FUP critica inclusão da Foz do Amazonas em leilão da ANP, alertando para riscos ambientais e ameaça à soberania com atuação de petroleiras estrangeiras.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) fez duras críticas à decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) de incluir blocos da Bacia da Foz do Amazonas no próximo leilão da Oferta Permanente de Concessão (OPC), marcado para o dia 17 de junho.
Segundo a entidade, a medida pode favorecer empresas estrangeiras em uma região estratégica para o Brasil, comprometendo a soberania energética nacional e gerando riscos ambientais consideráveis. Quatro setores da Foz do Amazonas estarão disponíveis pela primeira vez nesse modelo de oferta, acendendo o alerta entre sindicalistas e especialistas do setor.
Participação estrangeira preocupa setor
Para a FUP, a presença de petroleiras internacionais em áreas sensíveis como a Bacia da Foz do Amazonas representa um retrocesso na política energética brasileira.
-
Fábrica da Nestlé em Araras, inaugurada em 1921, entra em nova fase com R$ 1 bilhão, inteligência artificial, automação industrial e aumento previsto na produção de café solúvel até 2028
-
A próxima vídeo locadora será o call center: inteligência artificial acelera mudança silenciosa no atendimento
-
Mineração em Jacobina e refino no Recôncavo Baiano viram motores de transformação e colocam o interior da Bahia no centro de uma nova onda de empregos e qualificação
-
Proibida pelos Estados Unidos de comprar as máquinas de litografia EUV que fazem chip moderno, a Huawei revelou a Lei Tau e promete um Kirin 53% mais denso já neste outono usando uma técnica que dispensa de vez a tecnologia que a China não pode importar
A federação destaca que a entrada de empresas de fora pode facilitar a entrega de riquezas nacionais a interesses privados, sem garantias de retorno sustentável ou estratégico para o país.
Licenciamento ambiental segue como impasse
O leilão ocorre em um cenário de longa disputa ambiental envolvendo a Petrobras e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Há anos, a estatal tenta obter licença para perfurar o bloco FZA-M-059, situado a cerca de 175 km do litoral do Amapá e a quase 3 mil metros de profundidade.
A demora no licenciamento revela a complexidade da exploração na região e a preocupação com possíveis impactos ambientais.
FUP critica postura do Ibama e defende CNPE
Embora reconheça a necessidade de rigor ambiental, a FUP afirma que o Ibama estaria extrapolando suas atribuições ao impedir a exploração.
Para a entidade, cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definir se o Brasil deve explorar petróleo ou não — e não ao órgão ambiental.
Segundo a federação, o papel do Ibama deve ser técnico, orientando a forma mais segura de exploração, mas não vetando a atividade em si.

Seja o primeiro a reagir!