O levantamento feito pela ANP aponta que o Cbios bateu um recorde de preço nos últimos dias de junho, se comparado ao final de maio. Estima-se que a alta foi de cerca de 70% do valor final no último mês, em decorrência de alguns fatores.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) divulgou, nesta terça-feira, (12/07), os dados sobre os valores cotados para os Cbios nos últimos meses. O levantamento foi feito com base na comparação dos preços do mês de maio ao final de junho e mostra que o valor bateu um recorde de cerca de R$ 202.
Entenda quais são os fatores que fazem os preços dos Cbios baterem recorde
Nesse sentido, segundo o gestor de projetos do Pecege, Haroldo Torres, os preços dos Cbios vêm aumentando por conta de dois fatores principais. O primeiro deles é o volume de Cbios obtidos pelas distribuidoras — sendo a parte obrigada de compra — e o segundo deles é o aumento significativo de compras dos títulos por parte de outros agentes de mercado — Ou seja, a parte que não é obrigada.
“Tudo indica que as distribuidoras vão atingir a meta. Isso mostra que elas estão adiantando as compras de Cbios, ou seja, esse é um vetor que explica esse comportamento de preço e reflete mudança no comportamento de aquisição das distribuidoras. O volume total de Cbios ofertados em 2022 foi de quase 14 milhões de Cbios, um volume abaixo do mesmo período do ano passado, que foi de 14,9 milhões. Em 2021, a meta das distribuidoras também era significativamente menor, com diferença de mais de 11 milhões de Cbios. Ou seja, elas anteciparam as compras no momento estou com uma oferta mais restrita, comprado a 2021, e com uma meta maior” afirma Torres.
-
Cientistas brasileiros avançam simultaneamente em duas pesquisas sobre hidrogênio limpo e impulsionam soluções que podem transformar a matriz energética, ampliar a competitividade industrial e acelerar metas de redução de emissões em larga escala
-
Avanço em energia renovável: Projeto de R$ 150 milhões lançado por Petrobras e Finep busca criar eletrolisadores de última geração para hidrogênio verde, fortalecendo pesquisa nacional e preparando o Brasil para disputar espaço em um mercado energético bilionário
-
Avós analfabetas ou semialfabetizadas foram treinadas para consertar sistemas solares, abrir oficinas rurais e iluminar casas que ainda dependiam de querosene
-
O mundo apostou no hidrogênio verde como combustível do futuro, mas agora encara o efeito colateral: produzir 1 quilo exige cerca de 9 litros de água ultrapura, e os maiores projetos do planeta ficam justamente nas regiões mais secas da Terra, onde a água já falta para as pessoas
É importante evidenciar que nos últimos dois anos, as distribuidoras estavam concentrando as suas compras mais no final do ano, próximo à data limite da meta, por isso a alta nos valores do Cbios chamou tanta atenção. Já em maio, o volume negociado de Cbios foi de 7,5 milhões, um crescimento de cerca de 54% em comparação a abril. Ainda em maio, os valores começaram a se fortalecer ainda mais, atingindo o recorde de R$ 119 reais e desde então não para de subir rapidamente, ultrapassando os R$ 200.
Aumento expressivo de compras do títulos por partes de outros agentes de mercado
O crescente aumento das compras de títulos por partes de outros agentes de mercado é o segundo motivo para o aumento expressivo nos valores dos Cbios, isso porque esses agentes não são a parte obrigada. O aumento das compras se dá por não haver previsão de resultado superavitário no mercado para 2023, causando o colapso dos Cbios e aumento da procura dos agentes.
“Até agora eles tinham parcela ínfima. No entanto, de maio para junho, o volume comprado da parte não obrigada subiu 179%. É um volume baixo quando comparado da parte obrigada, mas essa movimentação também pode ter empurrado a média dos preços para cima”, segue destacando Torres.
Dessa forma, o volume de Cbios exibidos até a segunda metade de junho é de 42% da meta anual, que é cerca de 36,75 milhões de títulos, o número de Cbios disponibilizados no fechamento de junho é de 21,7 milhões de títulos. Além disso, o volume de não obrigatórios somado ao que está na parte obrigada totaliza 63% da meta. Já o volume negociado de Cbios na segunda quinzena de junho foi de 8,13 milhões de títulos.
