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Ferrari Luce: conheça o primeiro carro elétrico da marca, com interior minimalista inspirado nos esportivos dos anos 1970, quatro motores elétricos e potência acima de 1.000 cv, além de aceleração de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e autonomia superior a 530 km.

Escrito por Ana Alice
Publicado em 10/02/2026 às 05:46
Atualizado em 10/02/2026 às 05:49
Assista o vídeoFerrari Luce será o primeiro carro elétrico da marca, com interior revelado, mais de 1.000 cv e produção própria. Conheça os detalhes. (Imagem: Reprodução/Ferrari)
Ferrari Luce será o primeiro carro elétrico da marca, com interior revelado, mais de 1.000 cv e produção própria. Conheça os detalhes. (Imagem: Reprodução/Ferrari)
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Ferrari revela nome do primeiro elétrico, antecipa interior e reforça dados técnicos do modelo que inaugura uma nova fase da marca, mantendo foco em desempenho, identidade e produção própria enquanto adia a apresentação completa do design externo.

A Ferrari confirmou que o seu primeiro carro totalmente elétrico se chamará Luce.

A marca divulgou novos teasers com recortes do interior, além de reforçar informações técnicas já apresentadas anteriormente.

O modelo marca a estreia da fabricante italiana no segmento de veículos 100% elétricos.

O nome foi revelado junto das primeiras imagens oficiais da cabine.

O desenho externo completo segue mantido em sigilo para uma apresentação futura.

A mudança de nomenclatura encerra, ao menos por ora, o uso do nome “Elettrica”, que vinha sendo associado ao projeto desde os primeiros anúncios.

De acordo com a própria Ferrari, o Luce contará com um sistema sonoro desenvolvido para amplificar vibrações reais do trem de força elétrico, em vez de recorrer apenas a sons artificiais.

A estratégia, segundo a empresa, busca preservar características sensoriais associadas à condução de seus esportivos, mesmo em um conjunto movido a baterias.

Nome Ferrari Luce e estratégia de eletrificação da marca

Segundo informações do portal Autoesporte, o nome Luce, que significa “luz” em italiano, foi anunciado junto do primeiro pacote visual do carro, concentrado em bancos, volante, instrumentos e comandos.

Ao mesmo tempo, a Ferrari informou que o exterior será revelado apenas em uma etapa posterior, prevista para ocorrer em um evento específico ainda este ano.

Até lá, a marca mantém sob reserva as linhas finais da carroceria.

Enquanto apresenta o seu primeiro elétrico puro, a Ferrari tem reiterado que não pretende abandonar os motores a combustão e os sistemas híbridos no curto prazo.

Primeiro elétrico da Ferrari roda em testes na Itália (Imagem: Reprodução/Instagram/Autoesporte)
Primeiro elétrico da Ferrari roda em testes na Itália (Imagem: Reprodução/Instagram/Autoesporte)

Em comunicações recentes, a empresa indicou que sua estratégia para os próximos anos prevê a convivência de diferentes tecnologias.

A participação dos elétricos será inferior à inicialmente projetada em planos divulgados no início da década.

Interior da Ferrari Luce e colaboração com LoveFrom

O interior do Luce foi desenvolvido em colaboração com a LoveFrom, coletivo criativo fundado por Jony Ive e Marc Newson.

A informação foi confirmada pela Ferrari na divulgação dos teasers.

Ive ficou conhecido pelo trabalho de design na Apple.

Sua participação no projeto aparece associada a uma cabine que prioriza simplicidade visual e uso de comandos físicos, segundo a descrição oficial da marca.

Em vez de centralizar todas as funções em grandes telas sensíveis ao toque, a proposta declarada para o Luce é manter uma interação mais direta entre motorista e veículo.

Materiais como alumínio reciclado e vidros especiais foram destacados pela Ferrari como parte da composição do interior.

A intenção é reforçar durabilidade e sensação tátil dos comandos.

