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Esquecido por quase duas décadas, um raríssimo caminhão Diamond REO de 1972 aparece à venda por apenas US$ 2.500 e a grande pergunta surge quando o capô se abre: o lendário motor Detroit Diesel 8V71 ainda está vivo?

Escrito por Bruno Teles
Publicado em 04/03/2026 às 15:58
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Raríssimo caminhão Diamond REO reaparece após décadas parado; caminhão antigo fora de estrada surpreende quando motor Detroit Diesel ainda mostra sinais de vida.
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Anunciado no Marketplace após anos parado em Harmony, Nova Jersey, o raríssimo caminhão Diamond REO C116 de 1972 chama atenção pelo preço baixo, pela raridade do modelo fora de estrada e pela curiosidade sobre o estado do motor Detroit Diesel 8V71

Um raríssimo caminhão Diamond REO fabricado em 1972 reapareceu inesperadamente no mercado após passar quase duas décadas abandonado em uma propriedade rural nos Estados Unidos. O veículo, um C116 possivelmente usado em operações pesadas fora de estrada, surgiu anunciado por apenas US$ 2.500, valor muito inferior ao preço inicial de US$ 10.000.

A descoberta aconteceu em Harmony, no estado de Nova Jersey, quando um entusiasta decidiu investigar pessoalmente a condição do caminhão esquecido desde aproximadamente 2006. A grande pergunta surgiu no momento em que o capô foi aberto: o lendário motor Detroit Diesel 8V71 ainda teria condições de funcionar após tanto tempo parado?

O reaparecimento inesperado de um Diamond REO raro

Raríssimo caminhão Diamond REO reaparece após décadas parado; caminhão antigo fora de estrada surpreende quando motor Detroit Diesel ainda mostra sinais de vida.

O anúncio do raríssimo caminhão chamou atenção porque modelos Diamond REO do início dos anos 1970 praticamente desapareceram das estradas após a falência da fabricante em 1974.

O veículo encontrado pertence à série C116 e apresenta características típicas de caminhões projetados para trabalhos extremamente pesados.

Visualmente, o caminhão revela sinais claros de abandono. Há ferrugem nos para-lamas, pneus parcialmente vazios e componentes elétricos removidos, incluindo cabos de bateria.

Mesmo assim, a estrutura principal permanece surpreendentemente sólida, com chassi reforçado e estrutura dupla ainda intacta.

Raríssimo caminhão Diamond REO reaparece após décadas parado; caminhão antigo fora de estrada surpreende quando motor Detroit Diesel ainda mostra sinais de vida.

Outro detalhe que chama atenção é a configuração robusta do veículo. O caminhão possui eixo Rockwell, suspensão pesada com molas e transmissão manual Road Ranger de 13 marchas.

Esse conjunto indica que o veículo provavelmente foi projetado para aplicações fora de estrada, possivelmente mineração ou pedreiras.

Estrutura pesada e engenharia típica dos caminhões dos anos 1970

O raríssimo caminhão impressiona principalmente pela construção mecânica típica da engenharia pesada norte-americana dos anos 1970.

Raríssimo caminhão Diamond REO reaparece após décadas parado; caminhão antigo fora de estrada surpreende quando motor Detroit Diesel ainda mostra sinais de vida.

O chassi reforçado e o para-choque dianteiro em perfil estrutural mostram que o veículo foi projetado para enfrentar condições extremas de trabalho.

O sistema mecânico também inclui direção hidráulica, freios nos eixos dianteiros e traseiros e uma configuração de transmissão voltada para torque elevado.

A relação de eixo extremamente curta indica que o caminhão prioriza força em subidas ou transporte de cargas pesadas, e não velocidade.

Outro ponto curioso é a cabine. Apesar de apresentar sinais de desgaste, ainda conserva elementos originais como buzinas Grover fabricadas em Los Angeles e luzes de sinalização clássicas da época.

O interior, no entanto, revela sinais claros de abandono, incluindo ninhos de roedores.

O lendário Detroit Diesel 8V71 sob o capô

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A verdadeira curiosidade técnica do raríssimo caminhão aparece quando o capô é aberto.

