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Energia eólica offshore: estratégia dos EUA de prevê reduzir custos e ampliar infraestrutura no mar

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 05/10/2026 às 09:22 Atualizado em 05/10/2026 às 09:44
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energia eólica / pixabay
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Estratégia publicada em 2023 pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos reúne metas para reduzir custos, ampliar fornecedores, desenvolver turbinas flutuantes e melhorar a infraestrutura de transmissão da energia gerada por parques eólicos no mar.

A estratégia de energia eólica offshore publicada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos em março de 2023 reúne ações para baratear a geração, desenvolver fornecedores nacionais e conectar parques marítimos à rede elétrica.

O documento organiza a atuação do departamento em quatro frentes: turbinas com fundações fixas, sistemas flutuantes, transmissão e tecnologias que combinam geração eólica com armazenamento ou produção de combustíveis.

Segundo a página oficial do Departamento de Energia, o lançamento ocorreu em 29 de março de 2023. A estratégia detalha a contribuição da instituição para o esforço nacional de implantação de 30 gigawatts de capacidade offshore.

O relatório daquele ano vinculava esse esforço à meta de 2030 e traçava um caminho para alcançar 110 gigawatts ou mais até 2050. Também incorporava o objetivo de instalar 15 gigawatts de sistemas flutuantes até 2035.

Redução de custos envolve turbinas, instalação e manutenção

Na frente dedicada às fundações fixas, chamada NOW, o objetivo apresentado era reduzir o custo de geração de US$ 73 por megawatt-hora, referência de 2021, para US$ 51 por megawatt-hora em 2030.

O resumo oficial da estratégia associa essa redução a melhorias no desenho das turbinas e na disposição dos equipamentos dentro dos parques. Estudos sobre ventos, condições oceânicas e características geofísicas também integram as ações propostas.

Outra linha prevê testar e demonstrar inovações que permitam turbinas maiores e mais potentes. O documento inclui pesquisas sobre geradores supercondutores, controles ativos e possíveis benefícios da padronização do tamanho dos equipamentos.

A instalação e a manutenção aparecem como áreas para reduzir a complexidade das operações no mar. Entre as possibilidades mencionadas estão manutenção remota e medidas para mitigar o ruído durante a instalação.

A iniciativa também contempla planejamento de fornecedores, práticas de produção em série, embarcações para construção e manutenção e programas de formação profissional. São ações propostas para desenvolver a cadeia industrial necessária aos projetos.

Sistemas flutuantes permitem explorar águas profundas

A frente FORWARD concentra pesquisas sobre turbinas flutuantes em águas profundas e distantes da costa. A página do departamento apresenta como objetivo reduzir o custo dessa tecnologia para US$ 45 por megawatt-hora até 2035.

O relatório completo de março de 2023 explica que estruturas fixas são normalmente utilizadas em profundidades de até 60 metros. As flutuantes ficam sobre plataformas conectadas ao fundo marinho por linhas de amarração e âncoras.

Essa referência de profundidade não constitui um limite rígido. A escolha depende também da viabilidade econômica e das condições do local.

Na avaliação apresentada no relatório, a tecnologia flutuante estava em estágio comercial e tecnológico menos avançado. Sua expansão exigia pesquisas, demonstrações, infraestrutura costeira e desenvolvimento de fornecedores. O documento apontava aplicações na costa do Pacífico, no Golfo do Maine e no Havaí.

Transmissão e armazenamento integram o planejamento

A iniciativa CONNECT reúne ações para planejar a integração dos parques marítimos ao sistema elétrico americano. O foco inclui confiabilidade, resistência da infraestrutura a eventos adversos e compatibilidade entre tecnologias da rede offshore.

Já a frente TRANSFORM trata de armazenamento, conversão da energia eólica em combustíveis e desenvolvimento de polos de energia offshore. Essas aplicações compõem uma linha específica de atuação dentro da estratégia. Department of Energy

No comunicado da Casa Branca publicado na mesma data, o governo Biden informou que o Departamento de Energia e o órgão federal responsável pela gestão energética oceânica haviam elaborado recomendações preliminares para a transmissão no Atlântico.

O comunicado também registrava estudos para a costa oeste. Naquele momento, o planejamento previa novas etapas de análise para orientar a infraestrutura de conexão dos projetos.

Expansão depende de infraestrutura e avaliação ambiental

Além das metas tecnológicas, o relatório identificava obstáculos à implantação: custos pressionados pela inflação e pelo financiamento, fornecedores nacionais ainda insuficientes e limitações de transmissão nas regiões costeiras.

Para os sistemas flutuantes, apontava a necessidade de ampliar pesquisas sobre possíveis efeitos no ambiente marinho e sobre a convivência com outros usos do oceano. Os números e prazos apresentados são objetivos do planejamento de 2023, não resultados de implantação comprovados pelo documento.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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