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Ex-frentista abandona posto de gasolina por negócio de reciclagem, emprega 12 pessoas e chega a faturar R$ 20 mil mensais

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Escrito por Ruth Rodrigues Publicado em 10/07/2026 às 15:12 Atualizado em 10/07/2026 às 15:14
Descubra como a profissionalização da reciclagem com apoio internacional tem gerado renda, formalização de empregos e impacto ambiental positivo no Brasil.
Descubra como a profissionalização da reciclagem com apoio internacional tem gerado renda, formalização de empregos e impacto ambiental positivo no Brasil. Fonte: Divulgação.
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Descubra como a profissionalização da reciclagem com apoio internacional tem gerado renda, formalização de empregos e impacto ambiental positivo no Brasil.

Com o suporte estratégico da Plastic Bank, empresa canadense que atua no combate à pobreza através da reciclagem, milhares de trabalhadores brasileiros estão convertendo uma antiga atividade de subsistência em negócios altamente rentáveis e estruturados.

Desde que o modelo de bonificação por quilo de plástico coletado foi implementado no país, mais de 4,7 mil catadores já foram beneficiados, alcançando patamares de faturamento que chegam a R$ 20 mil mensais em operações profissionalizadas.

Essa nova dinâmica, que une gestão eficiente, rastreabilidade de resíduos e valorização social, tem permitido que cooperativas e pequenos empresários do setor invistam em infraestrutura, formalizem equipes e consolidem a reciclagem como um pilar essencial da economia circular no Brasil.

Resultados expressivos e metas de expansão

Os impactos dessa iniciativa são quantificados em números robustos. Até o momento, o programa já destinou R$ 3,5 milhões em bônus e beneficiou mais de 4,7 mil catadores. Do ponto de vista ambiental, o alcance é ainda mais impressionante: foram retirados do meio ambiente 8,7 milhões de quilos de plástico — o equivalente a 435 milhões de garrafas.

Com o sucesso obtido, a estratégia para os próximos meses prevê a ampliação das operações, incluindo a abertura de novos pontos de coleta no Rio de Janeiro e em Manaus, com foco estratégico na proteção da região amazônica.

A eficácia do modelo é comprovada pelas histórias de quem está na ponta da operação. Em Curitiba, Jaminson José Arcanjo, de 39 anos, coordena a Cooperativa Eco União Recicla. Deixando para trás a metalurgia, ele hoje lidera uma equipe de 25 pessoas que processa 80 toneladas mensais.

Graças à gestão focada, a cooperativa conseguiu construir refeitório, ampliar o galpão e investir em equipamentos como prensas e esteiras. Para Jaminson, a diferença é clara: “Quando o trabalho é reconhecido e existe gestão, ele deixa de ser sobrevivência e passa a ser oportunidade. A cooperativa é prova disso.”. A renda média por lá chega a R$ 2,8 mil mensais.

Descubra como a profissionalização da reciclagem com apoio internacional tem gerado renda, formalização de empregos e impacto ambiental positivo no Brasil.
Descubra como a profissionalização da reciclagem com apoio internacional tem gerado renda, formalização de empregos e impacto ambiental positivo no Brasil. Fonte: Divulgação.

Já em Serra, no Espírito Santo, Gabriel Siqueira, de 27 anos, é outro exemplo de empreendedorismo. Após deixar o emprego em um posto de gasolina, Gabriel iniciou suas atividades sozinho. Hoje, sua empresa processa 100 toneladas de materiais por mês, emprega 12 funcionários com carteira assinada e alcança um faturamento de R$ 20 mil mensais.

Ele destaca as lições aprendidas:

  • A importância da formalização da equipe;
  • O desafio de aprender sobre gestão de custos e liderança;
  • A necessidade de enxergar o trabalho como uma fonte de dignidade e ascensão financeira.

O setor de reciclagem no Brasil

Para Gabriel, os catadores são o “coração da economia circular”, pois são os responsáveis por transformar o que muitos chamam de lixo em matéria-prima. No entanto, ele faz um alerta: ainda faltam mais políticas públicas e reconhecimento institucional para que esse trabalho alcance seu potencial máximo no país.

Mesmo assim, os resultados alcançados demonstram que, com o apoio necessário, a reciclagem pode ser o grande motor de um desenvolvimento socioambiental mais justo.

O setor, que antes operava na invisibilidade, hoje ocupa galpões que funcionam como pequenas empresas, movimentando a economia e provando que a sustentabilidade, quando bem gerida, é um negócio viável e transformador.

Fonte: Um Só Planeta

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Ruth Rodrigues

Formada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), atua como redatora e divulgadora científica.

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