Com estudos da Ferrogrão aprovados pela ANTT e enviados ao TCU, governo Lula acelera concessão de 933 quilômetros entre Sinop e Miritituba para escoar soja, reduzir caminhões na BR 163, cortar emissões, integrar o Anel Ferroviário do Sudeste e destravar 4,6 bilhões em investimentos logísticos em toda a região produtora.
Na última semana, o Ministério dos Transportes aprovou os estudos técnicos atualizados da Ferrogrão (EF-170), reabrindo o caminho para a concessão de 933 quilômetros de trilhos entre Sinop, em Mato Grosso, e Miritituba, no Pará, dentro do pacote de projetos ferroviários previsto até 2026.
Com os estudos já validados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres e agora enviados ao Tribunal de Contas da União, o governo Lula tenta acelerar a migração da soja e de outros grãos da BR 163 para os trilhos, prometendo menos caminhões, menos acidentes e frete mais competitivo rumo aos portos do Arco Norte.
Ferrogrão destrava corredor da soja entre Sinop e Miritituba
Pensada como um corredor alternativo para o agronegócio do Centro Oeste, a Ferrogrão liga a região produtora de Sinop, no norte de Mato Grosso, ao terminal de Miritituba, no Pará.
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Na prática, a ferrovia promete esvaziar a dependência da BR 163, rota hoje sobrecarregada por carretas de grãos que seguem em direção aos portos do chamado Arco Norte.
A concessão da Ferrogrão é vista pelo Ministério dos Transportes como peça central na estratégia de aumentar a participação do modal ferroviário na matriz de transporte, reduzindo o peso das rodovias em longas distâncias.
Com 933 quilômetros de extensão, o traçado foi planejado justamente para aproximar a produção agrícola dos terminais hidroviários e portuários sem exigir viagens inteiras por asfalto.
Estudos técnicos da Ferrogrão ganham atualização completa
Os estudos atualizados da Ferrogrão incorporam revisões em demanda, engenharia, operação, meio ambiente e modelagem econômico financeira, além de análises mais detalhadas de custo benefício socioeconômico.
O trabalho também traz um balanço de emissões de gases de efeito estufa e amplia os programas de mitigação e compensação socioambiental previstos ao longo do traçado.
Na avaliação da equipe técnica, essa atualização deixa o projeto mais robusto para enfrentar o crivo do Tribunal de Contas da União.
A ideia é que, com números mais precisos sobre demanda de carga, impactos ambientais e retorno econômico, a Ferrogrão chegue à etapa de licitação com maior segurança jurídica para o poder público e para investidores privados.
Menos caminhões na BR 163, frete mais barato e menos emissões
O objetivo central é claro: tirar caminhões da BR 163. Ao deslocar o fluxo de grãos para os trilhos entre Mato Grosso e Pará, a Ferrogrão tende a reduzir sinistros e congestionamentos em uma das rodovias mais críticas para o escoamento da safra brasileira.
Com a carga transferida para o trem, o Ministério dos Transportes projeta menor custo logístico para produtores e consumidores, impacto direto no preço final dos alimentos e aumento da competitividade do Brasil no mercado internacional.
A concentração do transporte em composições ferroviárias também deve resultar em queda relevante nas emissões de gases de efeito estufa, alinhando o corredor de exportação às metas ambientais do país.
Anel Ferroviário do Sudeste entra na mesma vitrine de concessões
Enquanto a Ferrogrão avança rumo ao TCU, outro projeto estratégico foi destravado: a EF 118, conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste.
O Ministério dos Transportes concluiu a etapa de participação social do empreendimento, que também integra a carteira de concessões ferroviárias previstas para 2026.
O relatório final dessa fase será incorporado ao Plano de Outorga do ministério e servirá de base para a estruturação do edital.
A previsão é de mais de 4,6 bilhões de reais em aportes privados, voltados a ampliar a capacidade logística, fortalecer a conexão entre portos, áreas industriais e centros produtores e organizar melhor o fluxo ferroviário em um dos eixos econômicos mais movimentados do país.
Novos trilhos para o Sudeste e mudança de paradigma nas concessões
Com o Anel Ferroviário do Sudeste, o plano do governo é espalhar os ganhos da Ferrogrão para além do Centro Oeste, integrando o novo corredor de grãos a uma malha mais eficiente de ligação com o Sudeste industrializado.
A combinação dos dois projetos promete criar uma rede mais fluida entre áreas produtoras, polos industriais e terminais portuários.
Segundo o Ministério dos Transportes, esse conjunto de medidas marca uma mudança de paradigma nas concessões ferroviárias, com projetos mais maduros, estudos mais detalhados e maior diálogo com a sociedade nas fases de audiência e consulta pública.
Na sua opinião, a Ferrogrão e o Anel Ferroviário do Sudeste realmente vão sair do papel até 2026 ou o país ainda deve se preparar para novos atrasos nos trilhos?

O povo não esquece o movimento dos caminhoneiros fechando rodovias para defender os ****-**** do mito.
O que o governo fizer para enfraquecer o movimento desta turma, através de novos modais, de “trabalhadores” torna a nossa democracia mais segura.
Na minha opinião essa manobra serve mais para desviar verbas e causar desemprego aos motoristas do o próprio progresso. Deveria investir em rodovias mais modernas e colocar balança para evitar excesso de peso evitando desgaste nas mesmas.
Isso não causa desemprego, pois os caminhões continuarão sendo necessários para transportar produtos até os portos intermodais. O que vai mudar é que as distâncias percorridas serão menores. Os caminhões nunca serão extintos enquanto houver produção em fazendas, apenas terão suas rotas otimizadas.
Esta ferrovia já estaria funcionando a tempo, não fosse a intervenção do STF, no governo anterior