A Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência (FPSO) Bacalhau chegou ao Campo de Bacalhau, localizado na Bacia de Santos, no último sábado (22 de fevereiro de 2025).
A partir de agora, as equipes do projeto iniciam o processo de ancoragem da unidade, contando com o suporte de quatro rebocadores. Esse procedimento é essencial para garantir a segurança e a estabilidade da plataforma durante suas atividades de produção. Paralelamente, as equipes preparam as próximas etapas do cronograma. Conduziremos cada fase com precisão e monitoramento rigoroso.
Próximas Etapas do Projeto Bacalhau
O Vice-presidente Sênior de Desenvolvimento de Projetos da Equinor, Trond Bokn, comentou sobre as próximas fases do projeto:
“Com a chegada do FPSO Bacalhau, nosso foco estará nas próximas etapas do projeto. Inicialmente, realizaremos a ancoragem, seguida da conexão dos umbilicais e risers ao FPSO. Posteriormente, iniciaremos o pré-comissionamento e o comissionamento, que está previsto para começar em abril de 2025 e concluir até setembro de 2025, incluindo os poços já perfurados. Nosso objetivo principal é garantir um início seguro e eficiente das operações. Todas as etapas serão rigorosamente monitoradas para otimizar os processos.”
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Importância do Projeto Bacalhau para a Equinor e o Brasil
A Presidente da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, destacou a importância estratégica do projeto:
“Bacalhau é um projeto relevante dentro do portfólio da Equinor. Com mais de 1 bilhão de barris de reservas recuperáveis estimadas, a chegada do FPSO ao campo representa um passo fundamental para a operação. Esse projeto demonstra a importância da cooperação entre nossa equipe, parceiros e fornecedores para alcançar um objetivo comum. Além disso, essa colaboração fortalece a eficiência operacional e aprimora os resultados.”
Detalhes Técnicos do FPSO Bacalhau
Após a finalização da ancoragem, a equipe retomará o escopo de instalação. As atividades incluem a recuperação dos umbilicais e risers já instalados no leito marinho para conectá-los ao FPSO, além do avanço no comissionamento da unidade. Durante essa fase, a equipe utilizará uma embarcação de apoio para fornecer suporte operacional, realizar manutenção e garantir a segurança das operações. Todos os envolvidos planejarão cada etapa para minimizar riscos.
Com 370 metros de comprimento e 64 metros de largura, o FPSO Bacalhau tem capacidade para produzir até 220 mil barris de petróleo por dia. A MODEC, empresa responsável pelo projeto do casco, desenvolveu a unidade. Além disso, o FPSO Bacalhau será a primeira unidade no Brasil a utilizar turbinas a gás de ciclo combinado, o que aumenta a eficiência energética e reduz as emissões de CO₂ em aproximadamente 110 mil toneladas por ano. Dessa forma, o avanço reforça o compromisso da Equinor com a sustentabilidade ambiental.
Impacto Econômico e Social do Projeto Bacalhau
As dimensões do FPSO Bacalhau refletem sua importância para a Equinor e para o Brasil. Ao longo de todo o ciclo de vida do projeto, estima-se que o Bacalhau gere aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos. Quando somados ao projeto Raia, também operado pela Equinor na Bacia de Campos, esse número chega a 100 mil empregos diretos e indiretos. Por isso, esse impacto fortalece a indústria offshore no Brasil e pode atrair novos investimentos para o setor.
Fontes do Projeto Bacalhau
Fontes oficiais do setor, incluindo Equinor, ExxonMobil, Petrogal Brasil e PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.), forneceram as informações desta matéria junto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Além disso, a Equinor baseou os dados técnicos em relatórios internos e em informações divulgadas em eventos da indústria.
Assim, o FPSO Bacalhau representa um avanço estratégico para a indústria offshore brasileira. A combinação entre tecnologia avançada e colaboração internacional permite uma exploração eficiente e sustentável dos recursos do pré-sal. Além disso, a chegada desta unidade à Bacia de Santos fortalece o compromisso da Equinor e de seus parceiros com o desenvolvimento energético do Brasil. Esse projeto trará benefícios para a economia nacional e para o setor de petróleo e gás. Espera-se que esse investimento gere novas oportunidades.

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