Segundo a ExxonMobil, o Stabroek, na Guiana, passou de um projeto para quatro e chegou a 1 bilhão de barris, com capacidade instalada acima de 900 mil barris por dia; o Brasil produziu 4,615 milhões de barris por dia em agosto, dado da ANP.
O bloco Stabroek, na Guiana, produziu 1 bilhão de barris em menos de 7 anos, informou a ExxonMobil em 28/09/2026. No ritmo de agosto medido pela ANP, o Brasil produz esse volume em cerca de 217 dias (conta da redação).
Em quanto tempo o bloco Stabroek chegou a 1 bilhão de barris?
Em menos de sete anos, segundo a ExxonMobil. A produção começou em dezembro de 2019, e a ExxonMobil anunciou o marco em 28 de setembro de 2026.

O primeiro óleo de Liza saiu menos de cinco anos após a descoberta, conforme a ExxonMobil. A empresa chama o prazo de um dos mais rápidos da indústria em águas profundas.
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O texto da ExxonMobil fala em barris produzidos, e não em reservas. Esse 1 bilhão de barris é tudo o que o bloco entregou desde o primeiro dia.
Hoje são quatro projetos, ligados às unidades Liza Destiny, Liza Unity, Prosperity e ONE GUYANA, segundo a empresa. Cada uma é um FPSO, plataforma flutuante que produz, armazena e descarrega petróleo.
Em quantos dias o Brasil produz 1 bilhão de barris?
Cerca de 217 dias, se o país mantiver o ritmo de agosto de 2026. A ANP registrou 4,615 milhões de barris por dia de petróleo no mês, no boletim nº 192.
Conforme os números da ANP, a conta da redação é direta: 1.000.000.000 dividido por 4.615.000 dá 216,7 dias. São pouco mais de sete meses.
Sete meses, contra menos de sete anos do Stabroek.
Pense no calendário: a cada dia de agosto saíram, em média, 4,6 milhões de barris, segundo a ANP. Os 31 dias somaram cerca de 143 milhões de barris, pela conta da redação.
Só o pré-sal levaria cerca de 260 dias de petróleo para chegar a 1 bilhão de barris (conta da redação).
Dá para comparar a capacidade da Guiana com a produção do Brasil?
Só como régua de escala. A ExxonMobil afirma que os quatro projetos elevaram a capacidade instalada a mais de 900 mil barris por dia.
Capacidade instalada é o que as plataformas estão preparadas para processar, e não o volume produzido num dia.
A produção de agosto equivale a até 5,1 vezes essa régua. A conta é da redação: 4.615 mil (ANP) divididos por 900 mil (ExxonMobil).
Em agosto de 2025, o país produzia 3,896 milhões de barris por dia, conforme a ANP. Em 12 meses, a alta foi de 18,4%, na conta da ANP, até os 4,615 milhões de agosto de 2026.
O acréscimo foi de 719 mil barris por dia, quase 80% da capacidade instalada do Stabroek, pela conta da redação.
Quanto pesa o pré-sal na produção do Brasil?
O pré-sal carrega o país: respondeu por 82,6% da produção total em agosto, segundo a ANP. Foram 4,959 milhões dos 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia, somando petróleo e gás.
Só de petróleo, o pré-sal rendeu 3,842 milhões de barris por dia, de 203 poços, informa a ANP.
Somando petróleo e gás, o pré-sal ficou 23,0% acima de agosto de 2025, de acordo com o boletim.
Búzios, na Bacia de Santos, foi o campo mais produtivo: 1.172 mil barris por dia, registra a ANP.
A instalação mais produtiva foi o FPSO Almirante Tamandaré, com 258.401 barris por dia, conforme o boletim.
Esse único FPSO produziu em agosto perto de 29% da capacidade instalada do Stabroek, conforme a conta da redação. Vale a mesma ressalva: produção contra capacidade.
Que ressalvas valem para essa conta?
O marco de 1 bilhão de barris é do bloco Stabroek, da ExxonMobil e sócios, como descreve a própria empresa. O Stabroek começou a produzir em dezembro de 2019 com um projeto e foi somando outros.
Os dois prazos não partem do mesmo ponto: os 217 dias usam um único mês, agosto de 2026, e não contam a história da produção brasileira.
Capacidade instalada não é produção. A régua de 900 mil só dá escala, e a produção diária atual do Stabroek fica fora da conta.
Na ANP, petróleo soma óleo e condensado: em agosto, 4,608 milhões de barris por dia de óleo e 7 mil barris por dia de condensado. A ExxonMobil usa o termo “oil”, óleo em inglês.
O que a Guiana ainda vai somar?
Uaru deve começar a produzir até o fim de 2026, segundo a ExxonMobil. É previsão da empresa, e ainda não é produção.

A ExxonMobil afirma que planeja até oito projetos offshore até 2030. A base de recursos estimada do Stabroek é de pouco menos de 11 bilhões de barris de óleo equivalente.
Estimativa de recursos não é reserva nem produção, e não se confunde com o 1 bilhão de barris já produzido.
Só para dar escala, o Brasil levaria cerca de cinco anos para produzir 11 bilhões de barris de óleo equivalente. A conta é da redação, com 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia em agosto, segundo a ANP.
Dentro desse plano, Whiptail tem início previsto para 2027 e Hammerhead para 2029, conforme a ExxonMobil. São o sexto e o sétimo projetos aprovados, ambos em construção.
