Com capacidade de 500.000 toneladas anuais, incluindo 20.000 toneladas de alumínio de alta pureza para defesa, projeto em Inola, Oklahoma, recebe US$ 500 milhões do Escritório de Demonstrações de Energia Limpa e busca reduzir importações que somaram 5,46 milhões de toneladas métricas em 2024.
Os Estados Unidos anunciaram a construção da maior fábrica de fundição de alumínio desde a década de 1980, com capacidade de 500.000 toneladas por ano, em Inola, Oklahoma, como parte de uma estratégia para reduzir importações que somaram 5,46 milhões de toneladas métricas em 2024.
maior fábrica marca retomada após queda histórica na produção
A nova unidade será construída pela Century Aluminum, produtora com sede nos EUA, conforme comunicado à imprensa. O projeto representa a primeira fundição primária de alumínio no país desde 1980 e integra a política federal de retomada da produção industrial.
No auge da produção, 33 fundições americanas produziam mais de 5 milhões de toneladas de alumínio por ano. Atualmente, restam apenas quatro unidades, com produção de 683.500 toneladas métricas, ampliando a dependência externa.
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As importações de alumínio pelos EUA atingiram 5,46 milhões de toneladas métricas em 2024. Esse cenário reforçou a decisão do governo de fortalecer a cadeia interna de suprimento de minerais críticos.
Processo industrial e capacidade prevista
A maior fábrica terá capacidade de produzir 500.000 toneladas de alumínio por ano. Desse total, 20.000 toneladas serão destinadas à produção de alumínio de alta pureza para aplicações de defesa, segundo o comunicado.
Uma fundição extrai alumínio puro a partir do óxido conhecido como alumina. O processo é eletrolítico e ocorre em temperaturas de até 980 graus Celsius, equivalentes a 1796 graus Fahrenheit.
A alumina é dissolvida em um banho aquecido. Quando a corrente elétrica atravessa o sistema, o alumínio puro se deposita no fundo do recipiente. O material é então retirado por sifonagem, purificado e transformado em ligas ou outros produtos.
A Century Aluminum já opera quatro fundições, três nos Estados Unidos e uma na Islândia. A nova unidade ampliará a capacidade produtiva interna e consolidará a posição da empresa no setor.
Investimento de US$ 500 milhões e parceria internacional
No ano passado, o Escritório de Demonstrações de Energia Limpa concedeu US$ 500 milhões à Century Aluminum para impulsionar a construção da maior fábrica primária desde 1980. O aporte integra iniciativas federais voltadas à transição energética e segurança industrial.
Além do financiamento público, a Century Aluminum firmou parceria com a Emirates Global Aluminum, que financiará parte do investimento bilionário necessário para o projeto em Oklahoma.
Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, o projeto reflete o compromisso do presidente Trump em revitalizar a base industrial e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Wright afirmou que a joint venture demonstra como políticas econômicas incentivam empresas globais a se associarem a companhias americanas, construírem nos Estados Unidos e criarem empregos bem remunerados.
Impacto na política industrial e cadeia de suprimentos
A construção da maior fábrica em Inola é apresentada como resultado direto da política federal de trazer de volta a produção industrial ao território americano e salvaguardar o fornecimento de minerais críticos.
O alumínio é valorizado por sua leveza, resistência à corrosão, resistência mecânica, condutividade térmica e maleabilidade. Essas propriedades permitem aplicações na indústria aeroespacial, bens de consumo, distribuição de energia e embalagens.
Apesar da alta demanda, os EUA possuem poucas reservas de bauxita, minério do qual se extrai o alumínio. Por isso, historicamente dependeram de importações para suprir o mercado interno.
Com a nova estratégia, o país planeja processar alumínio internamente em vez de ampliar as compras externas. O plano também inclui o desenvolvimento de métodos de reciclagem para reforçar a cadeia de suprimentos.
A maior fábrica em Oklahoma simboliza essa mudança estrutural na política industrial. O projeto ocorre em um momento de alta dependência externa e busca reverter uma trajetória de declínio iniciada após a década de 1980.
A queda de 33 fundições para apenas quatro unidades ativas marcou uma transformação significativa no setor. A nova capacidade prevista de 500.000 toneladas por ano altera parcialmente esse cenário.
Ao incluir 20.000 toneladas anuais de alumínio de alta pureza para defesa, o projeto também atende demandas estratégicas. A medida integra esforços para fortalecer a autonomia produtiva nacional.
O investimento de US$ 500 milhões, somado ao financiamento internacional, reforça o caráter estratégico da iniciativa. A maior fábrica representa um marco na política industrial americana voltada à produção de alumínio primário.
Com a futura operação em Inola, o país amplia sua capacidade interna e sinaliza mudança na forma de lidar com minerais críticos. O objetivo declarado é reduzir a dependência externa e estimular a manufatura doméstica.
O projeto consolida a atuação da Century Aluminum, que já opera quatro fundições. A nova unidade deverá expandir a produção nacional em um contexto de demanda elevada.
A construção da maior fábrica primária desde 1980 ocorre em meio a uma política declarada de revitalização industrial. O governo sustenta que a iniciativa fortalecerá empregos e a segurança de suprimento.
Ao retomar investimentos em fundições, os Estados Unidos buscam responder a um cenário de importações elevadas e capacidade doméstica reduzida. A nova planta marca uma tentativa de reequilibrar esse quadro histórico.
