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Exportação de petróleo do Brasil bate recorde pela segunda vez seguida, chega a 14,5 milhões de toneladas em um só mês e fatura US$ 8,5 bilhões em outubro

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 08/11/2026 às 04:48 Atualizado em 08/11/2026 às 04:49
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Plataforma de petróleo rebocada pela Baía de Guanabara com o Cristo Redentor e o Corcovado ao fundo.
Plataforma do pré-sal chega à Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro; o petróleo virou o principal produto exportado pelo Brasil em outubro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
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A exportação de petróleo do Brasil mais que dobrou de valor em um ano e virou o principal produto vendido pelo país em outubro de 2026, puxada pelo pré-sal

O Brasil nunca vendeu tanto petróleo para fora em um único mês. Em outubro de 2026, a exportação de petróleo do Brasil chegou a 14,49 milhões de toneladas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados em 6 de novembro. É o segundo recorde mensal seguido: em setembro, o país tinha embarcado 11,7 milhões de toneladas.

A receita foi de US$ 8,54 bilhões, alta de 122,6% sobre outubro de 2025, quando as vendas de óleo bruto somaram US$ 3,84 bilhões. Com isso, o petróleo bruto virou o produto que mais trouxe dólares para o país no mês, de acordo com o Times Brasil.

Quanto petróleo o Brasil exportou por dia em outubro?

Outubro tem 31 dias. Dividindo 14,49 milhões de toneladas por esse período, a exportação de petróleo do Brasil dá cerca de 467 mil toneladas por dia (conta nossa). Em barris, com a conversão usual de 7,3 barris por tonelada, são perto de 3,4 milhões de barris por dia (conta nossa, estimativa).

Para ter ideia da escala, um petroleiro do tipo Suezmax leva cerca de 1 milhão de barris. O volume de outubro equivale a mais de 100 navios desse porte carregados em um mês (conta nossa).

Contra outubro de 2025, quando o país exportou 8,90 milhões de toneladas, o salto foi de 62,9% no volume. O preço médio subiu 36,7% no mesmo período, pelos números da Secex.

Por que a exportação de petróleo do Brasil disparou?

Dois motivos puxaram o número. O primeiro é a produção do pré-sal. A Bacia de Santos, em especial os campos de Búzios e Mero, ganhou novas plataformas em 2026, e a ANP registrou recorde de produção pelo quarto mês seguido em setembro, como mostrou o Terra. Sem o pré-sal, não haveria óleo sobrando para vender nessa escala.

Navio-plataforma de casco laranja e branco em alto-mar, com rebocador ao lado.
Navio-plataforma em operação no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. Foto: SBM/Divulgação.

O segundo é o preço. As tensões no Oriente Médio aumentaram a procura por petróleo de fora da região, e o óleo do pré-sal ficou mais caro lá fora, como relatou o Terra. Na entrevista da Secex de 6 de novembro, o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, resumiu: “Temos observado, pelo segundo mês consecutivo, um aumento significativo de exportação de petróleo bruto”.

Quem comprou o petróleo brasileiro?

Os Estados Unidos aparecem como destaque na exportação de petróleo do Brasil. As vendas do Brasil para os americanos somaram US$ 4,32 bilhões em outubro, contra US$ 2,31 bilhões um ano antes. O petróleo bruto explica cerca de metade desse aumento. As vendas para a União Europeia também cresceram 32%, com o óleo à frente da lista.

Exportação de petróleo do BrasilOutubro de 2025Outubro de 2026
Volume8,90 milhões de t14,49 milhões de t
ReceitaUS$ 3,84 bilhõesUS$ 8,54 bilhões
Variação da receita+122,6%

O que o recorde muda para a balança comercial?

O efeito na balança comercial é direto. Com o petróleo na frente, a balança comercial teve superávit de US$ 9,32 bilhões em outubro, o maior para o mês desde 1989, segundo a Agência Brasil. As vendas da indústria extrativa, grupo que inclui o óleo bruto, subiram 53,5% e chegaram a US$ 11,52 bilhões.

Em reais, os US$ 8,54 bilhões equivalem a cerca de R$ 46,9 bilhões. Isso dá mais de R$ 1,5 bilhão por dia entrando no país só com a exportação de petróleo do Brasil (conta nossa).

No acumulado de janeiro a outubro, a balança comercial soma saldo positivo de US$ 71,04 bilhões, alta de 34,1% pelos dados da Secex. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços projeta fechar 2026 com US$ 84,4 bilhões na balança comercial. Com mais plataformas do pré-sal previstas para Búzios, a próxima divulgação da Secex, no começo de dezembro, vai mostrar se o óleo segue no topo.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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