojadas em dois galpões. O número mostra como a produção integrada consegue alcançar escala elevada mesmo dentro de uma área relativamente limitada da propriedade, desde que haja estrutura técnica, manejo adequado e acompanhamento constante.

Na prática, os aviários não funcionam apenas como construções rurais. Eles dependem de controle de temperatura, equipamentos funcionando corretamente, resposta rápida a falhas, orientação técnica e rotina de monitoramento. Bruno afirmou que cada lote traz um aprendizado diferente, porque fatores como linhagem, gênero e clima podem mudar de um ciclo para outro.

Esse ponto reforça o caráter empresarial da avicultura moderna. A granja exige investimento, tecnologia, disciplina operacional e gestão. Não basta construir os galpões; é preciso acompanhar o desenvolvimento dos lotes, organizar materiais, manter equipamentos e tomar decisões rápidas no dia a dia.

Michele assumiu a gestão técnica e financeira da granja

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Na divisão de tarefas, Michele passou a comandar a rotina da avicultura. Ela acompanha a parte financeira, o manejo, o crescimento dos lotes, a compra de materiais e os controles da granja. O trabalho é feito junto com Nil, grangeiro responsável pela operação diária.

Bruno fica mais ligado à estrutura, à manutenção pesada e ao suporte quando algum equipamento apresenta problema. Como engenheiro civil e empresário da construção, ele também participou diretamente da construção dos barracões e passou a enxergar oportunidade de atuar na construção de aviários para outros produtores.

Essa divisão mostra que a granja virou uma operação organizada dentro do Rancho BF. A atividade exige gestão financeira, controle produtivo, acompanhamento técnico, manutenção e equipe preparada. Por isso, a avicultura entrou na propriedade como um negócio rural estruturado, e não apenas como mais uma atividade paralela.

Michele relatou que, no começo, o universo dos aviários era novo para a família. A escolha de equipamentos, o entendimento da estrutura e a adaptação ao manejo exigiram pesquisa, conversa com parceiros e acompanhamento técnico da Seara.

Modelo integrado ajudou no primeiro ano, mas não eliminou os desafios

Avicultura no Rancho BF vira granja com aviários climatizados, apoio da Seara e plano de expansão no interior paulista.
Imagem: Canal Interligados no Youtube

Durante o programa, o casal destacou o apoio técnico recebido da Seara. Michele afirmou que os técnicos acompanhavam a operação e que a família seguia as orientações de perto, especialmente no início, quando ainda estava aprendendo a rotina prática dos lotes.

Bruno reconheceu que o investimento era alto e que houve receio por ser uma atividade nova para a família. Ao mesmo tempo, disse que gosta de desafios e enxergou na avicultura um negócio dinâmico, com potencial de retorno e produção intensa em área menor.

No modelo integrado, a empresa parceira oferece suporte técnico e ajuda o produtor a atravessar a fase inicial de aprendizado. Ainda assim, o desempenho depende da execução local. Manejo, disciplina, manutenção, equipe e atenção aos detalhes continuam sendo decisivos para o resultado de cada ciclo.

O primeiro ano foi descrito como uma fase de aprendizado constante. Bruno afirmou que sempre há algo novo para ajustar, mesmo depois de vários alojamentos. Para ele, cada lote funciona como uma nova experiência dentro da operação.

Meta de 10 galpões mostra que a granja virou plano de futuro

Apesar de a operação ainda ser recente, Michele já estabeleceu uma meta clara: chegar a 10 aviários. Ela explicou que gosta de trabalhar com um número definido porque isso ajuda a orientar o planejamento e dá direção ao crescimento do negócio rural.

Bruno também afirmou que hoje se considera avicultor e que pretende ampliar a produção para se tornar um grande produtor. Para ele, a atividade se destaca por permitir escala em uma área menor, com rendimento por hectare ou por metro quadrado difícil de comparar com algumas atividades tradicionais da fazenda.

A meta de 10 galpões mostra que a avicultura deixou de ser um teste e virou um eixo estratégico do Rancho BF. A granja agora divide espaço com o café, os cavalos, a agricultura e a empresa de engenharia dentro de um projeto mais amplo de expansão.

O plano também está ligado à sucessão familiar. Bruno e Michele afirmaram que esperam deixar uma estrutura produtiva capaz de mostrar às próximas gerações a origem dos alimentos, o valor do trabalho rural e as possibilidades de crescimento dentro do campo.

Pequena área, alta escala e gestão intensa explicam o avanço

A experiência do Rancho BF mostra uma característica importante da avicultura moderna: a possibilidade de produzir em grande escala dentro de uma área relativamente pequena, desde que haja tecnologia, ambiência, manejo e acompanhamento técnico.

No caso da família Florêncio, a granja foi incorporada depois de uma trajetória que começou com a recuperação de uma propriedade abandonada, passou pelos cavalos, pelo café e pela estrutura familiar, e chegou à produção integrada como uma nova frente de crescimento.

A história também mostra que a expansão rural nem sempre começa com grandes estruturas prontas. No Rancho BF, o crescimento ocorreu por etapas, com investimento, aprendizado e reorganização da propriedade ao longo do tempo.

Agora, com dois aviários climatizados em funcionamento e meta de chegar a 10 galpões, o casal coloca a avicultura no centro de uma estratégia de longo prazo. O que começou em um sítio abandonado no interior paulista se transformou em um negócio rural diversificado, técnico e com ambição de escala.

Você acha que a avicultura integrada pode ser uma alternativa real para pequenas e médias propriedades, ou o investimento inicial ainda limita a entrada de novos produtores? Deixe sua opinião nos comentários e conte se a meta de 10 galpões parece ousada ou necessária para crescer no setor.

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Carla Teles

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