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Enquanto a cerâmica tradicional exige fornos a mil graus e alto gasto de energia, uma startup britânica transforma gesso descartado em azulejos a 35 graus e fecha piloto com fabricante histórica do Reino Unido

Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 01/06/2026 às 19:36
Atualizado em 01/06/2026 às 19:41
startup britânica transforma gesso descartado em azulejos a 35 graus
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Tecnologia britânica cria azulejos sustentáveis com gesso reciclado e ligantes vegetais, reduzindo drasticamente consumo de energia, reaproveitando resíduos de construções e atraindo a atenção da Johnson Tiles, fabricante tradicional de cerâmica no Reino Unido

O azulejo que parece cerâmica mas não precisa de calor extremo é uma inovação da Dekiln, startup britânica especializada em soluções sustentáveis na construção. O material é feito a partir de gesso descartado, também chamado de plasterboard, combinado com ligantes vegetais, e cura a apenas 35 graus, muito abaixo dos fornos de mil graus usados na cerâmica tradicional.

A produção em baixa temperatura reduz mais de 90 por cento do gasto energético e permite aproveitar resíduos que antes seriam descartados. A empresa já iniciou um piloto com a Johnson Tiles, fabricante histórica de cerâmica no Reino Unido, testando a viabilidade de produção em escala comercial sem comprometer a aparência ou resistência dos azulejos.

O desenvolvimento oferece alternativas mais econômicas e sustentáveis, com potencial de transformar a indústria de revestimentos internos, diminuindo custos e impactos ambientais.

Por que azulejos tradicionais precisam de fornos gigantes

A produção convencional de cerâmica exige fornos que atingem mil graus para endurecer a argila, fixar pigmentos e garantir resistência. Esse processo consome enormes quantidades de energia, aumentando custos e emissões de gases poluentes.

Parte da fábrica de azulejos da Johnson Tiles em Stoke-on-Trent
Parte da fábrica de azulejos da Johnson Tiles em Stoke-on-Trent (Fotografia: Christopher Thomond/The Guardian)

O calor intenso elimina a umidade, queima materiais orgânicos e consolida a estrutura do azulejo. A uniformidade da temperatura também evita rachaduras e defeitos que comprometem a durabilidade. Por isso, encontrar alternativas de baixo consumo energético é crucial para a indústria.

Como o gesso descartado vira revestimento

O gesso de construções e reformas é triturado e transformado em pó. Combinado com ligantes vegetais, o pó pode ser moldado em azulejos que curam a apenas 35 graus, preservando resistência e aparência de cerâmica.

Essa baixa temperatura permite reduzir o consumo de energia, evitar deformações e manter propriedades físicas estáveis. O resultado é um revestimento interno com estética semelhante à cerâmica tradicional, pronto para aplicação em paredes.

O gesso de construções e reformas é triturado e transformado em pó.
O gesso de construções e reformas é triturado e transformado em pó.

O que muda para a indústria cerâmica

A inovação representa avanço econômico e ambiental. Reduzir energia significa menos custo de produção e menor impacto no meio ambiente, enquanto reaproveitar gesso diminui a quantidade de resíduos em aterros.

revestimento interno com estética semelhante à cerâmica tradicional
Revestimento interno com estética semelhante à cerâmica tradicional

A Dekiln, startup britânica, já fechou um piloto com a Johnson Tiles, fabricante histórica de cerâmica no Reino Unido, para avaliar a produção comercial. O projeto demonstra que é possível manter qualidade estética e resistência, ao mesmo tempo em que se adota práticas mais sustentáveis.

Limites e aplicação atual

Por enquanto, os azulejos feitos com gesso reciclado são recomendados somente para uso interno em paredes. Pisos e áreas externas ainda não foram testados devido à resistência em condições de umidade e desgaste intenso.

Certificações e testes de durabilidade são necessários antes de ampliar a produção, mas os resultados iniciais indicam uma alternativa viável e ecológica para revestimentos residenciais e comerciais.

Impacto para consumidores e construções

Para quem busca soluções de construção mais verdes, a tecnologia oferece economia de energia, reaproveitamento de resíduos e redução de impactos ambientais. Além disso, a estética e resistência se mantêm próximas à cerâmica tradicional, sem comprometer o acabamento interno.

A tendência é que alternativas assim incentivem a indústria global a explorar materiais recicláveis e métodos de produção menos agressivos ao meio ambiente, tornando construções mais sustentáveis.

Você acha que a produção de azulejos sustentáveis pode se tornar padrão em construções no Brasil nos próximos anos?

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Flavia Marinho

Flavia Marinho é Engenheira pós-graduada, com vasta experiência na indústria de construção naval onshore e offshore. Nos últimos anos, tem se dedicado a escrever artigos para sites de notícias nas áreas militar, segurança, indústria, petróleo e gás, energia, construção naval, geopolítica, empregos e cursos. Entre em contato com flaviacamil@gmail.com ou WhatsApp +55 21 973996379 para correções, sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.

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