Entre Grão Pará e a Serra do Corvo Branco, a estrada pela SC-370 passa pelo povoado de Auré, revela montanhas chamadas de pirâmides, atravessa cenários usados em comerciais e leva ao paredão da Serra do Mar, em um trajeto catarinense que deve ganhar acesso totalmente asfaltado em breve na região.
A estrada que leva à Serra do Corvo Branco, no sul de Santa Catarina, parece saída de um filme de fantasia. O caminho passa por Grão Pará, segue pela SC-370, atravessa o povoado de Auré e revela montanhas que surgem entre nuvens, paredões imensos e curvas que avançam em direção à Serra do Mar.
O trajeto chama atenção não apenas pela paisagem. Antes de chegar ao trecho mais impactante da serra, a rota passa por uma comunidade marcada por uma história triste ligada ao próprio nome Auré, lembrando que a beleza da região também convive com memórias duras da colonização catarinense.
Estrada começa em Grão Pará e segue pela SC-370
O acesso descrito parte de Balneário Camboriú, segue pela BR-101 até a região de Tubarão e depois avança por rodovias estaduais rumo a Braço do Norte. A partir dali, o caminho leva a Grão Pará, cidade pequena no sul catarinense.
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Depois do centro de Grão Pará, o trajeto continua pela SC-370 em direção ao povoado de Auré e ao pé da Serra do Corvo Branco. É nesse trecho que a paisagem começa a mudar e a estrada ganha aparência cada vez mais cinematográfica.
O caminho combina áreas rurais, montanhas cobertas por nuvens e a aproximação gradual dos paredões. A cada curva, a serra vai surgindo de forma mais clara no horizonte.
A rota também tem importância porque liga o interior catarinense a uma das paisagens mais conhecidas da região serrana. Com o avanço do asfaltamento, o acesso deve ficar mais fácil para quem deseja visitar o local.
Auré guarda uma história triste antes da serra

Antes do trecho mais famoso da Serra do Corvo Branco, a estrada passa pelo povoado de Auré. No local, há uma estátua de uma menina indígena em frente a uma igreja, ligada à origem do nome da comunidade.
Segundo o relato apresentado no vídeo, antigos moradores contam que colonos teriam capturado duas crianças indígenas. A menina, mais velha, tentou resistir para proteger a si mesma e o irmão mais novo, mas acabou morta durante a violência.
O irmão, desesperado ao presenciar a cena, teria gritado “Aurê, Aurê”, expressão que passou a marcar a memória local e deu nome ao povoado. A história é apresentada como um episódio doloroso da colonização na região.
Esse trecho muda o tom da viagem. A paisagem impressiona, mas o caminho também lembra que a história de Santa Catarina nem sempre foi tão romântica quanto costuma aparecer em narrativas turísticas.
Montanhas parecem pirâmides no caminho

Depois de Auré, a estrada segue rumo à Serra do Corvo Branco e chega a pontos de observação onde aparecem formações conhecidas como pirâmides. A referência vem do formato das montanhas da Serra Furada, que se destacam na paisagem.
Em alguns momentos, as nuvens cobrem parte dos picos e deixam o cenário ainda mais dramático. As montanhas parecem surgir em camadas, como se formassem um vale de pirâmides naturais.
Esse é um dos pontos mais fortes para quem busca imagens de impacto. O relevo cria profundidade, contraste e uma sensação de escala difícil de captar por fotos ou vídeos comuns.
A região também permite observar, ao fundo, o paredão da Serra do Mar. Do outro lado, aparece a direção de Urubici, outro destino conhecido da serra catarinense.
Pinheiral parece set de filmagem a céu aberto

Um dos trechos destacados no percurso é a região chamada de Pinheiral. Ali, a estrada serpenteia em direção ao paredão da Serra do Mar e cria uma cena que lembra produção cinematográfica.

O local já teria sido usado em comerciais de fabricantes de carros. O vídeo também cita um anúncio de perfume com o ator britânico Ewan McGregor, conhecido por trabalhos no cinema, inclusive em Star Wars.
A força visual do lugar explica esse interesse. A estrada, os paredões e a amplitude da serra criam um cenário que combina movimento, profundidade e impacto.
Quando o drone sobe, a composição fica ainda mais evidente. A via aparece desenhada no meio da paisagem, conduzindo o olhar até a Serra do Corvo Branco.
Serra do Corvo Branco impressiona pela amplitude

A Serra do Corvo Branco é o ponto mais marcante do trajeto. O paredão surge como uma barreira natural imensa, e a estrada parece pequena diante da escala das montanhas.
O vídeo destaca que nenhuma gravação substitui a sensação de estar ali. A amplitude do lugar é parte da experiência, porque o visitante sente o tamanho da serra de forma direta.
Ao redor, aparecem cânions e formações naturais que reforçam o caráter dramático da região. Entre eles, o relato menciona o Cânion do Espraiado, visto ao fundo a partir de uma pousada próxima ao pé da serra.
Esse conjunto transforma o trajeto em mais do que uma estrada bonita. Ele funciona como uma travessia por diferentes camadas da paisagem catarinense: povoado, vale, pirâmides, paredões e cânions.
Asfalto deve facilitar o acesso ao local
O relato informa que a Serra do Corvo Branco deve ficar totalmente asfaltada em breve. Com isso, o acesso será facilitado para mais visitantes, tornando o caminho menos restrito e mais seguro para quem não conhece a região.
A melhoria pode ampliar o turismo local, especialmente para pessoas que desejam visitar a serra sem enfrentar trechos mais difíceis. Isso tende a aumentar o movimento em Grão Pará, Auré e arredores.
Ao mesmo tempo, há uma preocupação natural com a preservação da essência do lugar. Mais acesso costuma trazer mais visitantes, mais circulação e maior pressão sobre áreas sensíveis.
Por isso, o desafio será equilibrar infraestrutura e cuidado com a paisagem. A estrada pode se tornar mais fácil, mas o valor do lugar está justamente na sensação de refúgio e grandeza natural.
Estrada une beleza, memória e transformação
A estrada da Serra do Corvo Branco reúne elementos raros em um mesmo percurso. Ela passa por uma cidade pequena, atravessa um povoado marcado por memória triste, revela montanhas com formato de pirâmides e chega a paredões usados como cenário de comerciais.
O caminho também mostra como uma rota pode mudar com o tempo. O futuro asfaltamento promete facilitar o acesso, enquanto a paisagem mantém o apelo de lugar quase cinematográfico no sul do Brasil.
Mais do que uma estrada bonita, o trajeto é uma mistura de natureza extrema, história local e transformação turística. Ele impressiona pela vista, mas também exige respeito pela memória e pelo território.
E você, visitaria uma estrada como essa pela paisagem surreal da Serra do Corvo Branco, ou acha que o aumento do acesso pode tirar parte da essência desse lugar? Comente sua opinião.


Na minha opinião não. Com a facilidade do acesso com certeza vai aumentar o número de pessoas. O que deve ser feito é se preparar em receber mais turistas com pousadas e fiscalização contra depredação. Seria muito egoísmo deixar pra poucos esse lugar tão lindo. O progresso tem que vir com consciência.