Encerramento da produção da Amarok na Argentina abre espaço para uma nova fase da picape no Mercosul, com eletrificação no horizonte e parceria técnica com a chinesa SAIC.
A Volkswagen vai encerrar, no segundo semestre de 2026, a produção da atual geração da Amarok na fábrica de General Pacheco, na Argentina, abrindo caminho para a próxima fase da picape média na região.
A mudança, antecipada por publicações argentinas e repercutida por veículos especializados, mira a transição industrial para um novo projeto, cuja fabricação é esperada a partir de 2027 na mesma planta.
Enquanto a linha não muda de página, a Amarok V6 3.0 turbodiesel segue no portfólio e deve continuar aparecendo nos showrooms brasileiros ao longo de 2026, já que a produção precisa de tempo para ser escoada no mercado regional.
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Com mais de 15 anos de trajetória desde a estreia da primeira Amarok sul-americana produzida em Pacheco, o modelo chega a uma etapa em que a atualização deixa de ser cosmética e passa a envolver base, eletrônica e opções de motorização.

Investimento e adaptação da fábrica argentina para a nova geração
A fábrica argentina está em fase de adaptação para receber o programa que a Volkswagen chama de “Amarok América do Sul”, e o cronograma citado por reportagens aponta o fim da geração atual antes do início da nova produção.
Além do ajuste de processos e ferramental, a montadora anunciou investimento de US$ 580 milhões na Argentina ligado ao desenvolvimento e à industrialização da futura picape, sinalizando que o projeto é tratado como estratégico para o Mercosul.
Nesse tipo de transição, a descontinuação não costuma acontecer no mesmo dia em todos os mercados, mas o encerramento na fábrica é o marco que determina o ritmo de abastecimento das concessionárias e o horizonte de disponibilidade da geração atual.
Ainda assim, o fechamento da produção não significa sumiço imediato nas lojas, porque estoques e logística podem manter versões à venda por um período, especialmente quando há procura por configurações já consolidadas como o V6 turbodiesel.
Parceria Volkswagen e SAIC e plataforma compartilhada
A próxima Amarok sul-americana nasce de um desenvolvimento conjunto com a chinesa SAIC, parceira da Volkswagen em projetos e operações na China, e a plataforma citada para a nova picape se conecta a produtos do grupo asiático.

Em entrevista citada por reportagens, o CEO global da Volkswagen, Thomas Schäfer, descreveu a cooperação como um esforço técnico compartilhado, afirmando: “Temos uma aliança estratégica de longa data com o Grupo SAIC na China”.
A referência mais direta dessa base é a Maxus Terron 9, modelo do ecossistema da SAIC que já foi apresentado em eventos internacionais e aparece como ponto de partida estrutural para a Amarok destinada à América do Sul.
Mesmo com o parentesco de arquitetura, a estratégia tende a separar identidade e calibração, já que a Volkswagen costuma ajustar design, pacote eletrônico e conjunto mecânico para atender exigências e preferências regionais.
Motorização híbrida na nova Amarok e o que ainda não foi detalhado
O que está colocado, até aqui, é que a nova geração terá algum grau de eletrificação, sem confirmação pública sobre o formato, já que a Volkswagen não detalhou se a solução será híbrida leve, plena ou plug-in.
Essa indefinição aparece também quando se observa a Terron 9, porque a picape do grupo parceiro pode ser ofertada com alternativas diferentes de propulsão conforme o mercado, o que impede uma associação automática ao sistema que a Amarok usará.
Apesar disso, reportagens levantam a possibilidade de a eletrificação conversar com um motor diesel de seis cilindros já conhecido, em versão atualizada, dentro de uma estratégia que preserva desempenho e amplia eficiência energética.
Motor 3.0 V6 turbodiesel com sistema 48V no radar

Um dos elementos citados nesse cenário é a evolução do 3.0 V6 turbodiesel da família EA897, rebatizada como EA897evo4, que estreou em modelos como Audi Q5 e Audi A6 na Europa com eletrificação de 48 volts.
Nessas aplicações, o conjunto combina sistema híbrido leve e recursos voltados a reduzir atraso de resposta e consumo, com auxílio elétrico em determinadas situações, mas não há confirmação de que a calibração ou a arquitetura sejam replicadas na Amarok.
A associação, portanto, permanece como possibilidade mencionada por veículos especializados, sem validação oficial de potência, torque ou configuração final, o que exige cautela ao tratar o trem de força da futura picape como fato fechado.
Picape da MG no Brasil e aumento da concorrência em 2027
No mesmo horizonte de 2027, publicações automotivas apontam que uma picape média ligada à SAIC e à marca MG pode entrar no plano de produtos para o Brasil, ampliando a disputa no segmento em que a Amarok atua.
Com a Volkswagen redesenhando a Amarok para a próxima década e fabricantes asiáticos olhando para a mesma faixa de mercado, a reorganização da oferta tende a mexer com preços, versões e estratégias de pós-venda no país e na região.

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