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Falso mecânico: Mulher para o carro para buscar neta na escola, vê “fogo” no motor e acaba vítima de golpe que cobra R$ 50 e debita R$ 250

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 12/12/2025 às 21:32
Atualizado em 12/12/2025 às 21:33
Golpe do falso mecânico usa labaredas simuladas, bloqueio de celular e cobrança indevida, causando prejuízo financeiro e alerta policial
Golpe do falso mecânico usa labaredas simuladas, bloqueio de celular e cobrança indevida, causando prejuízo financeiro e alerta policial
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Abordagem com falso defeito mecânico no centro de Uberlândia terminou em débito de R$ 250, após labaredas simuladas, bloqueio do celular da vítima e uso indevido de cartão, segundo relato exibido pela TV Paranaíba

Golpe do falso defeito em veículo no centro de Uberlândia provoca prejuízo de R$ 250, repete padrão já registrado pela polícia e expõe técnica com labaredas simuladas, bloqueio de celular e cobrança indevida em cartão

Tudo aconteceu quando Gláuscia ia buscar a neta na escola e foi abordada no centro de Uberlândia por golpistas que simularam um defeito mecânico no carro, criaram labaredas falsas e cobraram um serviço inexistente, causando débito indevido de R$ 250 e registro policial.

Abordagem ocorre em avenida movimentada do centro

O caso aconteceu na avenida Cesáreo Alvim, região central da cidade, quando Gláuscia ouviu um barulho alto no veículo enquanto dirigia. Logo depois, um homem em outro carro se aproximou e gritou que havia algo errado embaixo do automóvel.

A motorista seguiu por alguns metros e estacionou para verificar se havia pneu furado ou algum problema visível. Após olhar dos dois lados, não encontrou nada fora do normal, mas percebeu que o homem já caminhava em sua direção.

Golpista se mostra solícito e cria clima de confiança

Segundo o relato, o suspeito adotou postura simpática e até carinhosa, dizendo estar preocupado e afirmando que saía fumaça do carro. Ele repetia que a esposa também estava aflita e que ligava constantemente para saber da situação.

A conversa se estendeu por alguns minutos, criando uma falsa sensação de segurança. O homem então disse que chamaria um mecânico para avaliar o problema e reforçou que queria apenas ajudar.

Suposto mecânico chega rapidamente ao local

Cerca de cinco minutos depois, outro indivíduo chegou e se apresentou como mecânico. Ele olhou rapidamente a parte frontal do veículo e afirmou que não se tratava de algo grave, dizendo que o conserto seria simples e rápido.

A situação parecia sob controle até o momento em que o capô foi aberto, quando labaredas começaram a surgir, causando susto e aumentando a sensação de urgência na vítima.

Labaredas simuladas e orientação contraditória

Diante das chamas, o suposto mecânico ordenou que Gláuscia entrasse no carro e tentasse dar partida. O veículo não ligou, o que reforçou a falsa ideia de falha elétrica grave.

Mesmo com o freio de mão puxado, o homem insistiu para que ela permanecesse com o pé no freio, alegando que a peça não sairia se isso não fosse feito, mantendo a vítima dentro do carro.

Pedido para desligar o celular limita reação da vítima

Durante o falso reparo, o homem solicitou que Gláuscia desligasse o celular, afirmando que o aparelho estaria causando interferência no conserto do motor, o que impediu qualquer pedido de ajuda imediata.

Com o celular desligado e a atenção presa ao interior do veículo, a motorista ficou sem condições de observar o que realmente era feito no compartimento do motor.

Cobrança inicial de R$ 50 termina em débito de R$ 250

Após concluir o suposto serviço, o mecânico informou que o valor seria de R$ 50 e perguntou se o pagamento seria no débito ou crédito. A vítima disse que pagaria em dinheiro.

O homem afirmou que não poderia receber em espécie porque a peça teria sido retirada da oficina e precisava dar baixa no sistema. Gláuscia então entregou outro cartão para pagamento.

Golpe só é percebido após conferência bancária

O suspeito passou o cartão, disse que a operação havia sido aprovada e deixou o local logo em seguida. Somente depois, ao verificar a conta, a vítima constatou que o valor debitado foi de R$ 250.

O prejuízo foi cinco vezes maior do que o valor informado inicialmente, confirmando que se tratava de um golpe estruturado e não de um erro pontual.

Polícia confirma que não se trata de caso isolado

Ao procurar a polícia, Gláuscia foi informada de que aquele já era o terceiro caso semelhante registrado recentemente. Um policial relatou que situações parecidas vinham sendo investigadas.

Em um dos episódios, os suspeitos chegaram a ser identificados por câmeras da avenida dos Municípios, foram presos, mas acabaram sendo soltos posteriormente.

Especialista aponta indícios claros de simulação

Um especialista ouvido pela reportagem analisou o caso e destacou que, apesar do relato de labaredas, não havia qualquer marca de queimadura no capô ou no motor do veículo.

Segundo ele, as chamas podem ter sido provocadas artificialmente, seja por curto proposital na bateria, seja com uso de isqueiro ou pequeno maçarico portátil.

Marcas na bateria reforçam hipótese de manipulação

Outro ponto observado foram marcas de dedos nos polos da bateria, indicando que o componente pode ter sido desligado manualmente, impedindo o carro de dar partida e simulando pane elétrica.

Essa ação, segundo o especialista, é comum em golpes desse tipo, pois cria um problema imediato e difícil de contestar para quem não tem conhecimento mecânico.

Estratégia mantém vítima presa dentro do carro

A ordem para que a vítima permanecesse dentro do carro, pressionando o freio, foi apontada como uma artimanha para limitar o campo de visão e evitar que ela percebesse a manipulação no motor.

O especialista ressaltou que, diante de qualquer sinal real de fogo, a orientação correta é sair do veículo imediatamente e preservar a vida, deixando o bem material em segundo plano.

Golpes semelhantes já ocorreram em estacionamentos

Casos parecidos já foram registrados em Uberlândia, inclusive em estacionamentos de supermercados, onde criminosos danificavam filtros de combustível para provocar vazamentos e simular defeitos graves.

Nessas situações, os golpistas se apresentavam como mecânicos, realizavam consertos no local e cobravam valores, repetindo a prática até levantar suspeitas.

Orientações para evitar novos golpes

A recomendação é desconfiar de abordagens espontâneas, buscar locais movimentados, manter o celular ligado, ligar para alguém de confiança e acionar a polícia diante de qualquer situação suspeita.

Especialistas alertam que golpes envolvendo veículos tendem a se adaptar a diferentes modelos e situações, exigindo atenção redobrada e calma por parte dos motoristas.

Fonte: TV Paranaíba, reportagem exibida no YouTube.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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