A Condor começou em 1929 produzindo escovas dentais em São Bento do Sul e só depois ampliou o portfólio para pentes, pincéis e vassouras. Segundo FIESC e dados institucionais, a empresa chegou a R$ 790 milhões em 2023, com 300 mil pontos de venda e presença nacional forte no varejo.
As vassouras se tornaram um dos produtos mais associados à Condor pelo consumidor brasileiro, mas a história industrial da empresa começou em outro segmento: escovas dentais. Fundada em 1929, em São Bento do Sul, Santa Catarina, a companhia nasceu como Klimmek & Cia, dedicada à produção de escovas dentais e artigos de higiene.
A marca completou 95 anos em 2024 consolidada como uma das maiores fábricas de escovas da América Latina. Segundo informações institucionais e publicação da FIESC, a Condor atende mais de 300 mil pontos de venda, atua em várias linhas de negócio e alcançou faturamento de R$ 790 milhões em 2023.
Origem industrial começou antes das vassouras

A Condor foi fundada em São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, em 1929. O primeiro foco industrial não estava nas vassouras, mas na produção de escovas dentais e outros itens de higiene, conforme o histórico institucional da própria empresa.
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Esse dado muda a leitura sobre a marca. Embora muita gente associe a Condor à limpeza doméstica, a operação começou ligada à higiene bucal e só depois avançou para outras categorias de consumo.
A entrada em vassouras veio dentro de uma estratégia de ampliação de portfólio. Nos anos 1950, a empresa passou a produzir pentes, pincéis, vassouras, escovas de roupa, escovas de unha e espanadores, formando uma base mais diversificada.
Essa diversificação ajudou a Condor a deixar de ser apenas uma fabricante de escovas dentais e a ocupar diferentes espaços no varejo. O movimento abriu caminho para presença em supermercados, farmácias, lojas de construção, papelarias, canais digitais e distribuidores.
São Bento do Sul virou base da operação

A trajetória da Condor permanece ligada a São Bento do Sul, município onde a empresa foi fundada e onde mantém sua base fabril. Segundo a FIESC, a companhia conta com duas fábricas na cidade e três centros de distribuição.
A localização no Planalto Norte de Santa Catarina tem papel relevante na identidade industrial da marca. A Condor se tornou uma das empresas associadas à força produtiva da região, com operação nacional e exportações.
O crescimento da empresa não dependeu de um único produto, mas de uma plataforma industrial capaz de fabricar diferentes categorias. Essa estrutura permitiu avançar de escovas para vassouras, pincéis, produtos de beleza, higiene bucal, pintura e limpeza profissional.
Hoje, a empresa informa atuar em áreas como Limpeza Doméstica e Profissional, Higiene Bucal, Beleza, Pintura Imobiliária e Pintura Artística. Isso coloca a Condor em segmentos que vão do uso doméstico cotidiano ao mercado profissional.
Portfólio passou de escovas para seis linhas de negócio

