De acordo com a EPE, em 2050 é possível que a energia solar seja predominante no país, reforçando o uso de uma “energia gratuita”.
De acordo com a Empresa de Pesquisa Elétrica, o custo e instalação de uma estrutura de geração de energia gratuita, pela energia solar, para as aplicações estacionárias no Brasil é de 1,5 bilhão de MWhs anuais. O mesmo vale para a mobilidade, onde seria preciso instalar 500 mil MWP em energia solar, para que a mobilidade tenha energia gratuita pelos próximos 20 anos. Diferente da energia voltada à mobilidade, que guarda eletricidade em baterias, a energia elétrica para aplicações estacionárias não possuem armazenagem imediata.
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Aneel destaca que é consumido menos eletricidade do que o valor gerado.
De acordo com a Aneel, de cada 100 MWhs gerados, apenas 83 MWhs são consumidos ou faturados contra o sistema e o restante se caracteriza como perdas. O Brasil se encaixa no grupo de países com taxas de perda acima de 15%.
Sendo assim, partindo da premissa que o país poderia atingir um índice de perdas semelhante aos EUA, que é de 5%, teríamos 150 milhões de MWhs por ano adicionais para armazenagem ou consumo, o que resultaria em energia gratuita a partir da energia solar ou outras fontes.
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Em 5 anos seriam cerca de R$ 150 bilhões passíveis para serem redirecionados e amortizados para realizar investimentos. Além da redução de perdas, o aumento da eficiência energética representa uma forma fácil para se obter energia gratuita sem a construção de usinas adicionais. A ideia é utilizar menos eletricidade, para fazer a mesma quantidade de trabalho.
Economia de 20% com usinas hidrelétricas.
No ranking da ACEEE, a Itália e Alemanha marcam 75,5 pontos, de um máximo possível de 100 pontos. Já o Brasil chega a apenas a marca de 35 pontos. Um esforço coletivo que possa trazer ao país uma eficiência parecida com a dos EUA, representaria uma eletricidade adicional de energia solar equivalente a 10%.
Para este trabalho de otimização na rede de eletricidade, a repotenciação das 200 usinas permitiria uma economia de 20%, o que seria de 1,2 a 1,5 bilhão de MWhs por ano, consumidos, com consequente aumento de energia gratuita em nossa “bateria”.
Desse total, cerca de 40% são consumidos diariamente e podem ser utilizados sincronicamente durante a geração de energia solar no valor de implantação de R$ 660 bilhões. Atualmente, o consumidor brasileiro já paga algo em torno de R$ 100 bilhões anuais pela eletricidade. Logo em 6 anos e meio seria possível ter o investimento amortizado.
Como ficaria os 60% quando não há energia solar?
Levando em conta o trabalho para que o sistema de transmissão fosse otimizado, 60% da energia consumida no país equivale a 720 milhões de MWhs anuais. A energia média acumulada nos reservatórios hidrelétricos é de aproximadamente 520 milhões de MWhs, por ano.
A otimização proposta traria uma disponibilidade de armazenagem de energia mais do que suficiente para que os 200 milhões de MWhs, por ano, precisos para o funcionamento seguro do sistema fossem cobertos.