Debaixo dele está um motor Detroit Diesel V8 da série 71, provavelmente o modelo 8V71.

Esse motor foi um dos propulsores industriais mais famosos do século XX.

Motores Detroit Diesel dessa série eram conhecidos por sua resistência extrema e pela capacidade de continuar funcionando mesmo em condições severas, algo que ajudou a consolidar sua reputação em caminhões pesados e equipamentos industriais.

No caso do caminhão encontrado em Nova Jersey, o motor apresenta sinais mistos.

O óleo ainda estava presente no sistema e relativamente limpo, mas diversos componentes mecânicos estavam travados após anos sem uso.

Algumas peças do sistema de injeção também apresentavam resistência ao movimento.

A tentativa de ressuscitar o motor após 20 anos

Mesmo com o longo período de abandono, houve uma tentativa de verificar se o motor ainda poderia funcionar.

O primeiro passo foi avaliar fluidos, sistema de combustível e componentes da injeção mecânica.

Motores Detroit Diesel utilizam um sistema de injeção mecânica bastante específico, que depende do funcionamento livre das cremalheiras responsáveis pelo controle do combustível.

Após limpeza e lubrificação cuidadosa dessas peças, o sistema voltou a se mover.

Outro desafio foi a ausência de cabos de bateria.

Como os cabos originais haviam sido removidos, foi necessário improvisar ligações elétricas temporárias para tentar acionar o motor de arranque.

Após ajustes no sistema de combustível e na linha de alimentação de diesel, o motor finalmente respondeu.

O velho Detroit Diesel conseguiu girar e produzir fumaça pelo escapamento, sinal de que ainda havia vida no conjunto mecânico.

Problemas inevitáveis após décadas parado

Apesar de o motor ter mostrado sinais de funcionamento, o raríssimo caminhão ainda apresenta uma longa lista de problemas mecânicos.

Mangueiras de combustível ressecadas, vazamentos e falhas no sistema hidráulico são apenas alguns deles.

Durante a tentativa de movimentar o caminhão, uma mangueira da direção hidráulica acabou estourando, interrompendo o teste.

Além disso, a embreagem aparentava estar travada após anos sem uso, impedindo que o veículo fosse conduzido normalmente.

Esses problemas são comuns em veículos que permanecem décadas parados.

Componentes de borracha, vedação e mangueiras são geralmente os primeiros a falhar, mesmo quando o motor ainda está em boas condições estruturais.

Um veículo raro que pode valer mais do que parece

Outro aspecto interessante é a possível raridade do modelo.

Pesquisas posteriores indicaram que esse Diamond REO pode ter sido uma versão fora de estrada, utilizada em operações industriais pesadas.

Esse detalhe é sugerido pela própria designação do modelo e pela configuração do eixo traseiro, que possui relação extremamente baixa.

Em termos mecânicos, isso significa que o eixo de transmissão precisa girar várias vezes para movimentar as rodas, característica comum em caminhões de mineração.

Se confirmado, o veículo pode ser ainda mais raro do que aparenta, o que explica por que alguns entusiastas acreditam que o valor pedido pelo proprietário ainda esteja abaixo do potencial histórico do caminhão.

Vale a pena salvar esse caminhão histórico?

O raríssimo caminhão Diamond REO de 1972 levanta uma discussão interessante entre colecionadores e mecânicos: restaurar um veículo tão antigo compensa o investimento?

Por um lado, o preço pedido é relativamente baixo para um caminhão clássico desse porte.

Por outro, o custo de restauração completa pode ser significativo, especialmente considerando sistemas hidráulicos, transmissão e componentes estruturais.

Mesmo assim, o fato de o motor Detroit Diesel ainda demonstrar sinais de vida após quase vinte anos parado já transforma o caminhão em uma peça fascinante da história da engenharia pesada.

Agora surge a pergunta inevitável: você pagaria US$ 2.500 para tentar restaurar um caminhão raro como esse ou acredita que projetos desse tipo acabam custando muito mais do que parecem no início?

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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