Ferrari revela nome do primeiro elétrico, antecipa interior e reforça dados técnicos do modelo que inaugura uma nova fase da marca, mantendo foco em desempenho, identidade e produção própria enquanto adia a apresentação completa do design externo.
A Ferrari confirmou que o seu primeiro carro totalmente elétrico se chamará Luce.
A marca divulgou novos teasers com recortes do interior, além de reforçar informações técnicas já apresentadas anteriormente.
O modelo marca a estreia da fabricante italiana no segmento de veículos 100% elétricos.
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O nome foi revelado junto das primeiras imagens oficiais da cabine.
O desenho externo completo segue mantido em sigilo para uma apresentação futura.
A mudança de nomenclatura encerra, ao menos por ora, o uso do nome “Elettrica”, que vinha sendo associado ao projeto desde os primeiros anúncios.
De acordo com a própria Ferrari, o Luce contará com um sistema sonoro desenvolvido para amplificar vibrações reais do trem de força elétrico, em vez de recorrer apenas a sons artificiais.
A estratégia, segundo a empresa, busca preservar características sensoriais associadas à condução de seus esportivos, mesmo em um conjunto movido a baterias.
Nome Ferrari Luce e estratégia de eletrificação da marca
Segundo informações do portal Autoesporte, o nome Luce, que significa “luz” em italiano, foi anunciado junto do primeiro pacote visual do carro, concentrado em bancos, volante, instrumentos e comandos.
Ao mesmo tempo, a Ferrari informou que o exterior será revelado apenas em uma etapa posterior, prevista para ocorrer em um evento específico ainda este ano.
Até lá, a marca mantém sob reserva as linhas finais da carroceria.
Enquanto apresenta o seu primeiro elétrico puro, a Ferrari tem reiterado que não pretende abandonar os motores a combustão e os sistemas híbridos no curto prazo.

Em comunicações recentes, a empresa indicou que sua estratégia para os próximos anos prevê a convivência de diferentes tecnologias.
A participação dos elétricos será inferior à inicialmente projetada em planos divulgados no início da década.
Interior da Ferrari Luce e colaboração com LoveFrom
O interior do Luce foi desenvolvido em colaboração com a LoveFrom, coletivo criativo fundado por Jony Ive e Marc Newson.
A informação foi confirmada pela Ferrari na divulgação dos teasers.
Ive ficou conhecido pelo trabalho de design na Apple.
Sua participação no projeto aparece associada a uma cabine que prioriza simplicidade visual e uso de comandos físicos, segundo a descrição oficial da marca.
Em vez de centralizar todas as funções em grandes telas sensíveis ao toque, a proposta declarada para o Luce é manter uma interação mais direta entre motorista e veículo.
Materiais como alumínio reciclado e vidros especiais foram destacados pela Ferrari como parte da composição do interior.
A intenção é reforçar durabilidade e sensação tátil dos comandos.
As informações divulgadas também mencionam a presença de três displays a bordo.
O conjunto inclui o painel de instrumentos voltado ao motorista, integrado à coluna de direção, com telas OLED sobrepostas.
Há ainda módulos adicionais de controle.
Uma chave em vidro com tecnologia E-Ink foi citada como parte do processo de ativação do veículo e da experiência de uso proposta para o modelo.
Produção interna e desenvolvimento da plataforma elétrica
No campo industrial, a Ferrari tem enfatizado que componentes considerados centrais para o Luce foram desenvolvidos e produzidos internamente.
A empresa citou a estrutura conhecida como “e-building” como base desse processo.
O espaço reúne a fabricação de baterias de alta tensão, inversores e eixos elétricos sob responsabilidade direta da marca.
Esse posicionamento dialoga com a estratégia da Ferrari de apresentar o Luce não apenas como um produto de transição.
O modelo é descrito como tendo identidade própria dentro do portfólio.
Em comunicações anteriores, a fabricante afirmou que o elétrico foi concebido para oferecer níveis de desempenho compatíveis com os padrões históricos da empresa.
Isso ocorre apesar da arquitetura completamente diferente dos modelos a combustão.
Quatro motores elétricos e mais de 1.000 cv de potência
A arquitetura mecânica do Luce é composta por quatro motores elétricos de ímãs permanentes, dois em cada eixo.
A Ferrari informou que o conjunto tem relação técnica com soluções desenvolvidas para a Fórmula 1.
A potência combinada supera 1.000 cv, número divulgado pela própria marca em apresentações institucionais.
Segundo dados repercutidos pela imprensa especializada, o modelo deve acelerar de 0 a 100 km/h em aproximadamente 2,5 segundos.
A velocidade máxima é superior a 310 km/h. A distribuição de potência privilegia o eixo traseiro.
Ele responde pela maior parte da força total. Os motores dianteiros atuam de forma complementar.
Há possibilidade de desacoplamento em determinadas condições de uso.
O pacote inclui ainda sistemas avançados de gerenciamento de torque e controle dinâmico, com distribuição individual de força por roda.
A Ferrari associa essas soluções à busca por estabilidade e previsibilidade de comportamento.
Essas características são consideradas essenciais para um GT de alto desempenho dentro da proposta do Luce.
Bateria da Ferrari Luce, recarga rápida e autonomia
O Luce utiliza uma bateria integrada ao assoalho do veículo.
Segundo a fabricante, essa solução contribui para reduzir o centro de gravidade em cerca de 80 milímetros em comparação com um modelo equivalente a combustão.
A capacidade informada é de 122 kWh.
A densidade energética é próxima de 195 Wh/kg.
As especificações divulgadas também apontam para suporte a recarga rápida em corrente contínua de até 350 kW.
Isso é viabilizado por uma arquitetura elétrica de alta tensão.
A autonomia estimada supera 530 quilômetros, de acordo com projeções apresentadas pela própria Ferrari.
Os dados ainda não foram homologados por ciclos oficiais de consumo.
Sistema sonoro e identidade acústica do elétrico
Além do desempenho, a Ferrari tem destacado o desenvolvimento de um sistema sonoro específico para o Luce.
Em vez de simular artificialmente o ruído de motores a combustão, a empresa afirma que o carro utilizará amplificação de vibrações reais do conjunto elétrico.
A solução foi descrita como uma forma de criar uma assinatura acústica própria.
Segundo declarações institucionais, ela busca manter compatibilidade com a identidade histórica da marca.
Com o nome definido, o interior parcialmente revelado e as principais especificações técnicas já conhecidas, o Luce segue aguardando a apresentação completa do seu desenho externo.
Quando a Ferrari mostrar a carroceria, o público poderá avaliar de que forma o primeiro elétrico da marca dialoga com o legado visual de Maranello e com as exigências de uma nova fase tecnológica.


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