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Fabricante brasileira da Nike e Adidas leva produção ao Paraguai após investir US$ 40 milhões em nova fábrica, buscar energia mais barata e criar mais de 600 empregos

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/05/2026 às 18:32
Grupo Dass investe US$ 40 milhões no Paraguai para produzir itens de Nike e Adidas com menos impostos e energia barata.
Grupo Dass investe US$ 40 milhões no Paraguai para produzir itens de Nike e Adidas com menos impostos e energia barata.
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Informação sobre saída da Nike e Adidas do Brasil não foi confirmada; o que existe, segundo apuração, é a abertura de uma nova operação do Grupo Dass no Paraguai, sem fechamento das fábricas brasileiras

Nota de atualização editorial: esta matéria foi atualizada em 22 de maio de 2026 para corrigir e esclarecer informações sobre a operação do Grupo Dass no Paraguai. Diferentemente do que circulou em publicações nas redes sociais e em interpretações iniciais sobre o caso, não há confirmação de que Nike e Adidas estejam deixando o Brasil. O fato confirmado é que o Grupo Dass, fabricante e licenciador de marcas esportivas, abriu uma nova operação no Paraguai, mas afirma que suas unidades brasileiras seguem em funcionamento.

A informação de que Nike e Adidas saíram do Brasil para produzir no Paraguai ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, depois da divulgação de notícias sobre a expansão internacional do Grupo Dass, empresa brasileira ligada à fabricação de produtos esportivos.

No entanto, a apuração posterior mostrou que a interpretação de que as marcas teriam deixado o país não corresponde ao fato confirmado.

Segundo o Poder360, o Grupo Dass começou a operar no Paraguai por meio da Dasstex, unidade voltada à produção de confecções, em parceria com o Grupo Texcin. O projeto prevê investimento de US$ 40 milhões e deve gerar mais de 600 empregos no país vizinho.

Porém, a própria Dass afirmou ao Poder360 que os investimentos feitos no Paraguai desde 2025 não levarão ao fechamento de unidades no Brasil nem na Argentina. A companhia também declarou que seria “operacionalmente e tecnicamente impossível” transferir linhas de produção ou maquinário de calçados para a planta paraguaia.

O que realmente aconteceu com Nike, Adidas e Grupo Dass

O caso começou com a divulgação de que o Grupo Dass, empresa com atuação no setor esportivo há décadas, iniciou uma operação no Paraguai.

A companhia fabrica, licencia ou distribui produtos ligados a marcas esportivas conhecidas, como Nike, Adidas, Umbro, Fila, Asics e outras, dependendo do tipo de contrato, mercado e linha de produto.

A nova unidade paraguaia, entretanto, não significa que Nike e Adidas tenham fechado fábricas no Brasil, nem que tenham transferido toda a operação brasileira para o país vizinho.

O que existe, até o momento, é a abertura de uma nova frente produtiva do Grupo Dass no Paraguai, dentro de uma estratégia regional.

Além disso, o projeto foi associado a vantagens industriais oferecidas pelo país vizinho, como custos operacionais menores, energia mais barata e incentivos fiscais.

Ainda assim, essa expansão não equivale a uma saída da Nike e Adidas do Brasil.

Grupo Dass nega fechamento de fábricas no Brasil

A checagem feita pelo Aos Fatos classificou como falsa a alegação de que fábricas de Adidas, Nike e Umbro deixariam o Brasil para operar no Paraguai.

Segundo a publicação, o Grupo Dass apenas abriu uma nova fábrica no país vizinho, enquanto as operações brasileiras continuam. A empresa afirmou ao Aos Fatos que não existe qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades no Brasil.

A apuração também informou que a unidade paraguaia atua apenas no segmento de confecção e possui uma operação menor em relação à estrutura mantida pela empresa no Brasil.

De acordo com o Aos Fatos, o Grupo Dass tem duas unidades corporativas, uma unidade comercial e oito fábricas no Brasil, além de unidades técnicas. (Aos Fatos)

Portanto, a informação correta é que o grupo ampliou sua presença regional com uma operação no Paraguai, mas não abandonou o Brasil.

Por que a informação gerou confusão nas redes sociais

A confusão ocorreu porque parte das publicações misturou três pontos diferentes: a abertura de uma unidade do Grupo Dass no Paraguai, a relação da empresa com marcas esportivas famosas e o debate sobre custos industriais no Brasil.

