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Entenda como resíduo do whey protein deixa de ser problema ambiental, ganha uso industrial inovador e ajuda a cortar emissões de CO2 com tecnologia aplicada à produção sustentável de alimentos e reaproveitamento inteligente em escala global 

Escrito por Hilton Libório
Publicado em 20/05/2026 às 16:29
Atualizado em 20/05/2026 às 16:32
Tubulação industrial despeja soro de leite em tanque de processamento dentro de fábrica de laticínios, destacando reaproveitamento sustentável do whey protein e redução de impactos ambientais na cadeia leiteira.
Indústria transforma resíduo do whey protein em solução sustentável para reduzir emissões de CO2
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Pesquisa da Embrapa revela como o reaproveitamento do whey protein ajuda a reduzir emissões de CO2 com economia circular e soluções sustentáveis.

O aproveitamento do resíduo do whey passou a ganhar destaque no Brasil após uma pesquisa conduzida pela Embrapa em parceria com a UTFPR e a Sooro Renner Nutrição revelar impactos positivos na redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) da cadeia láctea.

Segundo informações da CNN Brasil no dia 19 de maio, o estudo mostrou que transformar o soro de leite em whey protein e soro em pó reduziu a pegada de carbono do setor e eliminou um passivo ambiental histórico. O material, antes descartado de forma inadequada, agora faz parte de estratégias de economia circular e avanço em tecnologia ambiental.

Outro dado importante apontado pelos pesquisadores é que aproximadamente 85% das emissões de CO2 ligadas ao soro de leite em pó acontecem ainda na fase de produção no campo. Isso indica que melhorias na produção primária podem gerar impacto ambiental muito maior em toda a cadeia.

Como o resíduo do whey deixou de ameaçar rios e ecossistemas

Durante muitos anos, o resíduo do whey foi considerado um dos maiores problemas ambientais da indústria de laticínios. O soro de leite possui alta carga orgânica e, quando descartado em rios, reduz rapidamente os níveis de oxigênio da água.

Esse processo provoca desequilíbrio ambiental e pode causar morte de peixes e danos severos aos ecossistemas aquáticos. Além disso, o descarte inadequado desperdiça recursos importantes utilizados na produção do leite, como:

  • Água
  • Energia
  • Uso da terra
  • Alimentação animal

Com o avanço da industrialização, a situação começou a mudar. O que antes era tratado como lixo industrial passou a ser reaproveitado pela indústria alimentícia e nutricional.

Hoje, o whey protein está presente em suplementos esportivos, alimentos funcionais, panificação e diversos produtos industrializados.

Whey protein ganha espaço em estratégias de economia circular

A transformação do soro em ingrediente de alto valor agregado fortaleceu práticas de economia circular dentro da cadeia láctea brasileira.

Na prática, a indústria passou a reaproveitar um subproduto que anteriormente gerava impactos ambientais relevantes. Isso ajudou a reduzir desperdícios e aumentar a eficiência produtiva.

Segundo o pesquisador Thierry Ribeiro Tomich, da Embrapa Gado de Leite, a conversão do soro em pó vai além da geração de lucro para as empresas. A estratégia também representa uma necessidade ligada à sustentabilidade operacional da cadeia.

Além de reduzir perdas, o reaproveitamento do resíduo do whey ajuda a diminuir as emissões de CO2 associadas ao descarte e ao processamento de resíduos industriais.

Tecnologia ambiental permitiu medir impactos reais na cadeia do leite

Para analisar os impactos ambientais com precisão, os pesquisadores utilizaram a metodologia ACV, conhecida como Avaliação do Ciclo de Vida.

A técnica acompanha todas as etapas da produção, desde o campo até o processamento industrial e transporte. Esse modelo é chamado de análise “do berço ao túmulo” porque avalia toda a trajetória do produto.

Segundo o estudo, foi a primeira vez que a metodologia foi aplicada de maneira integrada ao soro de leite no Brasil. Diferente de pesquisas anteriores, os pesquisadores avaliaram juntos:

  • Produção primária
  • Transporte
  • Processamento industrial
  • Consumo energético
  • Uso de água

Essa integração permitiu identificar com maior clareza onde estão os maiores gargalos ambientais da cadeia produtiva.

Emissões de CO2 se concentram principalmente na etapa do campo

Os pesquisadores descobriram que cerca de 85% das emissões de CO2 relacionadas à produção de soro em pó ocorrem ainda na produção leiteira.

Isso significa que mudanças na etapa inicial da cadeia podem gerar resultados ambientais muito maiores do que alterações em embalagens ou na matriz energética industrial.

Thierry Ribeiro Tomich explicou que o estudo oferece um retrato mais fiel da cadeia produtiva ao incluir transporte, produção rural e processamento industrial em uma única análise.

A pesquisadora Vanessa Romário de Paula, da Embrapa Gado de Leite, destacou que a iniciativa representa um avanço importante em transparência ambiental e eficiência produtiva para o setor.

Dados reais de 2023 ajudam indústria a reduzir impactos ambientais

A pesquisa foi dividida em duas etapas principais. Primeiro, os especialistas mapearam os sistemas de produção de leite dos fornecedores ligados à Sooro.

Depois, foram analisados dados industriais reais referentes ao ano de 2023. Entre os pontos avaliados estavam:

  • Consumo de energia
  • Uso de água
  • Insumos industriais
  • Transporte
  • Emissões de gases de efeito estufa

As informações foram disponibilizadas gratuitamente na plataforma SICV Brasil, mantida pelo IBICT.

Segundo o pesquisador Thiago Oliveira Rodrigues, do IBICT, o acesso aberto aos dados pode facilitar novas pesquisas e melhorar tomadas de decisão no setor produtivo.

Economia circular e tecnologia ambiental ajudam metas climáticas do Brasil

O reaproveitamento do resíduo do whey também está alinhado aos compromissos ambientais assumidos pelo Brasil nos últimos anos.

Entre eles está o Compromisso Global de Metano, que prevê redução de 30% nas emissões do gás até 2030.

Além disso, as práticas de economia circular e tecnologia ambiental ajudam o país a avançar em metas ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O estudo também prevê a criação de um plano de ação com medidas práticas para reduzir gases de efeito estufa em diferentes etapas da cadeia láctea.

Essa iniciativa pode ajudar empresas brasileiras a atender exigências ambientais cada vez maiores nos mercados internacionais.

Novo uso do whey protein amplia valor econômico e sustentabilidade industrial

O crescimento do mercado de whey protein mostra como sustentabilidade e inovação podem caminhar juntas.

Além da nutrição esportiva, o ingrediente ganhou espaço em alimentos industrializados, bebidas e produtos funcionais. Isso ampliou o valor econômico da cadeia do leite e fortaleceu o reaproveitamento do resíduo do whey.

Ao mesmo tempo, o setor passou a investir mais em soluções de tecnologia ambiental capazes de reduzir desperdícios e cortar as emissões de CO2.

Com consumidores mais atentos à origem dos produtos e à sustentabilidade industrial, iniciativas ligadas à economia circular devem ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

Com informações de CNN Brasil

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Hilton Libório

Hilton Fonseca Liborio é redator, com experiência em produção de conteúdo digital e habilidade em SEO. Atua na criação de textos otimizados para diferentes públicos e plataformas, buscando unir qualidade, relevância e resultados. Especialista em Indústria Automotiva, Tecnologia, Carreiras, Energias Renováveis, Mineração e outros temas.

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