Projeto experimental na costa de Noli utiliza estufas submersas com tecnologia hidropônica para reduzir custos e ampliar a produção agrícola
Uma iniciativa inovadora voltada à agricultura sustentável surgiu na Itália e, ao mesmo tempo, chama atenção por sua abordagem incomum e altamente tecnológica. Nesse sentido, o Nemo’s Garden, também conhecido como Jardim de Nemo, testa o cultivo de plantas dentro de biosferas submersas.
Além disso, o projeto fica próximo à cidade de Gênova, no noroeste do país, na costa da vila de Noli, onde nove cúpulas transparentes permanecem instaladas sob o mar. Dentro dessas estruturas, o ar retido exala aroma de ervas, resultado direto do cultivo em ambiente controlado, enquanto, segundo o próprio projeto e a empresa Ocean Reef, a iniciativa busca alternativas agrícolas com menor consumo de recursos.

Estrutura submarina simula estufas tecnológicas
As biosferas submarinas utilizam cúpulas de plástico transparente posicionadas abaixo da superfície do mar e, ao mesmo tempo, funcionam como estufas isoladas. Além disso, essas estruturas utilizam sistemas hidropônicos, sementes e ventiladores que mantêm a circulação do ar interno e garantem condições adequadas para o cultivo.
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Consequentemente, cada unidade opera de forma independente e cria um microambiente propício para o crescimento das plantas. De acordo com Sergio Gamberini, inventor do Nemo’s Garden e CEO da Ocean Reef, cada biosfera funciona como “uma estação espacial em miniatura”, pois mantém um sistema isolado e controlado. Dessa forma, o design das cúpulas permite a entrada de luz natural e contribui diretamente para o desenvolvimento das plantas.

Objetivo é reduzir custos e ampliar produção em regiões áridas
O projeto busca permitir que regiões costeiras com escassez de água doce produzam alimentos de forma mais eficiente e, ao mesmo tempo, sustentável. Nesse contexto, a proposta elimina a necessidade de dessalinização da água, um processo caro e com alto consumo energético.
Assim, o Nemo’s Garden surge como uma alternativa para enfrentar desafios agrícolas em áreas com recursos limitados e, ao mesmo tempo, reduzir custos operacionais. Além disso, a iniciativa diminui o consumo de energia associado à agricultura tradicional e reforça sua proposta inovadora.
Experiência prática reforça viabilidade do cultivo
O projeto chamou atenção do fotógrafo Luca Locatelli, que visitou a instalação em 2024 e documentou o funcionamento das biosferas. Durante a visita, ele acessou diretamente as estruturas submersas e observou de perto o cultivo realizado no local, o que reforça a viabilidade prática do experimento.
Além disso, Locatelli experimentou alimentos produzidos nas biosferas, incluindo pesto feito com manjericão cultivado no ambiente subaquático. Segundo o fotógrafo, iniciativas como essa impulsionam novas ideias e, ao mesmo tempo, ampliam os limites da inovação.
Inovação desafia padrões tradicionais da agricultura
O Nemo’s Garden representa uma abordagem pouco convencional para a produção de alimentos e, ao mesmo tempo, combina tecnologia, ciência e criatividade em um único conceito. Além disso, o projeto mostra que soluções inovadoras podem surgir a partir de ideias fora do padrão tradicional, ampliando as possibilidades do setor agrícola.
Apesar disso, o experimento ainda não garante viabilidade em larga escala, pois continua em desenvolvimento e avaliação. Ainda assim, o interesse gerado pela iniciativa reforça seu potencial como alternativa futura para a agricultura global, especialmente em regiões com limitações hídricas.
Diante desse cenário, será que fazendas subaquáticas podem se tornar uma solução real para os desafios alimentares do planeta?
