A energia solar impulsiona a economia brasileira com 500 mil novos empregos, R$ 57,5 bilhões em investimentos e avanços tecnológicos que revolucionam a gestão de instaladoras. Veja como o setor se torna peça central da transição energética no país.
A energia solar segue ganhando protagonismo no Brasil e já se posiciona como uma das bases da economia verde. Em apenas um ano, o setor alcançou uma marca inédita: 500 mil novos empregos e R$ 57,5 bilhões em investimentos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Dessa forma, o segmento acelera a geração de renda, atrai capital e fortalece a transição energética em ritmo acelerado.
Além disso, a expansão fotovoltaica teve impacto direto na mitigação climática, evitando a emissão de 27 milhões de toneladas de CO₂ somente no último ano. O avanço confirma que a energia solar se tornou indispensável na estratégia nacional de descarbonização.
Energia solar já representa 22,2% da eletricidade consumida no Brasil
Embora a matriz energética do país ainda tenha predominância hídrica, que responde por 44,5% da geração, a energia solar já aparece como a segunda principal fonte, com 22,2% de participação. Esse salto resulta de um processo contínuo que começou ainda nos anos 1990, mas que ganhou força na última década.
-
África tem cerca de 500 mil torres de celular e a maioria ainda queima diesel para funcionar, enquanto empresas correm para cobrir antenas com energia solar e evitar apagões no sinal
-
Agricultores trocaram diesel por painéis solares no Paquistão, ligaram bombas de irrigação quase sem custo, ampliaram lavouras de arroz e agora a água subterrânea virou alerta vermelho no campo
-
ONG abre vagas para curso gratuito de energia solar voltado exclusivamente para mulheres em São Gonçalo
-
Quanto custa instalar energia solar em casa em 2026? Método de gerar energia chama a atenção por permitir redução dos gastos com eletricidade e retorno financeiro estimado entre quatro e sete anos, com sistemas residenciais custando entre R$ 15 mil e R$ 28 mil
Desde então, o setor movimentou R$ 250,9 bilhões, gerou 1,6 milhão de empregos e arrecadou R$ 78 bilhões em tributos. Assim, estruturou uma indústria robusta, com impacto direto em milhares de municípios, especialmente em regiões com vocação para micro e minigeração distribuída.
Projeções indicam expansão acelerada até 2025, puxada pela geração própria
Segundo as projeções da ABSOLAR, até o fim de 2025 a capacidade instalada de energia solar no Brasil deve alcançar 64,7 gigawatts (GW). Desse total, 43 GW virão de sistemas instalados em residências, comércios, prédios públicos e propriedades rurais. Já 21,7 GW serão provenientes de usinas solares de grande porte.
O avanço está diretamente ligado ao interesse crescente de consumidores e empresas que buscam independência energética, menor custo e, sobretudo, acesso a uma fonte limpa e inesgotável.
Com o crescimento acelerado, o setor exige eficiência, digitalização e gestão precisa
À medida que a energia solar se expande, o número de instaladoras e integradoras cresce em ritmo igualmente intenso. Como consequência, surgem desafios de escala, especialmente na coordenação de equipes, no atendimento pós-venda e na manutenção.
Segundo estudo do Instituto Ideal, cada sistema fotovoltaico requer entre três e cinco visitas técnicas — da vistoria à instalação e, posteriormente, à manutenção. Esse fluxo exige planejamento rigoroso, rotas otimizadas e rastreabilidade de ponta a ponta.
Para Augusto Lyra, CEO da Everflow, o cenário atual exige mais do que contratar profissionais qualificados. É essencial gerenciar operações complexas e garantir eficiência em cada etapa. Ele reforça:
“É nesse ponto que a digitalização entra como aliada estratégica. Softwares de Field Service Management (FSM) tornaram-se essenciais para instaladoras que buscam eficiência e escalabilidade, centralizando agendas, rotas, protocolos e relatórios técnicos.”
ERP brasileiro especializado em energia solar transforma a gestão das instaladoras
Diante dessas demandas crescentes, a Everflow desenvolveu o primeiro ERP totalmente dedicado ao setor solar no Brasil. A plataforma integra operações que vão desde contratos e orçamentos até o fechamento financeiro das obras, tornando-se um eixo central para empresas de todos os portes.
O sistema também organiza ordens de serviço, estoques, checklists, comunicação com clientes e integrações com CRMs e aplicativos como WhatsApp. A proposta, segundo Lyra, é oferecer uma solução flexível:
“A vantagem é que a ferramenta se adapta ao porte da empresa, atendendo desde microinstaladoras até grandes integradoras de usinas solares.”
No campo, técnicos utilizam um aplicativo que funciona como um espelho digital da obra, registrando fotos, assinaturas digitais, dados de segurança e localização em tempo real. Assim, cada etapa fica documentada de forma transparente.
Tecnologia vira diferencial competitivo no mercado de energia solar
Com o mercado mais disputado e o volume de instalações aumentando, empresas que adotam sistemas inteligentes conquistam vantagem estratégica. O ERP da Everflow, estruturado para integrar equipes próprias ou terceirizadas, múltiplos fornecedores e diferentes modelos de financiamento, responde diretamente a essa necessidade.
Lyra destaca que o software se adapta a negócios com poucos projetos mensais ou a integradoras que coordenam centenas de instalações em vários estados. Para ele, a tecnologia se tornou indispensável:
“Em um setor que cresce exponencialmente e lida com um bem essencial como a energia, a tecnologia é o motor que garante sustentabilidade, agilidade e competitividade.”

-
2 pessoas reagiram a isso.