As informações divulgadas também mencionam a presença de três displays a bordo.

O conjunto inclui o painel de instrumentos voltado ao motorista, integrado à coluna de direção, com telas OLED sobrepostas.

Há ainda módulos adicionais de controle.

Uma chave em vidro com tecnologia E-Ink foi citada como parte do processo de ativação do veículo e da experiência de uso proposta para o modelo.

Produção interna e desenvolvimento da plataforma elétrica

No campo industrial, a Ferrari tem enfatizado que componentes considerados centrais para o Luce foram desenvolvidos e produzidos internamente.

A empresa citou a estrutura conhecida como “e-building” como base desse processo.

O espaço reúne a fabricação de baterias de alta tensão, inversores e eixos elétricos sob responsabilidade direta da marca.

Esse posicionamento dialoga com a estratégia da Ferrari de apresentar o Luce não apenas como um produto de transição.

O modelo é descrito como tendo identidade própria dentro do portfólio.

Em comunicações anteriores, a fabricante afirmou que o elétrico foi concebido para oferecer níveis de desempenho compatíveis com os padrões históricos da empresa.

Isso ocorre apesar da arquitetura completamente diferente dos modelos a combustão.

Quatro motores elétricos e mais de 1.000 cv de potência

A arquitetura mecânica do Luce é composta por quatro motores elétricos de ímãs permanentes, dois em cada eixo.

A Ferrari informou que o conjunto tem relação técnica com soluções desenvolvidas para a Fórmula 1.

A potência combinada supera 1.000 cv, número divulgado pela própria marca em apresentações institucionais.

Segundo dados repercutidos pela imprensa especializada, o modelo deve acelerar de 0 a 100 km/h em aproximadamente 2,5 segundos.

A velocidade máxima é superior a 310 km/h. A distribuição de potência privilegia o eixo traseiro.

Ele responde pela maior parte da força total. Os motores dianteiros atuam de forma complementar.

Há possibilidade de desacoplamento em determinadas condições de uso.

O pacote inclui ainda sistemas avançados de gerenciamento de torque e controle dinâmico, com distribuição individual de força por roda.

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A Ferrari associa essas soluções à busca por estabilidade e previsibilidade de comportamento.

Essas características são consideradas essenciais para um GT de alto desempenho dentro da proposta do Luce.

Bateria da Ferrari Luce, recarga rápida e autonomia

O Luce utiliza uma bateria integrada ao assoalho do veículo.

Segundo a fabricante, essa solução contribui para reduzir o centro de gravidade em cerca de 80 milímetros em comparação com um modelo equivalente a combustão.

A capacidade informada é de 122 kWh.

A densidade energética é próxima de 195 Wh/kg.

As especificações divulgadas também apontam para suporte a recarga rápida em corrente contínua de até 350 kW.

Isso é viabilizado por uma arquitetura elétrica de alta tensão.

A autonomia estimada supera 530 quilômetros, de acordo com projeções apresentadas pela própria Ferrari.

Os dados ainda não foram homologados por ciclos oficiais de consumo.

Sistema sonoro e identidade acústica do elétrico

Além do desempenho, a Ferrari tem destacado o desenvolvimento de um sistema sonoro específico para o Luce.

Em vez de simular artificialmente o ruído de motores a combustão, a empresa afirma que o carro utilizará amplificação de vibrações reais do conjunto elétrico.

A solução foi descrita como uma forma de criar uma assinatura acústica própria.

Segundo declarações institucionais, ela busca manter compatibilidade com a identidade histórica da marca.

Com o nome definido, o interior parcialmente revelado e as principais especificações técnicas já conhecidas, o Luce segue aguardando a apresentação completa do seu desenho externo.

Quando a Ferrari mostrar a carroceria, o público poderá avaliar de que forma o primeiro elétrico da marca dialoga com o legado visual de Maranello e com as exigências de uma nova fase tecnológica.

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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