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Esses carros a partir de R$ 44 mil foram esquecidos, mas têm motores de até 128 cv, consomem 14 km/l, custam pouco para manter e surpreendem com porta-malas maior que o do Civic

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Escrito por Ana Alice Publicado em 18/12/2025 às 19:49
Carros usados a partir de R$ 44 mil entregam motores potentes, consumo equilibrado, manutenção barata e até porta-malas maior que o Civic, mesmo fora do radar do mercado.
Carros usados a partir de R$ 44 mil entregam motores potentes, consumo equilibrado, manutenção barata e até porta-malas maior que o Civic, mesmo fora do radar do mercado.
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Modelos usados ignorados pelo mercado entregam desempenho, economia e espaço acima da média por preços acessíveis, combinando mecânica confiável, consumo equilibrado e manutenção previsível, mesmo fora das listas de mais desejados do segmento.

Modelos usados pouco lembrados no mercado brasileiro continuam oferecendo um pacote técnico difícil de ignorar para quem analisa custo, mecânica e funcionalidade antes da aparência ou da moda.

A partir de R$ 44 mil, há veículos com motores confiáveis, consumo equilibrado, manutenção previsível e espaço interno acima da média, incluindo porta-malas que superam o de sedãs médios consagrados, como o Honda Civic de gerações anteriores.

Embora raramente apareçam entre os mais desejados, esses carros mantêm desempenho adequado para o uso urbano e rodoviário, bom nível de equipamentos e histórico mecânico conhecido.

Em um cenário de preços elevados no mercado de usados, acabam sendo alternativas consistentes para quem busca mobilidade sem surpresas no orçamento.

A seguir, duas opções que exemplificam esse perfil racional e seguem disponíveis no mercado nacional com valores a partir de R$ 44 mil, dependendo do ano e do estado de conservação.

Hyundai HB20 Premium 1.6 automático usado com bom desempenho e custo controlado

Entre os hatches compactos, o Hyundai HB20 Premium 1.6 automático, fabricado a partir de 2013, segue como um dos exemplos mais claros de carro que perdeu espaço no desejo do público, mas não em eficiência no uso real.

A versão utiliza o motor 1.6 aspirado de quatro cilindros, conhecido pela durabilidade e pela entrega de até 128 cavalos de potência e 16,5 kgfm de torque.

Esse conjunto mecânico sempre foi um diferencial frente a rivais equipados com motores menores ou menos potentes.

No trânsito urbano e em rodovias, o desempenho atende com folga às necessidades diárias, mesmo quando o carro está carregado.

O câmbio automático convencional de quatro marchas, oferecido nesse período, não é moderno, mas tem histórico de funcionamento confiável e manutenção simples, fator valorizado no mercado de usados.

No consumo, o HB20 Premium 1.6 automático registra médias compatíveis com a proposta.

Em uso rodoviário, pode alcançar cerca de 11,8 km/l com gasolina, número considerado adequado para um compacto automático dessa faixa de potência.

Na cidade, o gasto é maior, mas ainda previsível dentro do padrão do segmento.

Outro ponto que mantém o modelo relevante é o nível de equipamentos.

Mesmo sem excessos tecnológicos, a versão Premium já oferece ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricos, airbags frontais e freios ABS.

Trata-se de um pacote básico, porém suficiente para o uso diário, sem depender de itens caros ou complexos para funcionar.

Os preços no mercado variam conforme o ano.

Exemplares de 2013 costumam aparecer a partir da faixa de R$ 47 mil, enquanto unidades mais recentes, próximas de 2019, podem chegar a valores próximos de R$ 69 mil, dependendo do histórico e da quilometragem.

No custo de manutenção, o HB20 reforça sua proposta racional.

Peças de desgaste têm ampla oferta no mercado independente, com valores relativamente baixos.

Um kit completo de amortecedores de marca tradicional custa em torno de R$ 1.770, enquanto pastilhas de freio aparecem na casa dos R$ 97.

A troca de óleo utiliza lubrificante 5W30, com kit completo por aproximadamente R$ 270.

Já o filtro de ar do motor custa cerca de R$ 47.

Os pneus aro 15, na medida 185/60 R15, variam em torno de R$ 480 por unidade.

Honda City EX 1.5 automático usado com porta-malas maior que o Civic

Para quem prioriza espaço interno e capacidade de carga, o Honda City EX 1.5 automático, a partir de 2011, segue como uma das escolhas mais lógicas entre os sedãs compactos usados.

Mesmo com valores iniciais em torno de R$ 44 mil, o modelo entrega características que ainda hoje chamam atenção no uso prático.

Um dos principais destaques é o porta-malas.

Com capacidade de 506 litros, o City supera o volume oferecido pelo Honda Civic da mesma época, um sedã de categoria superior.

Na prática, isso se traduz em maior versatilidade para viagens, uso familiar ou transporte de bagagens no dia a dia.

Sob o capô, o City utiliza o motor 1.5 aspirado flex, conhecido pela robustez e pelo funcionamento previsível.

São até 116 cavalos de potência e 14,8 kgfm de torque, tanto com etanol quanto com gasolina.

O câmbio automático convencional de cinco marchas, com conversor de torque, completa o conjunto e contribui para uma condução suave, sem histórico relevante de falhas crônicas quando bem mantido.

O consumo é outro ponto favorável.

Em estrada, o City pode alcançar até 14 km/l com gasolina, número que ajuda a reduzir o custo mensal de uso, especialmente para quem percorre longas distâncias com frequência.

No ambiente urbano, o desempenho energético permanece dentro da média do segmento.

Assim como no HB20, o pacote de equipamentos do City EX é funcional e direto.

A versão conta com ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricos, airbags frontais e freios ABS.

Não há foco em itens sofisticados, mas sim em soluções consolidadas, que tendem a envelhecer melhor e gerar menos despesas ao longo do tempo.

No aspecto da manutenção, o City também mantém custos controlados.

Amortecedores costumam custar entre R$ 630 e R$ 800 pelo conjunto com quatro peças.

O kit de troca de óleo, incluindo lubrificante 5W30, filtro de óleo e filtro de ar, gira entre R$ 250 e R$ 300.

As pastilhas de freio aparecem na faixa de R$ 180 a R$ 200.

Os pneus aro 15, na medida 175/65 R15, variam entre R$ 450 e R$ 500 por unidade.

Mesmo fora dos holofotes e raramente citados em listas de desejo, esses modelos seguem entregando aquilo que muitos compradores realmente procuram.

Mecânica confiável, custos conhecidos e funcionalidade no uso diário continuam sendo os principais atributos desses carros.

Em um mercado cada vez mais inflacionado, até que ponto vale ignorar a moda para escolher um veículo que resolve a vida sem pesar no bolso?

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Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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