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Fragmento da Lua encontrado na África guarda marca de impacto gigante de 3,5 bilhões de anos e pode revelar como era o sistema solar quando a vida começava a surgir na Terra

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 18/06/2026 às 14:06
Atualizado em 18/06/2026 às 14:10
Fragmento da Lua achado na África registra impacto de 3,5 bilhões de anos e conecta colisões na Terra, Lua e Vesta.
Fragmento da Lua achado na África registra impacto de 3,5 bilhões de anos e conecta colisões na Terra, Lua e Vesta.
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Pequeno meteorito lunar encontrado no noroeste da África preserva marcas de impactos sucessivos, incluindo uma colisão ocorrida há cerca de 3,5 bilhões de anos, período em que a vida primitiva surgia na Terra e grandes eventos ainda atingiam diferentes corpos do sistema solar.

Um fragmento da Lua encontrado no noroeste da África pode registrar um impacto gigantesco ocorrido há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando a vida primitiva começava a surgir na Terra e o sistema solar interno ainda sofria colisões devastadoras.

Fragmento da Lua guarda marcas de três impactos

O meteorito lunar Noroeste da África 12593 preserva sinais de três episódios distintos. O mais antigo teria sido forte o suficiente para derreter parte da superfície lunar, formando uma camada de rocha fundida que, por pouco tempo, se comportou como lava.

A descoberta é rara porque a Terra quase apagou registros antigos. Erosão, soterramento e tectônica de placas reciclaram grande parte da crosta terrestre. A Lua, sem oceanos, clima e placas tectônicas, conservou cicatrizes geológicas.

O estudo na revista Geology relaciona esse impacto lunar a evidências de colisões antigas também registradas na Terra e em Vesta, um dos maiores corpos do cinturão de asteroides. A coincidência ajuda a reconstruir vizinhança cósmica.

Calor extremo deixou assinatura mineral

A datação radiométrica indicou que o impacto mais antigo no fragmento da Lua ocorreu há cerca de 3,5 bilhões de anos. O método acompanha elementos radioativos para estimar a idade preservada.

A principal pista veio de vestígios associados à zircônia cúbica, mineral que se forma apenas em temperaturas elevadas. Em NWA 12593, os pesquisadores identificaram marcas deixadas depois que esse mineral se decompôs e recristalizou, revelando aquecimento intenso e breve.

Esse registro indica que a colisão liberou energia suficiente para alterar o material lunar. Depois, um segundo impacto quebrou a camada antiga de material fundido e ajudou a formar uma brecha, rocha composta por fragmentos unidos pelo impacto.

O terceiro evento ocorreu depois. Essa colisão lançou o pedaço de rocha para fora da Lua, colocando o meteorito em uma trajetória que cruzou a Terra e permitiu sua descoberta no deserto africano.

Impactos ajudam a entender a Terra jovem

O aspecto mais intrigante do NWA 12593 é a coincidência com registros de grandes impactos na Terra e em Vesta. Para os cientistas, encontrar sinais compatíveis em três mundos, especialmente de uma época tão antiga, é incomum.

Naquele período, os planetas já estavam formados, mas ainda havia detritos suficientes para provocar colisões frequentes. Esses impactos poderiam remodelar costas, agitar mares locais, alterar a atmosfera e afetar ecossistemas primitivos.

Também poderiam criar ambientes onde processos químicos prosperassem. Por isso, a data preservada no meteorito oferece mais um ponto de referência para investigar como eventos catastróficos influenciaram o cenário em que a vida se estabelecia.

Meteoritos lunares complementam amostras trazidas pelas missões Apollo, Luna e Chang’e, vindas de regiões limitadas. Outro meteorito, o NWA 16286, datado de 2,35 bilhões de anos, reforça que rochas lunares podem preencher lacunas sobre impactos, vulcanismo e evolução.

O que mais chama sua atenção nessa descoberta: a ligação entre impactos na Lua, Terra e Vesta, ou o fato de uma pequena rocha encontrada no deserto carregar pistas de uma época tão antiga? Comente sua opinião e diga qual ponto merece mais explicação.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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