Geólogo brasileiro descobre petróleo enquanto realizava a escavação de um poço artesiano na Guiana
Durante uma escavação em uma propriedade na Guiana, o geólogo brasileiro Ygor Sousa fez uma descoberta inusitada: petróleo a somente 17 metros de profundidade. O trabalho inicialmente visava perfurar um poço artesiano, mas logo tomou um rumo inesperado.
“A região é uma área indígena de difícil acesso. E assim que iniciamos a perfuração, detectamos a presença de petróleo, sendo que realizei duas perfurações. Na primeira vez, já alcancei o óleo bem raso, finalizei o trabalho e iniciei uma nova perfuração aproximadamente 30 metros de distância do ponto anterior, obtendo o mesmo resultado“, relatou.
A área, de difícil acesso e localizada em região indígena, está conectada à bacia do Tacutu, na região do Rupununi.
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Reservas de petróleo
A Guiana, que vem se destacando na indústria petrolífera, pode ter encontrado mais um local com potencial econômico.
Desde 2015, a ExxonMobil e suas parceiras já identificaram mais de 30 reservas na região, somando mais de 11 bilhões de barris recuperáveis. A nova descoberta, ainda sem confirmação de viabilidade comercial, pode acrescentar mais uma peça a esse quebra-cabeça energético.
A exploração petrolífera na Guiana teve início comercial em 2019, com o campo Liza, localizado no bloco Stabroek. Atualmente, a produção do país ultrapassa 600 mil barris por dia, o que tem impulsionado o crescimento econômico local.
O governo guianense busca equilibrar esse desenvolvimento com práticas sustentáveis, criando um fundo soberano para gerir os recursos obtidos com o petróleo. A estratégia pode consolidar a Guiana como um dos maiores produtores de petróleo da América Latina nas próximas décadas.
O interesse da Venezuela na Guiana
A Venezuela disputa com a Guiana a região do Essequibo, uma área rica em petróleo e minerais. O conflito remonta ao século XIX e ganhou força em 2023, quando o presidente venezuelano Nicolás Maduro organizou um referendo sobre a anexação da área.
A comunidade internacional, incluindo Mercosul, ONU e a Corte Internacional de Justiça, tem defendido soluções pacíficas.
O interesse venezuelano aumentou com as descobertas de petróleo na costa da Guiana. A Venezuela alega que a Guiana não tem direito de conceder concessões petrolíferas na região disputada.
Com informações de roraimaemfoco.
