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Estudo publicado em uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo mostra que apenas duas colheres de azeite de oliva por dia reduzem em até 30% o risco de infarto e ainda protegem o fígado silenciosamente

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 05/04/2026 às 18:44
Atualizado em 05/04/2026 às 18:54
Estudo PREDIMED mostra que duas colheres de azeite de oliva extra virgem por dia reduzem em 30% o risco de infarto e protegem o fígado.
Estudo PREDIMED mostra que duas colheres de azeite de oliva extra virgem por dia reduzem em 30% o risco de infarto e protegem o fígado.
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O estudo PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que o consumo diário de azeite de oliva extra virgem reduz em até 30% o risco de infarto e AVC em pessoas de alto risco, além de proteger o fígado contra o acúmulo de gordura.

Poucos ingredientes da cozinha carregam tanta evidência científica a seu favor quanto o azeite de oliva. O estudo PREDIMED, publicado no New England Journal of Medicine, uma das revistas médicas mais respeitadas do mundo, revelou que o consumo diário de azeite de oliva extra virgem reduz em até 30% o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto e AVC, em indivíduos de alto risco. A pesquisa acompanhou milhares de participantes ao longo de anos e se tornou referência global na área de nutrição e saúde cardiovascular.

Mas o impacto do azeite de oliva vai além do coração. Pesquisas indicam que os compostos presentes no óleo de oliva atuam na proteção do fígado, reduzindo o acúmulo de gordura no órgão e auxiliando nas funções de desintoxicação que ele desempenha diariamente. O mais surpreendente é que a quantidade necessária para colher esses benefícios não é exagerada: duas colheres de sopa por dia são suficientes para que o corpo comece a receber os efeitos protetores desse alimento milenar que está presente na maioria das cozinhas brasileiras.

Como o azeite de oliva protege o coração de infarto e AVC

Conforme o New England Journal of Medicine, o mecanismo pelo qual o azeite de oliva beneficia o sistema cardiovascular é bem documentado pela ciência. Ele é rico em ácidos graxos monoinsaturados, especialmente o ácido oleico, que ajudam a reduzir o colesterol LDL (o chamado colesterol ruim) na circulação sanguínea.

Esse processo evita o acúmulo de placas nas artérias e facilita a passagem do sangue de forma contínua e eficiente para todo o corpo. Manter as vias limpas é fundamental para prevenir os problemas graves que o estudo PREDIMED documentou.

Além das gorduras saudáveis, o azeite de oliva extra virgem contém antioxidantes poderosos, incluindo polifenóis e vitamina E, que combatem o envelhecimento precoce das células do sistema cardiovascular. Essa barreira protetora ajuda a manter a pressão arterial em níveis adequados e evita sobrecargas desnecessárias ao músculo cardíaco.

O resultado é um coração que funciona com menos esforço e mais eficiência. A redução de 30% no risco de infarto e AVC identificada pelo estudo não veio de medicamentos, mas de uma mudança simples na alimentação diária.

O que o azeite de oliva faz pelo fígado de forma silenciosa

O fígado desempenha um papel central na limpeza de toxinas e no processamento de gorduras ingeridas. O azeite de oliva facilita essas funções ao fornecer compostos que reduzem o acúmulo de gordura no órgão de maneira natural.

Esse suporte é particularmente importante em um contexto onde a esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, afeta uma parcela crescente da população devido a hábitos alimentares ricos em ultraprocessados e gorduras saturadas.

Os compostos fenólicos presentes no azeite de oliva extra virgem têm ação anti-inflamatória que protege as células hepáticas contra danos que poderiam levar a inflamações crônicas. Manter a saúde do fígado é essencial para a digestão correta e para o equilíbrio geral do organismo.

O uso frequente do azeite de oliva estimula a produção de substâncias que auxiliam na quebra de alimentos pesados, fazendo com que o sistema digestivo funcione com mais leveza e eficiência.

Os nutrientes do azeite de oliva que explicam seus efeitos no corpo

O valor nutricional do azeite de oliva extra virgem é amplamente reconhecido pela ciência como um dos pilares da dieta mediterrânea. Ele contém uma combinação de elementos que agem diretamente na reparação celular e na proteção contra danos oxidativos.

Os ácidos graxos monoinsaturados respondem pela maior parte da composição, mas são os micronutrientes que fazem a diferença quando se trata de prevenção de doenças.

Entre os componentes mais relevantes do azeite de oliva estão os polifenóis com ação anti-inflamatória, a vitamina E de alta absorção, compostos fenólicos protetores e a vitamina K, essencial para a coagulação sanguínea e para a saúde óssea.

Essa combinação explica por que o estudo PREDIMED encontrou resultados tão expressivos: não se trata de um único nutriente agindo de forma pontual, mas de um conjunto de substâncias que trabalham em sinergia para proteger o corpo de múltiplas frentes ao mesmo tempo.

Duas colheres de sopa de azeite de oliva por dia são suficientes

Uma das perguntas mais comuns sobre o azeite de oliva é quanto consumir para obter os benefícios documentados pela ciência. A resposta é surpreendentemente simples: duas colheres de sopa por dia são suficientes para colher os ganhos cardiovasculares e hepáticos sem exceder o limite calórico indicado para uma alimentação equilibrada.

Cada colher de sopa contém cerca de 120 calorias, o que significa que o consumo diário recomendado acrescenta aproximadamente 240 calorias à dieta.

O segredo está na regularidade do uso, não na quantidade. Consumir azeite de oliva esporadicamente não produz os mesmos efeitos que a ingestão diária e constante ao longo de semanas e meses.

Substituir outras gorduras menos saudáveis, como margarina ou óleos refinados, pelo azeite de oliva extra virgem é uma troca que melhora progressivamente a saúde das artérias e do fígado sem exigir mudanças radicais na rotina alimentar. Temperar saladas, finalizar pratos quentes ou simplesmente adicionar ao pão são formas práticas de incorporar o hábito.

Como escolher o azeite de oliva certo para garantir os benefícios

Nem todo azeite de oliva encontrado nas prateleiras entrega o que promete. A versão extra virgem com baixa acidez é a que preserva a maior concentração de polifenóis e antioxidantes, os compostos responsáveis pelos efeitos protetores documentados no estudo PREDIMED.

Produtos rotulados apenas como “azeite de oliva” ou “azeite refinado” passaram por processos que reduzem significativamente o teor desses nutrientes.

Verificar se a embalagem é escura é outro cuidado essencial, já que a luz degrada os compostos benéficos do azeite de oliva ao longo do tempo. Ler os rótulos com atenção ajuda a evitar misturas de óleos que diluem a qualidade do produto.

Consultar as diretrizes oficiais sobre nutrição, como as disponíveis no site do National Institutes of Health, auxilia na compreensão de como o organismo se beneficia desse alimento quando ele é consumido em sua forma mais pura e de procedência garantida.

Você já usa azeite de oliva diariamente ou ainda prefere outros óleos na cozinha? Sabia que duas colheres por dia podem fazer tanta diferença na saúde do coração e do fígado? Conta nos comentários. Esse é o tipo de informação que vale compartilhar com quem você quer ver vivendo melhor.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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