Com prejuízo projetado de até R$ 10 bilhões em 2025, os Correios negociam com grupos da Itália após encontro de Lula em Roma em outubro de 2024, buscando parceria estratégica para modernizar a estatal e preservar o controle público do serviço postal em todo o território brasileiro sem venda total
Os Correios, criados em 1663 e considerados a empresa mais antiga em operação no Brasil, atravessam uma das fases mais delicadas de sua história. Em 2023, a estatal registrou prejuízo de R$ 633 milhões, que saltou para R$ 2,6 bilhões em 2024, com perdas já na casa de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.
Com projeção de rombo de até R$ 10 bilhões em 2025, Lula admitiu em Brasília que empresas italianas, entre elas a gigante Poste Italiane, demonstraram interesse em negociar uma parceria com a estatal após reunião em Roma, em outubro de 2024, descartando porém a privatização do serviço postal.
Correios acumulam prejuízos bilionários em três anos
Os números recentes deixaram claro o tamanho da crise. Entre 2023 e 2025, o prejuízo dos Correios saiu da casa das centenas de milhões para a faixa dos bilhões de reais.
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Em 2023, o balanço foi negativo em R$ 633 milhões. No ano seguinte, 2024, o rombo subiu para R$ 2,6 bilhões.
A situação se agravou ainda mais em 2025. Apenas entre janeiro e setembro, as perdas já somam cerca de R$ 6 bilhões, com projeções internas indicando que o prejuízo pode chegar a até R$ 10 bilhões ao fim do ano.
Manter uma estatal estratégica nesse nível de déficit pressiona diretamente o Orçamento público e a qualidade do serviço oferecido à população.
Lula reconheceu publicamente esse problema ao comentar a situação financeira da empresa. Segundo ele, não é sustentável permitir que os números negativos se acumulem sem uma resposta concreta do governo.
A orientação é buscar soluções estruturais para interromper a sequência de prejuízos e garantir que os Correios continuem operando em todo o território nacional.
Gigante italiana entra no radar após viagem de Lula a Roma
O interesse estrangeiro nos Correios ganhou força depois de uma viagem oficial de Lula a Roma, em outubro de 2024.
Na ocasião, o presidente se reuniu com executivos da Poste Italiane, empresa de capital misto que responde pelos serviços postais da Itália e é citada como caso de recuperação bem-sucedida após um processo profundo de reestruturação.
De acordo com Lula, grupos italianos manifestaram disposição para conversar sobre oportunidades no Brasil.
Ainda não há anúncio de proposta formal, mas o Planalto confirma que a porta está aberta para discutir formatos de colaboração.
A entrada de um parceiro internacional é avaliada como forma de trazer know-how, tecnologia e capacidade de investimento sem abrir mão do controle público direto sobre o serviço postal.
Dentro do governo, a leitura é que modelos como o da Poste Italiane mostram ser possível combinar capital privado e gestão profissional com preservação de interesses estratégicos do Estado.
A experiência italiana, que hoje apresenta resultados positivos, serve como referência para pensar saídas para a crise brasileira.
Parceria sem privatização: o que está na mesa
Apesar de admitir conversas com estrangeiros, Lula tem repetido que não há plano de privatizar os Correios.
A linha oficial é clara: discutir parceria, sim; vender a estatal mais antiga do país, não. A ideia em estudo passa por formas de cooperação que podem envolver investimentos, modernização de sistemas logísticos, digitalização de serviços e melhoria da governança corporativa.
Eventuais acordos, segundo o discurso do governo, seriam enquadrados como parcerias estratégicas. Isso significa preservar o controle estatal e a natureza pública do serviço, especialmente em regiões onde a presença dos Correios é praticamente a única forma de acesso a cartas, encomendas e serviços básicos de logística.
A preocupação é evitar que a busca por eficiência financeira deixe desassistidas áreas remotas e populações de baixa renda.
Ao mesmo tempo, há pressão para que a empresa deixe de ser sinônimo de déficit permanente. A avaliação no governo é que a modernização passa por atrair tecnologia, ampliar receitas com novos serviços e, se necessário, redesenhar a estrutura da estatal, sempre com foco em transparência e sustentabilidade financeira.
Por que os Correios seguem estratégicos para o país
Ao longo de mais de três séculos, os Correios ajudaram a integrar o território brasileiro. Mesmo com a expansão das entregas privadas, a estatal ainda é peça central na logística nacional, especialmente em cidades pequenas e regiões isoladas.
Em muitos municípios, a agência da empresa é o principal elo físico com o restante do país.
Essa presença capilar explica por que o Palácio do Planalto evita falar em privatização total.
A missão dos Correios vai além da lógica estritamente comercial, envolvendo compromissos de universalização do serviço postal.
Na prática, isso significa operar em locais que não seriam lucrativos para a iniciativa privada, mas que são fundamentais para a coesão social e econômica do Brasil.
Por isso, qualquer parceria com grupos estrangeiros, como a gigante italiana que já demonstrou interesse, precisa equilibrar dois objetivos: recuperar a saúde financeira da companhia e manter o caráter público de um serviço considerado histórico e essencial.
No seu lugar, o que você considera mais importante neste debate: salvar os Correios com ajuda estrangeira ou manter o máximo de autonomia possível mesmo que a recuperação seja mais lenta?

Qualquer coisa que o PT toca, apodresse se der tempo deles não estragarem.
Os Correios registraram um lucro recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021 (o melhor resultado em 22 anos). Mas em 2022 teve prejuízo de R$ 800 Milhões.
Esse desempenho financeiro positivo foi impulsionado principalmente por dois fatores:
Aumento do E-commerce: A pandemia de COVID-19, com suas políticas de isolamento social, resultou em um crescimento exponencial das compras online no Brasil. Isso gerou um volume muito maior de encomendas e entregas para os Correios, aumentando significativamente sua receita.
Remessa Conforme
Outro fator que impactou diretamente a situação econômico-financeira da estatal foram as mudanças implementadas pelo programa “Remessa Conforme”, criado pelo Ministério da Fazenda em 2023.
O governo passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que até então estavam isentas para empresas. A medida ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.
Com a instituição do programa, a legislação brasileira passou a permitir que empresas de transportes façam o frete pelo Brasil de mercadorias internacionais, deixando de ser obrigatória a distribuição das encomendas junto aos Correios, como era feito até então.
Obs: essa taxa só não foi aprovada pelo congresso “inimigo do povo” em 2022 porque on **** **** **** tentaria a reeleição.
O Partido dos Trabalhadores é assim, pega o país com as contas públicas ajeitadas e com as estatais lucrando e com as contas no azul e muito dinheiro no caixa e começa a estuprar tudo! Foi assim em 2003 quando o socialista, disfarçado de capitalista, Fernando Henrique, entregou o país com superávit para Lula estragar tudo! Em 2008 o Brasil estava “decolando” porque aproveitou o Boomm das comodities, ofuscando a crise e os escândalos de corrupção do Mensalão, fazendo o povo acreditar que o país estava uma maravilha. Em 2011 entregou o país com imagem fictícia de prosperidade para a Dilma assumir, pois a sujeira toda ele jogou para debaixo do tapete. No governo Dilma não teve jeito! Ela não soube disfarçar a sujeira toda de seu antecessor e escancarou tudo! Aí veio o Petrolão e vários outros escândalos de corrupção à tona, continuados dos outros escândalos de corrupção do Lula. E hoje em 2025, estamos mais uma vez vivenciando a incompetência e corrupção do PT no poder.