Com isso, a informação de que um grupo brasileiro ligado à fabricação de produtos para marcas como Nike e Adidas passou a operar no Paraguai acabou sendo interpretada, de forma exagerada, como se as próprias marcas tivessem deixado o Brasil.

Essa diferença é essencial.

Uma coisa é uma fornecedora ou licenciada abrir operação em outro país.

Outra, bem diferente, é afirmar que Nike e Adidas fecharam operações brasileiras e transferiram tudo para o Paraguai.

Até agora, as fontes consultadas indicam que a segunda afirmação não procede.

O que dizia a notícia original usada como base

A matéria original do Poder360 informou que o Grupo Dass, de Santa Catarina, começou a operar no Paraguai com a Dasstex, unidade voltada à produção de confecções.

O texto também destacou que a operação foi montada em parceria com o Grupo Texcin e que o investimento previsto é de US$ 40 milhões, com geração de mais de 600 empregos.

Além disso, o Poder360 informou que a empresa negou fechamento de unidades no Brasil e afirmou que suas fábricas brasileiras continuam em atividade.

Dessa forma, o próprio texto usado como base já trazia uma ressalva importante: não havia confirmação de saída da Nike e Adidas do Brasil.

Abertura no Paraguai não significa saída do Brasil

Empresas industriais podem ampliar operações internacionais sem encerrar fábricas no país de origem.

No caso do Grupo Dass, a operação no Paraguai se soma à estrutura existente, segundo as informações divulgadas até agora.

O Paraguai tem atraído empresas brasileiras por causa de custos menores, regras específicas para exportação e regime de maquila.

Esse movimento, no entanto, precisa ser tratado como expansão regional, e não como fechamento automático de fábricas brasileiras.

A leitura mais precisa, portanto, é que o Grupo Dass busca complementar sua estratégia produtiva na América do Sul.

Essa expansão pode ter relação com competitividade, custos e acesso a mercados, mas não comprova uma saída da Nike, Adidas ou Umbro do Brasil.

O que fica confirmado até agora

  • Até esta sexta-feira, 22 de maio de 2026, o que está confirmado é:
  • O Grupo Dass abriu operação no Paraguai por meio da Dasstex.
  • O projeto envolve parceria com o Grupo Texcin.
  • O investimento divulgado é de US$ 40 milhões.
  • A expectativa é criar mais de 600 empregos no Paraguai.
  • A operação está ligada à produção de confecções esportivas.
  • O Grupo Dass afirma que não fechará suas unidades no Brasil.
  • Não há confirmação oficial de que Nike e Adidas saíram do Brasil.
  • Também não há confirmação de transferência integral das operações brasileiras para o Paraguai.

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Marcelo Gustavo
Marcelo Gustavo
22/05/2026 21:08

Impressionante como dão a notícia , tentam a todos custo camuflar esse gov de canalhas **** , saqueadores da pátria , junto com uns milhões de imbecis e carimbado pela mídia imunda liderada por essa satânica ****.

Lucio Pinto Grosso no rabo de Bolsonarista
Lucio Pinto Grosso no rabo de Bolsonarista
Em resposta a  Marcelo Gustavo
25/05/2026 11:42

Bebedor de detergente achando ruim! Por causa do preço da energia! Mas deixa eu refrescar sua memoria, me lembre qual foi o governo que privatizou a eletrobras a preço de ****?

patriota sim, patriotário não
patriota sim, patriotário não
22/05/2026 11:42

“Procurada pelo Poder360, a Dass disse em nota que os investimentos que faz no Paraguai desde 2025 não vão levar ao fechamento de suas unidades no Brasil e na Argentina.

“É operacionalmente e tecnicamente impossível cogitar a transferência de linhas de produção ou maquinário de calçados (seja do Brasil ou da Argentina) para a planta paraguaia”, afirmou. A empresa foi fundada há 46 anos e tem 8 fábricas no Brasil: 7 na Bahia e uma no Ceará. “Não existe possibilidade de fechamento de unidades no Brasil”, acrescentou…. (fonte: Poder 360)

Chorem gadonaros kkkkkkkk

Mario
Mario
22/05/2026 09:40

Com certeza se o Brasil desse estabilidade fiscal , o grupo Dass , estaria investindo esses 40 Milhões no Brasil onde já tem operação.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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