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Empresa surpreende o mundo ao criar água com ar do deserto usando máquina do tamanho de um ar-condicionado que produz até 35 litros por dia com apenas 20% de umidade, tecnologia de nanomateriais e promessa de distribuição gratuita a famílias

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 04/03/2026 às 17:03
Atualizado em 04/03/2026 às 17:05
Assista o vídeoTecnologia criada na Jordânia transforma umidade do ar do deserto em até 35 litros de água por dia usando nanomateriais e baixo consumo de energia.
Tecnologia criada na Jordânia transforma umidade do ar do deserto em até 35 litros de água por dia usando nanomateriais e baixo consumo de energia.
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Tecnologia desenvolvida na Jordânia transforma umidade mínima do ar do deserto em água potável usando nanomateriais avançados e um equipamento compacto comparável a um ar-condicionado. Sistema promete produzir até 35 litros por dia e surge como alternativa diante da escassez hídrica severa enfrentada pela população do país.

Uma tecnologia criada na Jordânia passou a chamar atenção internacional ao propor uma alternativa para regiões afetadas por escassez extrema de água.

O sistema utiliza umidade presente no ar do deserto para gerar água potável, por meio de um equipamento compacto, do tamanho aproximado de um ar-condicionado, capaz de produzir até 35 litros por dia mesmo quando a umidade relativa chega a apenas 20%.

A inovação surge em um dos países considerados mais vulneráveis à falta de recursos hídricos no mundo.

A Jordânia enfrenta um cenário crônico de escassez, agravado por clima árido, crescimento populacional e pressão sobre reservas subterrâneas.

Nesse contexto, tecnologias capazes de captar água diretamente da atmosfera passaram a ser analisadas como alternativas complementares ao abastecimento tradicional.

Escassez de água molda o cotidiano na Jordânia

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A limitação no acesso à água influencia diretamente o cotidiano de grande parte da população jordaniana.

Em muitas cidades, o fornecimento de água encanada ocorre de forma intermitente, o que leva famílias a organizar tarefas domésticas em torno do período em que o abastecimento está disponível.

Cozinhar, lavar roupas e realizar a limpeza da casa frequentemente precisam ser feitos dentro de janelas curtas de distribuição.

Registros apontam que áreas urbanas contam, em média, com cerca de 36 horas semanais de fornecimento, obrigando moradores a armazenar água em caixas ou reservatórios para enfrentar os dias seguintes.

Esse cenário de restrição permanente levou governos, pesquisadores e empresas a buscar soluções capazes de ampliar o acesso à água potável sem depender exclusivamente de rios, reservatórios ou aquíferos subterrâneos.

Tecnologia usa nanomateriais para capturar vapor do ar

A solução desenvolvida pela startup associada ao projeto AquaPoro utiliza um princípio relativamente simples, mas aplicado com novos materiais.

O equipamento puxa o ar ambiente para dentro do sistema e o faz passar por estruturas compostas por nanomateriais porosos projetados para capturar moléculas de água presentes no vapor atmosférico.

Esses materiais possuem superfícies microscópicas com ranhuras e cavidades capazes de reter a umidade presente no ar, mesmo em ambientes com baixos índices de umidade relativa.

Depois de saturado, o material libera a água absorvida quando submetido a aquecimento controlado.

Na etapa seguinte, o vapor liberado é condensado, transformando-se novamente em líquido.

O sistema ainda realiza processos de filtragem e mineralização, com o objetivo de tornar a água adequada para consumo humano.

Todo o processo ocorre dentro do equipamento, que funciona de forma contínua ao longo do dia, acumulando gradualmente a água coletada.

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Equipamento pode produzir até 35 litros de água por dia

De acordo com as informações divulgadas pelo projeto, o equipamento pode produzir até 35 litros de água por dia em condições de umidade de aproximadamente 20%, índice comum em regiões desérticas.

A eficiência em ambientes extremamente secos é um dos pontos destacados pelos desenvolvedores.

Tecnologias convencionais de coleta atmosférica geralmente apresentam melhor desempenho em locais com níveis de umidade mais elevados, como regiões costeiras ou tropicais.

Por essa razão, a adaptação da tecnologia para climas áridos representa um dos principais diferenciais do projeto.

A expectativa é que sistemas desse tipo possam operar em locais onde outras soluções semelhantes enfrentam dificuldades técnicas ou custos elevados.

Consumo de energia reduzido pode ampliar viabilidade

Outro ponto destacado pelos responsáveis pela tecnologia é a tentativa de reduzir o consumo energético do processo.

A captação de água do ar normalmente exige energia para circulação do ar, aquecimento dos materiais absorventes e condensação do vapor.

Segundo informações divulgadas sobre o projeto, o uso dos nanomateriais permitiria diminuir a quantidade de energia necessária para capturar e liberar a água absorvida.

Isso poderia tornar o sistema mais viável para uso doméstico ou em comunidades isoladas.

A redução de custos operacionais é considerada fundamental para que tecnologias desse tipo consigam alcançar escala e sejam aplicadas em regiões com menor poder aquisitivo ou infraestrutura limitada.

Projeto prevê entrega gratuita para famílias

O primeiro cliente da tecnologia teria sido o próprio governo da Jordânia, que iniciou negociações para a aquisição de unidades do equipamento.

A proposta apresentada inclui a possibilidade de distribuição gratuita para famílias em diferentes regiões do país.

A iniciativa também foi associada a conversas com agências internacionais de desenvolvimento, interessadas em avaliar o potencial do sistema para uso em outros países com escassez hídrica.

Caso programas desse tipo avancem, a tecnologia poderia ser aplicada em comunidades rurais, campos de refugiados e áreas onde a infraestrutura de abastecimento tradicional é insuficiente.

Soluções tecnológicas ganham espaço diante da crise hídrica

Especialistas apontam que soluções de captação de água do ar não substituem totalmente sistemas convencionais de abastecimento, mas podem atuar como complemento importante em regiões onde os recursos hídricos são limitados.

Em cenários de seca prolongada ou em locais distantes de redes de distribuição, tecnologias capazes de produzir água localmente podem reduzir a dependência de transporte, caminhões-pipa ou perfuração de poços.

O avanço de pesquisas em novos materiais absorventes, como os nanomateriais utilizados nesse projeto, também amplia as possibilidades de adaptação dessas tecnologias para diferentes climas e níveis de umidade.

A Jordânia continua sendo um dos laboratórios naturais para esse tipo de inovação, já que o país enfrenta uma das mais severas escassezes de água do planeta e busca constantemente soluções para garantir o abastecimento de sua população.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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