Startup da Finlândia desenvolveu nova bateria de areia que promete eliminar o uso de petróleo e reduzir drasticamente as emissões de gases poluentes.
Uma grande bateria de areia futuramente aquecerá o município de Pornainen, na Finlândia. O sistema é um tipo de armazém de energia térmica que usa areia. A expectativa é que a tecnologia possa atender as demandas por aquecimento da região, deixando de lado o uso de petróleo e mitigando significativamente as emissões de carbono.
O projeto, que promete acabar com o uso de petróleo, está sendo desenvolvido pela startup Polar Night Energy, que planeja finalizar sua construção em um ano e um mês. A bateria de areia usa o material como um condutor de calor, armazenando-o para posteriormente gerar energia.
O sistema da Polar Night Energy é um pouco diferente nesse sentido, visto que substitui a areia por pedra-sabão triturada. O objetivo é transformar o excesso de energia produzida por fontes eólicas e solares em energia térmica através de um processo chamado de aquecimento resistivo. Isso aquecerá o ar, que será conduzido por tubos de transferência de calor até as pedras-sabão trituradas. Esse ar quente armazenado poderá ser utilizado para aquecer casas na Finlândia durante o inverno.
-
O que antes era descartado agora ganha valor: pesquisadora da UFPI cria suplemento alimentar proteico a partir de resíduos da tilápia, unindo inovação, sustentabilidade e aproveitamento integral do pescado em uma solução com potencial impacto econômico
-
Mulheres estão sendo rastreadas sem perceber em São Paulo: tags menores que uma moeda, escondidas em carros, bolsas e até objetos de crianças, revelam uma nova forma silenciosa de perseguição que pode terminar em crime de stalking
-
A 300 metros de um data center de inteligência artificial de US$ 750 milhões, a torneira de dona Beverly, secou: o poço encheu de sedimento, ela já gastou US$ 5 mil e não tem os US$ 25 mil para trocá-lo
-
Holanda registra primeiro caso de eutanásia em criança desde ampliação das regras para menores
A bateria de areia, que está sendo produzida na Finlândia e pode acabar com o uso de petróleo, terá 13 metros de altura e 15 metros de largura, com uma potência de aquecimento de 1 MW e capacidade para armazenar até 100 MW-hora de energia térmica. Isso é suficiente para aquecer toda a região de Pornainen e consequentemente, reduzir as emissões de carbono do município.
Segundo a empresa, as emissões de dióxido de carbono devem ser reduzidas em 70% com o uso da tecnologia, visto que eliminará a necessidade de petróleo e reduzirá cerca de 60% a queima de resíduos de madeira, como a serragem.
Bateria de areia é mais acessível que o Petróleo
Em contraste com várias outras opções de geração de energia prejudiciais ao meio ambiente, a bateria de areia da Finlândia representa uma alternativa promissora. Além de serem mais acessíveis, possuem um menor impacto ambiental e contribuem para a redução das mudanças climáticas. Apesar de ainda existirem desafios, como a perda de energia na conversão térmica, o potencial econômico e ambiental das baterias é animador.
Vale mencionar que a Polar Night Energy foi fundada em 2016 por dois jovens especialistas em energia térmica. A ideia, que surgiu no ambiente universitário, começou a ser aplicada no mundo real quando a dupla fechou uma parceria com o fornecedor de energia Vatajankoski.
A startup ganhou apoio do governo local. O país enfrenta a falta de combustível devido ao aumento dos preços do gás. A Rússia cortou o fornecimento de gás à Finlândia por se recusar a pagar em rublos.
Inovações para a geração de energia
Uma inovação científica pode mudar a forma como armazenamos energia. Pesquisadores do Instituto Químico de Energia e Meio Ambiente (IQUEMA) da Universidade de Córdoba (Espanha) desenvolveram uma bateria que transforma energia química em energia elétrica utilizando hemoglobina.
A hemoglobina está presente no sangue e é a proteína responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos, pelos glóbulos vermelhos. Desta forma, recebe o pelido de bateria de sangue.
Os pesquisadores usaram baterias de zinco-ar, que unem o oxigênio atmosférico e o metal zinco em um eletrólito alcalino líquido, gerando eletricidade com um subproduto do óxido de zinco produzido na reação. O protótipo funciona da seguinte maneira: A hemoglobina facilita a reação eletroquímica, chamada de Reação de Redução de Oxigênio (ORR).

