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Fugindo do caos urbano, ele vive há 35 anos isolado numa caverna no topo do morro: sem geladeira, convivendo com morcegos e cozinhando a lenha, Seu Vilmar encontrou a paz absoluta e uma vista privilegiada longe de toda a civilização

Escrito por Carla Teles
Publicado em 25/11/2025 às 18:54
Atualizado em 25/11/2025 às 18:55
Assista o vídeoFugindo do caos urbano, ele vive há 35 anos isolado numa caverna no topo do morro: sem geladeira, convivendo com morcegos e cozinhando a lenha
Descubra como Seu Vilmar vive isolado numa caverna em Santa Catarina. Uma rotina impressionante sem geladeira e convivendo com morcegos na natureza.
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Conheça Seu Vilmar, o gaúcho que vive isolado numa caverna em Santa Catarina: uma rotina sem geladeira e convivendo com morcegos.

Quem encara a subida de 50 minutos morro acima se depara com uma história de vida única e impressionante. O gaúcho Seu Vilmar decidiu abandonar a correria de Porto Alegre para viver isolado numa caverna no litoral catarinense. O local, conhecido antigamente como Toca da Ripina, tornou-se seu refúgio particular, onde ele encontrou a tranquilidade que a cidade grande jamais ofereceu.

Desde sua chegada em 1990, Vilmar transformou as fendas rochosas em uma casa completa e organizada. O espaço, que antes abrigava apenas uma pequena cabana de madeira de 4 metros quadrados, hoje conta com ambientes definidos para cozinha, trabalho e descanso.

A adaptação ao ambiente selvagem foi total, permitindo que ele criasse raízes profundas na Mata Atlântica, longe das conveniências e do estresse da civilização moderna.

Uma arquitetura integrada à pedra

Descubra como Seu Vilmar vive isolado numa caverna em Santa Catarina. Uma rotina impressionante sem geladeira e convivendo com morcegos na natureza.

A moradia de Seu Vilmar é um exemplo de criatividade e aproveitamento do espaço natural. O que para muitos seria apenas um amontoado de rochas, para ele se tornou um lar funcional com diferentes cômodos adaptados sob as pedras.

O quarto atual, por exemplo, é uma pequena cabana suspensa construída com madeira leve de forro, apoiada sobre 21 peças para garantir estabilidade sem riscos de queda.

O ambiente de trabalho e a cozinha também ocupam espaços estratégicos nas fendas. Vilmar utilizou técnicas de pau a pique em algumas paredes e organizou seus utensílios de forma meticulosa.

Curiosamente, ele convive pacificamente com os moradores originais do local: os morcegos. Segundo ele, a convivência é tranquila e ele não se incomoda com a presença dos animais, que habitam as áreas mais escuras da caverna.

Vida sem eletricidade e alimentação natural

A rotina de quem vive isolado numa caverna exige adaptações rigorosas. Não há energia elétrica convencional no local; a iluminação noturna é feita à base de velas, e Vilmar costuma dormir e acordar cedo, seguindo a luz do sol.

A única tecnologia presente é uma pequena placa solar, utilizada exclusivamente para carregar o celular. A ausência de geladeira moldou sua dieta, baseada em alimentos que não perecem rapidamente e no uso de produtos orgânicos.

Na cozinha, o fogão a lenha é o protagonista, servindo tanto para o preparo das refeições quanto para o aquecimento nas noites frias.

A criatividade de Vilmar se estende aos utensílios: ele fabrica seus próprios pratos e tigelas usando cascas de coco.

A água é captada diretamente de uma bica próxima, garantindo o abastecimento com água doce e fresca.

Sustentabilidade e conexão ancestral

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A alimentação de Seu Vilmar é enriquecida pelo que a própria floresta oferece. Ele consome frutas nativas como araçá, pitanga, guabiroba e araticum, além de bananas que ele mesmo plantou. Para temperar, utiliza recursos da mata, como a pimenta rosa colhida da aroeira.

O sal foi substituído pelo missô, uma pasta de soja que ajuda na conservação e no sabor, demonstrando um estilo de vida focado na saúde e na simplicidade.

Além da sobrevivência física, a escolha por viver isolado numa caverna tem um forte componente espiritual e filosófico. Vilmar mantém viva a tradição do chimarrão, que considera uma ligação com sua ancestralidade.

Do mirante natural de sua casa, ele desfruta de uma vista privilegiada da Praia do Maço e de Naufragados, chegando a avistar baleias em certas épocas do ano. Para ele, a solidão não é um fardo, mas uma oportunidade de ter calma e compreender melhor a vida.

Você teria coragem de largar todo o conforto da cidade para viver em uma caverna como o Seu Vilmar?

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Carla Teles

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