A Condor afirma ter mais de 1.500 utensílios e acessórios em seu portfólio. A FIESC informou que a empresa atua em seis negócios: limpeza doméstica, limpeza profissional, higiene bucal, cuidado pessoal, pintura para construção civil e produtos para artistas e uso escolar.
As vassouras permanecem como produto de grande reconhecimento, mas representam apenas uma parte da operação. A marca também fabrica escovas de cabelo, pentes, rolos para pintura, trinchas, fios dentais, acessórios e itens para limpeza profissional.
A diversificação reduz dependência de uma única categoria e amplia a presença da marca no varejo. Se o consumidor não encontra a Condor apenas na seção de limpeza, também pode encontrá-la em higiene bucal, beleza, pintura ou materiais escolares.
Esse desenho explica como uma empresa conhecida por vassouras consegue alcançar escala nacional. O portfólio amplo permite entrar em diferentes canais de venda e atender demandas que variam conforme casa, obra, escola, empresa e uso profissional.
Faturamento chegou a R$ 790 milhões em 2023
A publicação da FIESC informa que a Condor faturou R$ 790 milhões em 2023, o melhor resultado registrado pela companhia até aquele momento. O dado aparece associado à modernização da operação, à diversificação de produtos e às linhas licenciadas.
No blog institucional da empresa, a Condor informa que dobrou o valor em vendas em cinco anos, passando de R$ 393 milhões em 2018 para R$ 790 milhões em 2023. Para 2024, a companhia projetava crescimento de dois dígitos.
Esse avanço mostra uma empresa industrial com expansão apoiada em portfólio, distribuição e marca. O faturamento não vem apenas de vassouras, mas de um conjunto de categorias presentes no cotidiano do consumidor.
Outro dado apresentado pela FIESC é que, em 2022, a Condor vendeu mais de 188 milhões de produtos. O número ajuda a dimensionar o volume operacional de uma fabricante que atende o mercado nacional em larga escala.
Mais de 300 mil pontos de venda ampliam presença nacional
A Condor informa estar presente em mais de 300 mil pontos de venda no Brasil. Esse alcance é estratégico porque produtos como vassouras, escovas, pincéis e itens de higiene dependem de distribuição ampla para manter giro constante.
A FIESC também cita mais de 25 canais de vendas, incluindo supermercados, farmácias, livrarias, lojas de construção e canais digitais. Essa capilaridade permite que a marca circule em diferentes formatos de compra.
Para uma indústria de bens de consumo, distribuição é tão importante quanto fabricação. Não basta produzir em grande escala; é necessário colocar o produto nos canais certos, com frequência, reposição e presença nas regiões onde há demanda.
A empresa também exporta. Dados institucionais indicam atuação em mais de 20 países, enquanto publicações de 2024 citam exportações para mais de 30 países. Em ambos os casos, o ponto central é a presença internacional de uma marca fabricada em Santa Catarina.
Modernização do parque fabril marcou a linha de vassouras
A linha do tempo institucional da Condor cita 2013 como ano de modernização do parque fabril para produção de vassouras com tecnologia de ponta. Esse dado é relevante porque mostra que a categoria continuou recebendo investimento mesmo depois da diversificação.
Vassouras parecem produtos simples para o consumidor, mas exigem processo industrial, escolha de materiais, automação, controle de qualidade, design funcional e capacidade de produção em escala.
A modernização da fábrica indica que a categoria de limpeza continua estratégica dentro do portfólio. Em mercados competitivos, pequenas melhorias em produtividade, durabilidade, ergonomia e custo podem ter impacto em milhões de unidades vendidas.
A FIESC também destacou que a Condor investe em automação, sistemas integrados e melhoria contínua para ganhar eficiência e produtividade. Esse tipo de atualização ajuda a sustentar escala, preço competitivo e regularidade de entrega.
Licenciamentos ampliaram categorias e presença no varejo
Entre as estratégias de expansão citadas pela FIESC estão os licenciamentos de marcas como Hot Wheels, Barbie, da Mattel, e Disney. A Condor também informou parcerias e linhas voltadas a produtos de higiene, beleza e limpeza com apelo comercial.
Essas licenças ajudam a conectar categorias tradicionais a públicos específicos. Escovas, acessórios, itens infantis e produtos de higiene podem ganhar diferenciação visual e apelo de marca quando associados a personagens ou franquias conhecidas.
O licenciamento funciona como ferramenta de varejo, não apenas como detalhe estético. Ele pode aumentar visibilidade na gôndola, criar linhas exclusivas e ampliar a recorrência de compra em categorias de uso cotidiano.
Essa estratégia também mostra que a Condor não depende apenas da lembrança ligada às vassouras. A empresa usa marca, canais e portfólio para atuar em diferentes momentos da rotina de consumo.
Sustentabilidade entrou no processo produtivo
A FIESC informou que muitos itens da Condor já são produzidos de forma mais sustentável. Alexandre Wiggers, diretor-presidente da empresa, afirmou à entidade que a companhia recicla materiais que sobram dos processos produtivos há décadas.
Segundo a publicação, 36 milhões de garrafas PET foram transformadas em vassouras no ano anterior ao texto da FIESC. A empresa também informou captação e reaproveitamento de mais de 1,4 milhão de litros de água de chuva.
A sustentabilidade, nesse caso, aparece integrada à produção industrial. O reaproveitamento de PET em vassouras liga economia circular a um produto de grande volume e presença nacional.
O blog institucional da Condor também cita economia superior a 200 MWh por ano com sistemas automatizados e medidas de eficiência. São dados que reforçam a tentativa de combinar escala fabril com redução de recursos no processo produtivo.
Aquisição da Perfect reforçou limpeza profissional
Em 2019, a Condor adquiriu a Perfect, empresa especializada em produtos para limpeza profissional. Segundo a página institucional, a integração ao grupo ocorreu a partir de 2020, unindo a marca Perfect Pro à estrutura da Condor.
A linha de Limpeza Profissional informa mais de 450 SKUs e distribuição para mais de 3.000 revendedores ativos no Brasil. Isso amplia a atuação da empresa para além do consumidor doméstico.
A limpeza profissional muda a lógica do produto porque envolve produtividade, custo operacional e eficiência no uso. Nesse mercado, vassouras, acessórios e equipamentos precisam atender estabelecimentos comerciais, empresas de limpeza, condomínios e operações com demanda recorrente.
A aquisição também mostra uma estratégia de expansão por segmento. A Condor não cresceu apenas aumentando categorias internas, mas também incorporando uma empresa especializada para fortalecer sua presença em limpeza profissional.
O que a trajetória da Condor mostra sobre indústria nacional
A história da Condor mostra como uma fabricante pode sair de um produto inicial, ampliar linhas, investir em marca, modernizar fábrica e construir presença nacional sem abandonar categorias tradicionais. As vassouras seguem fortes, mas fazem parte de um portfólio muito maior.
Com 95 anos, presença em mais de 300 mil pontos de venda, faturamento de R$ 790 milhões e atuação em diferentes segmentos, a empresa catarinense se tornou um caso de expansão industrial baseada em diversificação e distribuição.
A leitura principal é de negócio: a Condor cresceu porque transformou capacidade fabril em portfólio amplo, canais de venda e atualização tecnológica. A associação com vassouras ajuda na lembrança popular, mas não explica sozinha a dimensão da empresa.
Você sabia que a Condor começou com escovas de dente antes de ficar tão associada às vassouras? Deixe sua opinião nos comentários e conte se marcas tradicionais brasileiras deveriam apostar mais em diversificação, sustentabilidade ou linhas licenciadas para continuar crescendo.

