Início Gás natural está sendo substituído pelo carvão devido à baixa oferta e altos preços, aponta pesquisa da Agência Internacional de Energia

Gás natural está sendo substituído pelo carvão devido à baixa oferta e altos preços, aponta pesquisa da Agência Internacional de Energia

27 de julho de 2022 às 12:17
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O cenário atual de altos preços e baixa oferta de gás natural em todo o mundo está levando as indústrias a optarem pelo carvão no lugar do gás na geração de energia, contribuindo para a maximização dos impactos ambientais nos setores, aponta IEA.
Foto: Pixabay

O cenário atual de altos preços e baixa oferta de gás natural em todo o mundo está levando as indústrias a optarem pelo carvão no lugar do gás na geração de energia, contribuindo para a maximização dos impactos ambientais nos setores, aponta IEA.

Para essa quarta-feira, (27/07), o cenário internacional de combustíveis não está nada favorável ao meio ambiente, uma vez que os levantamentos da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) apontam que o gás natural está sendo substituído pelo carvão na geração de energia. Entre os fatores que contribuem para isso, a baixa oferta e os altos preços do combustível, influenciados pelo cenário geopolítico instável na Europa, são os principais.

Levantamentos da IEA mostram que as indústrias estão substituindo o gás natural pelo carvão no processo de geração de energia

O cenário internacional de combustíveis está cada vez mais instável e os resultados já estão sendo visíveis, uma vez que a IEA apontou que as indústrias do mundo inteiro estão começando a substituir o gás natural pelo carvão no processo de geração de energia. Isso, pois, a instabilidade geopolítica e comercial causada pelos conflitos na Europa fizeram com que os preços do combustível tivessem uma grande elevação, enquanto a oferta despencasse durante os últimos meses.

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A guerra entre a Rússia e a Ucrânia levou alguns países europeus a buscarem alternativas para reduzir a sua dependência do gás natural exportado pelos russos e a solução mais viável, embora a mais poluente, foi adotar o carvão nas indústrias.

Dessa forma, a IEA aponta que, buscando garantir o fornecimento de energia em meio a esse cenário, esses países atrasaram os planos de eliminação do carvão e suspenderam restrições impostas anteriormente, aumentando assim a oferta do produto.

Além disso, os levantamentos da IEA também apontam que os preços da energia elétrica no continente europeu triplicou durante o ano de 2022, uma vez que os preços médios do gás natural na Europa durante os primeiros quatro meses do ano foram quatro vezes maiores do que no mesmo período de 2021, enquanto os valores do carvão triplicaram.

Dessa forma, a IEA alerta para uma crescente substituição de um recurso limpo como o gás natural por um altamente nocivo ao meio ambiente, como o carvão, impactando assim na agenda ambiental global.

União Europeia anuncia redução no consumo de gás na última semana, mas IEA projeta uma adição das energias renováveis na matriz europeia

Durante esta última semana, a Comissão Europeia anunciou que todos os estados da União Europeia deveriam reduzir de forma voluntária  o consumo de gás em 15%, isto é, 45 bilhões de metros cúbicos entre agosto de 2022 e março de 2023. Dessa forma, o cenário de baixa oferta de gás natural pode se intensificar e, motivados pelos altos preços do combustível, os países poderão crescer ainda mais a substituição do recurso pelo carvão nos próximos meses.

Apesar disso, os dados da IEA apontam que a geração de energias renováveis na matriz europeia poderá expandir de forma significativa nos próximos anos e a agência calcula um declínio de 3% da energia nuclear, e um aumento geral de 7% na geração de baixo carbono.

“Embora se espere que a demanda por eletricidade continue em um caminho de crescimento semelhante em 2023, as perspectivas são obscurecidas pela turbulência econômica e pela incerteza sobre como os preços dos combustíveis podem afetar o mix de geração”, destacou a IEA.

Já no Brasil, a demanda pelas energias renováveis continua a crescer de forma significativa e o Ministério de Minas e Energia continua com os desdobramentos da lei 14.300/2022 sancionada em janeiro, que garante mais incentivos à geração distribuída de energias renováveis no país.

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