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Estrada de 14 km construída 100% à mão por moradores liga aldeias isoladas em ilha no Caribe, após 25 anos de trabalho em terreno rochoso e quase intransitável

Publicado em 14/11/2025 às 15:57
Assista o vídeoEstrada, Caribe, Trabalho manual
Imagem: ilustração
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Em Saba, ilha caribenha da Holanda, moradores ergueram sozinhos uma estrada de 14 km, construída manualmente entre 1938 e 1963, contrariando especialistas

Na pequena ilha caribenha de Saba, território pertencente à Holanda, existe uma rodovia que surpreende por sua origem. Conhecida como “A Estrada” e apelidada de “A Estrada Que Não Pôde Ser Construída”, ela se estende por 14 quilômetros de cimento, ligando várias aldeias locais. O que a torna extraordinária é o fato de ter sido erguida sem máquinas, usando apenas ferramentas simples e o esforço humano dos próprios habitantes, entre 1938 e 1963.

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O início de um sonho improvável

Durante muito tempo, Saba viveu isolada. As pessoas se deslocavam por trilhas e degraus de pedra, porque engenheiros acreditavam ser impossível construir uma estrada cimentada em um terreno tão acidentado e rochoso.

Mas um morador, Josephus Lambert “Lambee” Hassell, autodidata e determinado, decidiu contrariar as previsões.

Com a ajuda de voluntários, ele deu início ao trabalho em 1938. A primeira parte ligava Fort Bay a The Bottom, substituindo um antigo caminho com cerca de 200 degraus irregulares.

A execução foi liderada por Erroll Hassell e levou cinco anos para ser concluída. Em 1943, a nova via foi inaugurada, com 1,15 km de extensão e 4 metros de largura, vencendo um desnível de 5 metros.

Pedra sobre pedra, o caminho cresceu

A partir de 1951, começou a segunda etapa. Dessa vez, o objetivo era expandir a estrada até St. John’s e, depois, até Windwardside.

Cada metro foi conquistado manualmente, com remoção de degraus de pedra e aplicação de cimento em encostas íngremes. Nenhum equipamento pesado foi usado, apenas ferramentas básicas e o trabalho coletivo da população.

Em 1958, teve início a terceira e última fase, rumo à aldeia de Hell’s Gate, a mais distante de Fort Bay. O projeto continuou sob a supervisão de Lambee Hassell, que mantinha cálculos feitos à mão e orientação prática no canteiro de obras.

Em 1963, a estrada chegou até o recém-construído aeroporto de Flat Point, encerrando um desafio que muitos especialistas julgavam impossível de realizar.

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A estrada é uma conquista gravada na rocha

A conclusão do trajeto representou um marco histórico para Saba. O trecho principal, entre Fort Bay e Flat Point, somava 10 quilômetros, mas com o tempo foram adicionados novos ramais.

Entre eles, acessos para Well’s Bay, para o Monte Scenery, para a antiga Mina de Enxofre e para Cove Bay. Assim, a extensão total chegou a aproximadamente 14 quilômetros.

Mesmo sem registros oficiais completos, relatos de moradores e antigos trabalhadores apontam que a estrada percorre praticamente toda a ilha.

Suas curvas fechadas e subidas íngremes desafiam motoristas até hoje, transformando cada viagem em uma mistura de aventura e contemplação.

Um legado de coragem e união

Mais do que uma via de transporte, “A Estrada” tornou-se um símbolo de perseverança. Ela representa o triunfo da vontade coletiva diante da descrença técnica.

Em pleno século XX, um grupo de ilhéus construiu com as próprias mãos aquilo que engenheiros garantiam ser impossível, gravando nas montanhas de Saba um exemplo de engenhosidade e resistência que ainda emociona quem percorre suas curvas.

Com informações de Wikipedia.

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Edezio Figueiredo
Edezio Figueiredo
19/11/2025 05:17

Nada de **** nesta estrada que justificasse toda está reportagem.

Romário Pereira de Carvalho

Já publiquei milhares de matérias em portais reconhecidos, sempre com foco em conteúdo informativo, direto e com valor para o leitor. Fique à vontade para enviar sugestões ou perguntas

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